Terroir, uvas, vinho e harmonização

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Terroir

Terroir é uma palavra francesa com um significado tão próprio que não é possível traduzi-la. Por exemplo, pense na palavra saudade. Uma palavra simples para quem fala português, que nos faz sentir até um aperto no peito quando a usamos ou ouvimos alguém dizer que sente saudade, certo?! Afinal, ela carrega todo um contexto que dispensa explicação e não existe tradução à sua altura. 

Da mesma forma, a palavra terroir carrega com ela um universo circundante. Então, os franceses compreendem instantaneamente tudo o que ela engloba quando é mencionada. Sendo assim, é impossível fazer uma tradução simples que represente tudo o que ela significa.  

Acontece que essa palavrinha permeia todas as conversas sobre vinhos. De fato, para quem está começando a se aventurar pelo maravilhoso mundo do produto da videira, é vital entender o que significa a palavra terroir, o que ela envolve e o que isso tem a ver com a harmonização do vinho com seu prato.  

Por isso, o Center Gourmet vai ler a cartilha e convida você para nos acompanhar em um breve passeio pelos vinhedos. Na volta, você vai saber tudo o que precisa para acompanhar as conversas e entender melhor os artigos sobre seus vinhos preferidos. 

O que significa terroir?

Terroir

Afinal, o que é terroir?

Tecnicamente, existe uma definição feita pelo INAO – Institut Nacional de L’origine et de la qualité, que regula as denominações de origem na França: 

Terroir é o resultado do acúmulo de interações entre características de um determinado ambiente natural, um ambiente biológico e fatores humanos em um determinado lugar, criando um produto único”. 

O que isso quer dizer? Em palavras simples, quer dizer que cada lugar tem um tipo de solo, clima, topografia, interferência humana e até animal etc. Tudo isso acaba influenciando o que é ali produzido, dando características daquele lugar para o produto final.  

Por exemplo, podemos citar os queijos mineiros. De fato, só de pensar em um queijo produzido no estado de Minas, o que vem à sua mente? Provavelmente, você visualizou as montanhas verdinhas depois de uma boa chuva, cheias de vacas leiteiras e riachos que cortam as fazendas. Em seguida, “aparece” o mineiro que cuida de tudo isso com seu jeito próprio, criando um produto final nacionalmente conhecido como Queijo Minas.  

Resumidamente, isso é o terroir. Aliás, apesar de muito utilizada fazendo referência aos vinhedos, essa não é uma palavra exclusiva da área. Na verdade, quando o assunto envolve bebidas e alimentos com características próprias de uma região, o termo se aplica. 

Os quatro pilares do terroir 

Terroir

Para se ter o conceito do terroir de uma região, é comum levar em conta quatro fatores diferentes. Durante séculos, os produtores e enólogos se guiam por eles para determinar quais os melhores fatores para a equação perfeita, que chegará a um vinho incrível no final. Veja a seguir que fatores são esses e o que eles envolvem. 

Geologia 

Na verdade, é comum dizer que o solo é o fator importante, mas podemos ir mais além. O solo está contido dentro da geologia e ela abrange mais do que o tipo de solo de uma região. Sendo assim, podemos dizer que esse fator inclui a altitude da localização do vinhedo, o tipo de relevo local, a composição do solo etc. Tudo isso contribui para a construção dos aromas e características do vinho produzido. 

Clima 

Para começar, clima é mais do que sensação térmica de frio ou calor. Isso porque, o clima inclui vários outros subfatores: 

  • quantidade de chuvas da região (índice pluviométrico), 
  • ventos que batem sobre o lugar, 
  • proximidade de fontes de água, o que torna a região mais úmida,  
  • variação da temperatura do dia para a noite (amplitude térmica), fator que exerce grande influência sobre a maturação das uvas.  

Variedade de uva  

Paralelamente, a cepa cultivada também contribui para definir o terroirImagine que uma família se muda do Japão para o Brasil. Cada membro da família tem sua personalidade e características próprias, sendo assim, cada um vai ter um impacto diferente ao entrar em contato com a cultura local. 

De forma parecida, cada uva tem sua personalidade e carrega em seu DNA uma estrutura com qualidades próprias. Desse modo, quando cultivadas em solos diferentes, demonstram facetas diferentes de sua personalidade. 

Interferência humana 

Nesse caso, não é difícil prever que produtores diferentes manejam os fatores acima de modos diferentes, resultando em vinhos completamente diferentes. Mas, ainda assim, ainda existem opiniões conflitantes sobre o assunto e vamos falar sobre ele mais adiante. 

Terroir, os vinhos e a ação humana 

Terroir

Interferência humana é ou não é parte do terroir?

Antes de mais nada, saiba que esse é um fator que divide opiniões. Afinal, a interferência ou o manejo das uvas e do solo podem ser considerados parte do terroir? Então… a resposta depende de com quem você conversa. Isso acontece porque, para alguns, o homem não tem nenhuma participação nos nutrientes absorvidos do solo, em como as vinhas reagem ao clima e ao processo de maturação. 

O crítico de vinhos Harvey Steiman, por exemplo, não considera o fator humano parte da equação, especialmente o que acontece após a colheita. Em suas palavras, “o terroir…não inclui o manejo da videira, irrigação, extração de folhas ou qualquer outra coisa… 

Por outro lado, podemos levar em conta algumas comparações interessantes sobre como a escolha do local e a forma de cultivo têm influência direta no resultado final. Por exemplo, a região francesa de Bordeaux é cortada pelo Rio Garonne, apresentando solos distintos em suas margens esquerda e direita. Como resultado, os vinhos produzidos a partir das uvas cultivadas de um lado são completamente diferentes dos produzidos na margem oposta.  

Imagine que a região seja uma orquestra e que as condições climáticas e de solo sejam diferentes instrumentos. Cada um deles produz lindos acordes, mas se tocados sem nenhuma sequência ou partitura, produzem ruídos nada agradáveis. Porém, imagine o que um excelente maestro é capaz de fazer ao reger todos eles numa bela sinfonia. 

Da mesma forma, para que haja um melhor aproveitamento de tudo que cada solo tem a oferecer, é necessário que o enólogo analise todo o conjunto e decida, ou orquestre, todos esses instrumentos que estão ali presentes. O resultado final? Música para os sentidos!  

A uva é parte do terroir?  

Mais uma vez, as opiniões divergem. No entanto, é consenso entre os especialistas que cada cepa vai expressar de forma diferente todo o ambiente ao seu redor. Por isso, as regras determinadas pelas D.O.C. são tão importantes.  

Elas estabelecem padrões de terroir específicos que, quando seguidos, resultam em vinhos extremamente semelhantes. Como resultado, um degustador é capaz de “ler” aquela bebida com uma riqueza impressionante de detalhes.  

Terroir, as harmonias perfeitas para seu vinho 

terroir

What grows togethergoes together…” ou o que cresce junto, desce junto. Nesse momento, a frase que costumamos usar para indicar harmonizações agradáveis nunca fez tanto sentido!  

De fato, os ingredientes cultivados no mesmo terroir das uvas vão adquirir e expressar aromas e sabores que se complementam. Por isso, combinar um prato preparado com ingredientes originais da região de produção do vinho é a melhor forma de tirar o máximo proveito tanto do vinho quanto da refeição. 

Aliás, isso faz todo sentido quando paramos para pensar que os vinhos costumavam ser produzidos para consumo próprio. Ou seja, as uvas e os ingredientes combinavam entre si, já que vinham do mesmo terroir. Com o tempo, eles passaram a ser vendidos e ganharam o mundo, tornando a harmonização algo a ser pensado para que desse certo. 

Veja a seguir alguns exemplos de terroirs e de como os vinhos da região podem ser harmonizados.  

Coteaux Varois – Provence 

Logo de início, já podemos falar sobre a quantidade de sol que a região recebe anualmente. Consequentemente, as uvas amadurecem bem e resultam em vinhos rosés, as estrelas do local. A uva predominante dali é a Grenache, que se dão muito bem no calor da região. Clique aqui para conhecer algumas opções desses lindos rosés de encher os olhos. 

Sendo assim, podemos harmonizar os vinhos desse terroir com um prato original da mesma região, a Bouillabaisse. Essa sopa famosíssima é preparada à base de peixes da região do Mediterrâneo e que leva tomate, cebola, açafrão, alho e batata, dependendo do chef. Baguetes e rouille podem acompanhar o prato e o seu rosé. 

Beaune – Borgonha 

Em seguida, temos o terroir da Borgonha, que apresenta um clima diferente do anterior. Nesse caso, os dias frios são mais comuns e o verão não é tão quente. Sendo assim, a produção de vinhos a partir da Pinot Noir varia de acordo com as condições de cada ano. Por outro lado, a Chardonnay é mais constante. 

Sendo assim, para harmonizar com os vinhos da região, podemos indicar o Coelho na Mostarda ou Lapin a la Moutarde, prato que vem da gastronomia dijon, típica da região da Borgonha.  

Chardonnay cultivada em clima frio apresenta maior acidez e pede por pratos com gosto marcante. Então, a mostarda traz para o prato a acidez que o vinho pede, fazendo o casamento ideal de sabores. Para ter uma ideia de qual vinho escolher, conheça o Prosper Maufoux Chardonnay Bourgogne AOC 2019

Hoje você aprendeu com o Center Gourmet o que significa a palavra terroir e como ele influencia o cultivo das uvas. Leia mais sobre o universo dos vinhos em nosso blog e conheça nossas ofertas. Agora que você entende do assunto, aproveita e diz aí o que você acha: o fator humano é ou não é parte do terroir?

E não deixe de conferir abaixo as nossas mais emblemáticas ofertas por terroir:

 

O tinto blend do Vale do Rhône, terroir francês

Cellier des Princes Blason du Prince Châteauneuf-du-Pape AOP 2019:

Complexo, bem estruturado, e taninos equilibrados, elegantes e sedosos; Produtor: Cellier Des Princes; Teor alcoólico: 16%; Uvas: Grenache, Syrah e Mourvèdre (vinho blend); Nariz: Groselha, cereja, lavanda, tomilho e alecrim; Harmonização: Carnes assadas, guisados, carnes de caça, queijos variados

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O tinto Merlot do Vale Central, terroir chileno

Wine Festival San Javier Merlot Valle Central DO 2021:

Equilibrado, com sabor de ameixas maduras, taninos macios e final longo; Produtor: Cremaschi Furlotti; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Merlot (vinho varietal); Nariz: Expressivo, com notas de frutas vermelhas e toques florais suaves; Harmonização: Fondue de carne, filé mignon ao molho madeira, espaguete à bolonhesa

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O tinto Nerello Mascalese de Sicília, terroir italiano

Quattro Borghi Nerello Mascalese IGP Terre Siciliane 2019:

Frutado, acidez equilibrada e final longo; Produtor: Fantini Group; Teor alcoólico: 13%; Uva: Nerello Mascalese (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas vermelhas, especiarias e um toque floral; Harmonização: Fraldinha assada na mostarda, bisteca de porco cremosa no parmesão, sarapatel de cogumelos

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O tinto Malbec de Cahors, terroir francês

Le Croizillon Cahors Malbec 2020:

Refrescante e macio no paladar. Versátil e feito para beber; Produtor: Château Les Croisille; Teor alcoólico: 12,86%; Uva: Malbec (vinho varietal); Nariz: Perfume que demonstra todo o frescor. Romã, framboesas e amoras; Harmonização: Bao de porco, vegetais grelhados, pizzas e embutidos

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O tinto Gamay de Beaujolais, terroir francês

Château de Pierreux La Réserve du Château AOC Brouilly 2019:

Corpo leve, frutado com nuances minerais, equilibrado, elegante, taninos sedosos, acidez vibrante, agradável frescor; Produtor: Château de Pierreux; Teor alcoólico: 13,5%; Uva: Gamay (vinho varietal); Nariz: Frutas pretas como amoras e mirtilos, notas florais, toques de especiarias e mineral; Harmonização: carpaccio de carne, nhoque ao sugo, risoto de linguiça com cebola crispy, queijos mais cremosos

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O tinto blend do Bordeaux, terroir francês

Château La Govinière Cuvée Prestige Lussac Saint-Emilion AOC 2020:

Redondo, macio, final longo; Produtor: Vignoble Charpentier; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas; Harmonização: Massas com molho ao sugo, queijos maduros, pizzas de sabores variados

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O tinto blend de Douro, terroir português

Pacheca Raízes Tinto Douro DOC 2020:

Estruturado, bem equilibrado, com acidez refrescante e taninos redondos, final longo e persistente; Produtor: Quinta da Pacheca; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca (vinho blend); Nariz: Elegante e frutado; Harmonização: Alheira, arroz de pato, queijo Serra da Estrela

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O tinto Malbec de Mendoza, terroir argentino

Nieto Senetiner Malbec 2021:

Suculento, com corpo médio, taninos aveludados e final longo; Produtor: Nieto Senetiner; Teor alcoólico: 14,5%; Uva: Malbec (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas vermelhas frescas e maduras, notas de caramelo e baunilha; Harmonização: Carnes vermelhas grelhadas, massas, queijos amarelos

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O tinto blend de Douro, terroir português

Casa Velha Tinto Douro DOC 2019:

Equilibrado, bom corpo, final longo; Produtor: Adega Cooperativa de Favaios; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Barroca (vinho blend); Nariz: Frutas pretas e vermelhas maduras, com notas de geleia; Harmonização: Cozido à portuguesa, francesinha à moda do Porto, queijo Serra da Estrela

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O tinto Malbec de Luján de Cuyo, terroir argentino

Fauna Single Vineyard Malbec 2018:

Expressivo, complexo, com taninos macios e um frescor destacado; Produtor: Casarena Bodegas y Viñedos S.A.; Teor alcoólico: 14%; Uva: Malbec (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas vermelhas e negras, com componentes herbáceos e mineral ressaltados; Harmonização: Bife de chorizo ao molho de manteiga e ervas, polenta com ragu de cogumelos, massa à matriciana

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O tinto Gamay de Beaujolais, terroir francês

Mommessin Domaine de la Presle A.O.C. Fleurie 2020:

Corpo leve, deliciosa mescla de notas frutadas e florais, elegante, taninos suaves, acidez vibrante que lhe confere bom frescor, um vinho gastronômico; Produtor: Mommessin; Teor alcoólico: 14%; Uva: Gamay (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas, violetas e rosas; Harmonização: Picanha suína grelhada, carpaccio de cogumelos, sobrecoxa de frango assada, queijos semiduros

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O tinto Tempranillo de Valdepeñas, terroir espanhol

Gran Anciano Oak Matured Tempranillo Valdepeñas DOP 2019:

Macio, taninos suaves, boa estrutura, longo final; Produtor: Guy Anderson Wines; Teor alcoólico: 13%; Uva: Tempranillo (vinho varietal); Nariz: Cereja, frutos silvestres, baunilha, notas picantes; Harmonização: Paella, cozido à portuguesa, sanduíche de pernil

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O tinto blend de Bordeaux, terroir francês

Les Charmeraies Bordeaux AOC 2019:

Redondo, intenso, frutado; Produtor: Castel; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Cabernet Sauvignon e Merlot (vinho blend); Nariz: Frutas frescas e amoras maduras; Harmonização: Carnes vermelhas, queijos madurados, massas com molho ao sugo

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O tinto Malbec de Vale do Uco, terroir argentino

Punta Negra Reserva Malbec Single Vineyard 2019:

Taninos macios, acidez equilibrada, encorpado e final frutado; Produtor: Belhara Estate; Teor alcoólico: 14%; Uva: Malbec (vinho varietal); Nariz: Frutas negras maduras e especiarias; Harmonização: Massa com molho bolonhesa, cordeiro assado e queijo Parmesão

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O tinto Monastrell de Alicante, terroir espanhol

Tarima Monastrell Alicante D.O. 2017:

É complexo, vivo, intenso, com sabor de frutas maduras, taninos aveludados e acidez balanceada; Produtor: Bodegas Volver; Teor alcoólico: 14,5%; Uva: Monastrell (vinho varietal); Nariz: Muito aromático, com notas de cereja preta e vermelha, ameixa e toques florais; Harmonização: Picanha na brasa, embutidos

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O tinto Touriga Franca de Lisboa, terroir português

Larus Touriga Franca Vinho Regional de Lisboa 2018:

Taninos presentes e aveludados, acidez equilibrada, final frutado; Produtor: Adega Mãe; Teor alcoólico: 14%; Uva: Touriga Franca (vinho varietal); Nariz: Frutas negras maduras, como cereja e ameixa; Harmonização: Feijoada, arroz de pato, refogado de berinjela

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O tinto blend de Priorat, terroir espanhol

Laurentia D.O.Q. Priorat 2018:

Encorpado, potente, bem equilibrado e final longo; Produtor: Cellers Unió; Teor alcoólico: 14,5%; Uvas: Carignan e Garnacha (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas, tostado, cacau e uva passa; Harmonização: Guisado de carne, frango recheado de ameixas secas e pinhão, morcela e tapenade de azeitonas pretas

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O tinto blend de Mendoza, terroir argentino

Anciano Malbec-Viognier 2020:

Taninos doces, boa estrutura, complexidade e final longo; Produtor: La Agrícola; Teor alcoólico: 14,5%; Uvas: Malbec e Viognier (vinho blend); Nariz: Figos, ameixas, amoras, camomila e tília; Harmonização: Churrasco, Arroz Pilaf, Queijo Pecorino

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O tinto Syrah de Sicília, terroir italiano

Canceddi Syrah Sicilia DOC 2019:

Intenso e suntuoso; Produtor: Cantine Settesoli; Teor alcoólico: 13%; Uva: Syrah (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas pretas e lavanda; Harmonização: Tagliata de filé mignon, spaghetti alla Norma, bife de Angus com molho de ervas

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O tinto blend de Vêneto, terroir italiano

Famiglia Cielo 1908 Appassionante Veneto IGT 2019:

Redondo, elegante, cheio, persistente e frutado; Produtor: Cielo e Terra; Teor alcoólico: 14%; Uvas: Merlot, Sangiovese e Corvina (vinho blend); Nariz: Notas intensas de frutas maduras e especiarias; Harmonização: Rabada com polenta mole, lombo de porco com vegetais chamuscados, queijos Provolone e Pecorino

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O tinto blend de Bordeaux, terroir francês

Château Saint-Bonnet Médoc AOP 2017:

Saboroso, aveludado, acidez agradável e taninos intensos; Produtor: Maison Ginestet; Teor alcoólico: 12,5%; Uvas: Merlot e Cabernet Sauvignon (vinho blend); Nariz: Aromas intensos de groselha e cacau; Harmonização: Carnes vermelhas e de caça, massas ao molho vermelho

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O tinto blend de Douro, terroir português

Casa Burmester Reserva D.O.C. Douro Tinto 2017:

Corpo de médio para encorpado, frutado, taninos macios, textura elegante e aveludada, final longo e agradável; Produtor: Burmester; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz (vinho blend); Nariz: Intensos aromas de frutas negras maduras, ameixa, framboesa, amadeirado, tosta; Harmonização: T-bone steak com batatas rústicas, alcatra ao forno, polenta mole com ragu de costela, estrogonofe de carne de soja, queijos duros

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O tinto blend do Vale do Rhône, terroir francês

Domaine Charvin Châteauneuf Du Pape Rouge 2017:

Suculento, fresco e frutado e apresenta um final agradável, macio e elegante; Produtor: Domaine Charvin; Teor alcoólico: 15,33%; Uvas: Grenache, Syrah, Mourvèdre e Vaccarèse (vinho varietal); Nariz: Notas de alcaçuz, frutas vermelhas e pretas maduras, terroso e ervas; Harmonização: Cordeiro, T-Bone e costelas de porco

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O tinto Gamay de Borgonha, terroir francês

Paul Lacroix Coteaux Bourguignons AOP 2020:

Elegante, aveludado e com taninos delicados; Produtor: Paquet Frères; Teor alcoólico: 12,8%; Uva: Gamay (vinho varietal); Nariz: Notas intensas de frutas vermelhas e pretas, com nuances de especiarias; Harmonização: Queijo Camembert, Boeuf Bourguignon, filé au Poivre

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O tinto Pinot Noir de Borgonha, terroir francês

Ropiteau Frères A.O.C. Gevrey-Chambertin Rouge 2018:

Bom corpo, taninos macios, elegante, boa acidez, final longo; Produtor: Ropiteau Frères; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Pinot Noir (vinho varietal); Nariz: Terroso, cereja, framboesa, especiarias, toque da madeira, ervas frescas; Harmonização: Salmão na brasa, mignon em redução balsâmica com purê e risoto de cogumelos, faisão ao perfume de rosas, arroz de pato, costeleta suína com couscous marroquino

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O tinto blend do Vale do Rhône, terroir francês

Font du Mirail Côtes du Rhône AOC 2020:

Rico, estruturado e equilibrado, com taninos bem integrados; Produtor: Vignobles & Compagnie; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Syrah e Grenache (vinho blend); Nariz: Aromático, com notas dominantes de frutas vermelhas; Harmonização: Steak au Poivre, kebab de cordeiro, espaguete à bolonhesa

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O tinto País do Valle del Maule, terroir chileno

Viña Bouchon País Salvaje 2020:

Um vinho com estrutura rústica que apresenta leveza, suculência, acidez agradável e taninos presentes e macios; Produtor: Bouchon Family Wines; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: País (vinho varietal); Nariz: Aromas florais, frutas silvestres e cereja; Harmonização: Chouriço frito, churrasco, embutidos, guisados de carnes e legumes, empanadas, arroz carreteiro

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⇒ O tinto Carignan de Languedoc-Roussillon, terroir francês,

La Jolie Carignan 2019:

Bom corpo, acidez agradável, taninos macios, mescla de notas da madeira e notas frutadas; Produtor: Mommessin; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Carignan (vinho varietal); Nariz: Frutas negras, especiarias, tomilho; Harmonização: Risoto de 4 queijos, cheeseburguer com bacon, filé-mignon ao molho madeira, arroz carreteiro, calzone de carne, lasanha à bolonhesa

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O tinto blend de Alentejo, terroir português,

António Maçanita Palpite Reserva Alentejano 2018:

Frutas vermelhas maduras, notas de menta, taninos maduros, com final intenso e persistente; Produtor: António Maçanita; Teor alcoólico: 15%; Uvas: Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Nacional, Alfrocheiro e Trincadeira (vinho blend); Nariz: Aroma intenso de frutas vermelhas; Harmonização: Carne de caça e carne vermelha condimentada

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O tinto Pinot Noir do Valle del Limarí, terroir chileno,

Maycas del Limari San Julian Pinot Noir 2018:

Frutado, fresco e elegante; Produtor: Maycas del Limarí; Teor alcoólico: 13,5%; Uva: Pinot Noir (vinho varietal); Nariz: Aromas delicados de cereja e framboesa; Harmonização: Rosbife de alcatra, risoto primavera com tiras de mignon, talharim de pupunha com molho branco, marinada de legumes e cogumelos, chester ao forno

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O tinto Pinot Noir de Borgonha, terroir francês,

Madame Veuve Point Pinot Noir Bourgogne AOP 2017:

Fresco, delicado e macio; Produtor: Madame Veuve Point; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Pinot Noir (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas maduras; Harmonização: Risoto de funghi e batata recheada

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O tinto blend de Douro, terroir português,

Val da Ucha Tinto Douro DOC 2016:

Corpo médio, taninos maduros e boa acidez; Produtor: Val da Ucha; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas e pretas maduras, como cerejas, amoras e ameixas; Harmonização: Carnes vermelhas grelhadas, massas com molhos ao sugo, shimeji

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O tinto Cabernet Sauvignon de Luján de Cuyo, terroir argentino,

Luigi Bosca Cabernet Sauvignon 2018:

Fresco, com bom corpo e caráter especiado. Final persistente, aparecendo os defumados pela maturação no carvalho; Produtor: Luigi Bosca; Teor alcoólico: 14,2%; Uva: Cabernet Sauvignon (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas maduras, especiarias e cedro; Harmonização: Carnes vermelhas, massas com molho vermelho, carne suína, queijos

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O tinto Touriga Nacional de Tejo, terroir português,

Cabeça de Toiro Touriga Nacional Reserva Tejo DO 2016:

Acidez bem equilibrada, fresco com notas picantes, de frutas e tostado, final longo e persistente; Produtor: Enoport; Teor alcoólico: 13%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Flores e frutos silvestres, com notas de especiarias; Harmonização: Foie gras, carnes maturadas, queijos macios

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O tinto Carignan de Languedoc-Roussillon, terroir francês,

La Jolie Carignan 2018:

Bom corpo, acidez agradável, taninos macios, mescla de notas da madeira e notas frutadas; Produtor: Mommessin; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Carignan (vinho varietal); Nariz: Frutas negras, especiarias, tomilho; Harmonização: Cheeseburguer com bacon, risoto de 4 queijos, filé-mignon ao molho madeira, arroz carreteiro, lasanha à bolonhesa, calzone de carne

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O tinto blend de Douro, terroir português,

Casa Burmester Reserva D.O.C. Douro Tinto 2016:

Corpo de médio para encorpado, taninos macios, fresco, bom final; Produtor: Burmester; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca (vinho blend); Nariz: Ameixa, framboesa, floral, amadeirado; Harmonização: T-bone steak com batatas rústicas, alcatra ao forno, torta grega de cordeiro, talharim calabrês, estrogonofe de carne de soja, queijos duros

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O branco Viognier de Mendoza, terroir argentino

Esquinas de Argento Viognier 2019:

Suculento, volumoso, boa acidez; Produtor: Bodega Argento S.A.; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Viognier (vinho varietal); Nariz: Flores brancas, frutas com caroço, pêssego, damasco; Harmonização: Sushi, sashimi, tacos, frango com curry, penne com tomate e muçarela de búfala

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O branco Viognier do Vale do Colchagua, terroir chileno

Cuna del Sol Reserva Viognier 2019:

Equilibrado, final persistente e excelente acidez; Produtor: Viña Siegel; Teor alcoólico: 14%; Uva: Viognier (vinho varietal); Nariz: Notas intensas de pêssego branco, toranja e flores brancas; Harmonização: Salmão com molho de alcaparras, carne com curry, moqueca, espetinho de frango com amendoim, culinária tailandesa como salada de mamão

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O branco Chardonnay de Mendoza, terroir argentino

Nieto Senetiner Chardonnay 2021:

Acidez refrescante, corpo cremoso e final prolongado; Produtor: Nieto Senetiner; Teor alcoólico: 13,5%; Uva: Chardonnay (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas tropicais, como abacaxi e manga, e notas de frutas cítricas e mel; Harmonização: Risotos, legumes grelhados, aperitivos, peixes

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O branco Sauvignon Blanc de Languedoc-Roussillon, terroir francês

Domaine de Cibadiès Pegasus I.G.P. Pays dOc Sauvignon Blanc 2019:

Frutado, leve e acidez agradável; Produtor: Domaine de Cibadiès; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Sauvignon Blanc (vinho varietal); Nariz: Pêssego, pera, abacaxi e toque cítrico; Harmonização: Espetinho de camarão, frango grelhado com legumes, salada com lascas de bacalhau, tabule, quiche de alho poró, espaguete ao molho branco

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O rosé blend de Alentejo, terroir português,

Flor de Sal IV Bronze Aragonez Touriga Nacional Vinho Regional Alentejano 2020:

Boa acidez e corpo, com final de boca elegante e equilibrado; Produtor: Ervideira; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Aragonez e Touriga Nacional (vinho blend); Nariz: Aromaticamente intenso, com notas de frutas vermelhas e damasco; Harmonização: Salmão grelhado, lula à dorê, salpicão de frango

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O rosé blend de Provence, terroir francês,

Villa Riviera Splendid Côtes de Provence AOC 2019:

Notas de morango e maçã, balanceado, harmonioso e refrescante; Produtor: Villa Riviera; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Grenache, Cinsault, Tibouren e Syrah (vinho blend); Nariz: Delicado e elegante, com notas de pêssego, frutas vermelhas e flores brancas; Harmonização: Ceviche, salmão e atum, saladas

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Introdução O Lambrusco é um vinho único que é difícil de categorizar. Apesar de ser uma uva tinta,...