Vinhos brasileiros – Requinte e qualidade sem preconceitos

vinhos brasileiros

Diante do desempenho incrível dos vinhos brasileiros no mercado nacional durante a pandemia, críticos logo se agitaram para sair por aí dizendo o que achavam. Ou seja, para eles, o brasileiro isolado em casa passou a consumir mais vinhos e por isso o vinho brasileiro ganhou notoriedade.

E você? O que você acha do assunto? Se você também acha que o vinho nacional só bombou por causa da pandemia está muito enganado. Acontece que o mercado nacional já estava preparado para tudo o que viria.

Aliás, existem hoje excelentes vinhos brasileiros. Podemos citar o excelente terroir da Serra gaúcha, que conta com excelentes profissionais, tecnologia e com o clima perfeito, temos outras regiões produtoras de vinhos dignos de serem aplaudidos pelo Brasil e pelo mundo! Já vamos falar mais sobre isso. De fato, o espumante brasileiro sempre fez muito sucesso fora do país, aqui dentro também, mas eles não são as únicas estrelas do mercado nacional entre os brasileiros.

De fato, hoje vamos falar sobre isso. Você vai entender um pouco mais sobre a grande qualidade do vinho brasileiro, sobre a qualidade do solo onde são cultivadas as uvas, sobre as características do vinho e por fim, como harmonizar esses vinhos com pratos nacionais.

E por fim, caso você não saiba, o Brasil organiza a maior degustação simultânea de vinhos do mundo. Anualmente, no sul do país, mais de 1000 pessoas se reúnem para degustar amostras de vinhos nacionais. Incrivelmente, num trabalho hercúleo, o evento foi realizado mesmo na pandemia, tomando todos os cuidados necessários e abrindo caminho para o uso da tecnologia na divulgação e transmissão do evento.

Por que tanto preconceito?

Infelizmente, já é bem comum nós brasileiros não darmos o devido valor para o que produzimos. A grama do vizinho é sempre mais verde. Na verdade, isso vale para quase tudo: de pontos turísticos à índole dos locais, tudo é criticado duramente pelos próprios compatriotas. De fato, com o vinho brasileiro não seria diferente.

Por outro lado, são muitas as vantagens do vinho brasileiro. Por exemplo, os vinhos produzidos aqui têm um custo mais baixo que os vinhos importados, mas não deixam a desejar em nada. Além disso, quanto mais próximo do consumidor o produtor estiver, menos interferência aquela bebida vai sofrer. Dessa forma, o vinho brasileiro ganha destaque já que não precisa fazer longas viagens da barrica ou da adega do produtor até as prateleiras.

No entanto, não entenda como se estivéssemos dizendo que você não pode ou não deve apreciar a vasta gama de opções de vinhos importados que o Brasil oferece. O que gostaríamos de destacar aqui, de forma bem breve e resumida, é o quanto nós temos de valor. Afinal, o Brasil agrega tudo o que é importante para o mercado do vinho: excelentes profissionais, um terroir apropriado e rico, uvas muito bem cultivadas e apreciadores com bom gosto.

Vinhos brasileiros, o Panorama atual

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Basicamente, o vinho brasileiro é um sobrevivente no mercado. De fato, todo o cenário político ao nosso redor cria muita instabilidade na economia, o que influencia diretamente a produção e o lançamento de vinhos no mercado.

Porém, apesar de toda essa situação contrária ao progresso, os vinhos nacionais têm demonstrado excelente recuperação e desempenho nos últimos anos. De fato, tudo indica que isso não vai mudar.

Paralelamente, grandes rótulos do país continuam sendo os carros-chefes da produção de vinhos no Brasil. De fato, os espumantes brasileiros são considerados vinhos a altura dos grandes rótulos italianos e espanhóis. Adicionalmente, a situação do comércio entre o Mercosul e a União Europeia também mudou, beneficiando grandemente o mercado de vinhos nacionais.

Anteriormente, citamos como os espumantes são os vinhos brasileiros de maior sucesso. É um prazer poder citar alguns dos prêmios conquistados por rótulos nacionais. Por exemplo, no Canadá, o Aurora Brut foi premiado pela terceira vez com medalha de ouro; da Casa Valduga, o Sur Lie foi nomeado o melhor espumante pelo Guia Descorchados do ano de 2019 e em São Francisco, o Garibaldi Moscatel Rosé, também levou a medalha de ouro.

Além disso, temos várias regiões que têm tido grandes resultados com seus vinhos. Dentre elas, o Vale de São Francisco, em São Paulo, Minas Gerias, Paraná e Rio de Janeiro têm despontado na produção de rótulos de respeito.

Vinhos brasileiros sob os holofotes

Recentemente, o Brasil tem presenciado a crescente procura por passeios turísticos pelas vinícolas do país. Em especial, os amantes do vinho querem aproveitar tudo o que o local tem a oferecer. Sendo assim, além de degustar excelentes rótulos eles procuram por uma paisagem deslumbrante, hotéis extremamente confortáveis e aconchegantes, a conveniência de aeroportos e estradas que facilitam a logística e o merecido descanso.

Atualmente, um dos locais mais visitados é também a primeira Denominação de Origem Controlada do Brasil. De fato, o Vale dos Vinhedos não é o queridinho só dos brasileiros. Publicações internacionais apontam a região como um dos melhores locais a serem visitados por quem procura bons vinhos.

Paralelamente, podemos citar as vinícolas:

  • Casa Perini – Farroupilha
  • Salton – Vale do Rio das Antas
  • Almaúnica, Miolo e Lídio Carrano – Vale dos Vinhedos
  • Cave Geisse – Pinto Bandeira

As variedades de uvas e o terroir

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Prezado leitor, se é uva que você quer, é uva que você vai ter! É impressionante a quantidade de uvas produzidas no país. Aliás, isso não é um privilégio só nosso. De fato, toda a América Latina é privilegiada quando o assunto é cultivar uvas de qualidade. Porém, estima-se que o Brasil cultive com sucesso, cerca de 70 tipos diferentes de uvas tintas. Dentre elas, a grande maioria se adaptou perfeitamente ao clima e solo do sul.

No entanto, as que precisam de mais calor como a Alicante Bouschet, a Syrah e tantas outras encontraram seu cantinho no Nordeste. Por outro lado, uvas brancas também não faltam. O Brasil cultiva, em média, 50 cepas diferentes de uvas brancas.

Sabe o que isso quer dizer? De fato, tanta variedade de excelentes uvas indicam que os vinhos brasileiros jamais vão ficar estagnados, nem em sabor, nem em relevância. Geralmente, o estudo constante evolui para grande melhoria do produto final. Sendo assim, vale a pena não só acompanhar de longe todo esse progresso. Então, sugerimos que comece a apreciar o que já é grande e visualizar o sucesso que o vinho brasileiro ainda vai alcançar.

Um bom prato típico e harmonias

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Como sempre destacamos aqui no Center Gourmet, o que cresce junto… desce junto! Ou seja, os melhores vinhos para harmonizar com os preparos, são os que possuem características semelhantes e vieram da mesma região.

Isso acontece, porque os ingredientes são cultivados em um terroir semelhante às uvas, absorvendo nutrientes e aromas semelhantes também. Como resultado, o vinho e o prato costumam se completar no seu paladar, trazendo uma sensação deliciosa e agradável à boca.

Além disso, é preciso levar em conta que a acidez, a quantidade de taninos e o teor alcoólico são características vitais a serem observadas na hora de harmonizar seu vinho com o seu prato. Sendo assim, vamos te dar algumas ideias para fazer se apaixonar perdidamente pelos vinhos brasileiros.

Os opostos às vezes se atraem

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De fato, isso serve para os prazeres do vinho também. Então, se o seu prato for puxadinho no sal, aposte em um vinho suave, também conhecido como doce. Isso quer dizer que ele não tem um alto teor alcoólico, já que os açúcares não fermentaram por completo. Um bom exemplo, prepare uma tábua de petiscos, dando destaque para um queijo gorgonzola, azeitonas e um belo pastrami.

Os semelhantes também

Como de costume, você também pode servir vinhos suaves ou doces com… sobremesas. Nesse caso, servir um tinto seco traria uma experiência não tão rica, já que o dulçor da sobremesa pode acabar se sobrepondo aos aromas da bebida. Sendo assim, se for servir uma salada de frutas maduras ou uma torta divina, conte com um vinho brasileiro doce para fazer companhia.

Carnes e vinhos

Logicamente, as carnes não podem faltar. Afinal, seja uma carne branca, como frango ou um pernil maravilhoso, um churrasco de dar água na boca ou um peixe, elas têm seu lugar na mesa dos brasileiros. E como dissemos, nada melhor para combinar com o seu vinho do que um preparo conterrâneo.

De modo que, se você optar por peixe cru, abra um Sauvignon Blanc para não pesar na boca, mas que ofereça uma riqueza de aromas. No entanto, se seu peixe for grelhado, é melhor escolher um Chardonnay, que tenha passagem por madeira, para que se complementem.

Por fim, se você estiver pensando em que vinho brasileiro vai harmonizar com uma picanha suculenta e macia, ela pede um Tannat ou Syrah. Isso porque, nesse caso, toda a gordura do corte precisa de um contraponto, e de uma acidez que não deixe o paladar pesado.

Agora você já sabe que existem inúmeras opções de vinhos brasileiros para você escolher. Sendo assim, abra sua mente e experimente alguns dos nossos melhores rótulos, como esse Don Giovanni Rosé Brut sedutor. Nós do Center Gourmet garantimos que você não vai se arrepender.

Abaixo uma lista de grandes vinhos brasileiros que valem a pena experimentar e apreciar:

 

O tinto Marselan de Bento Gonçalves Origem 1929 Marselan 2014: Corpo marcante, taninos maduros e final persistente; Produtor: Cainelli; Teor alcoólico: 13%; Uva: Marselan (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas, cidreira, menta; Harmonização: Carnes de caça, massas com molhos condimentados, queijos

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Origem 1929 Marselan 2014


 

O tinto blend de Encruzilhada do Sul Lidio Carraro Dádivas Merlot Cabernet Sauvignon 2019: Envolvente, encorpado e macio; Produtor: Lidio Carraro; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Merlot e Cabernet Sauvignon (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas maduras, especiarias e um toque de chocolate; Harmonização: Massas, carnes vermelhas, aves e grelhados

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Lidio Carraro Dádivas Merlot Cabernet Sauvignon 2019


 

O tinto Teroldego de Encruzilhada do Sul Bertolini Bigorna Teroldego 2018: Corpulento com taninos marcados e boa persistência; Produtor: Famiglia Bertolini; Teor alcoólico: 13%; Uva: Teroldego (vinho varietal); Nariz: Frutas pretas com toque de ervas; Harmonização: Culinária indiana, carnes de caça, queijos curados

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Bertolini Bigorna Teroldego 2018


 

O tinto Cabernet Sauvignon da Serra Gaúcha Monte Paschoal Virtus Cabernet Sauvignon 2019: Corpo médio, fácil de beber, final agradável; Produtor: Monte Paschoal; Teor alcoólico: 12%; Uva: Cabernet Sauvignon (vinho varietal); Nariz: Frutas negras e vermelhas como mirtilo, amora, morango e especiarias; Harmonização: Tiras de carne acebolada, panqueca de carne, berinjela à parmegiana, torta de queijo e queijos como minas padrão, montanhês, gouda e gruyere

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Monte Paschoal Virtus Cabernet Sauvignon 2019


 

O rosé Merlot da Serra Gaúcha Casa Perini Solidário Rosé 2020: Leve, boa acidez, frutado, final agradável; Produtor: Casa Perini; Teor alcoólico: 13%; Uva: Merlot (vinho varietal); Nariz: Morango, cereja, framboesa, pitanga; Harmonização: Espetinho de camarão, risoto com tomate seco, empada de bacalhau, saladas em geral, peito de frango grelhado, canapés

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Casa Perini Solidário Rosé 2020


 

O espumante doce Vale dos Vinhedos Gran Legado Moscatel: Doce, com boa cremosidade, frescor, harmonia entre o açúcar e a acidez, final de boca aveludado e frutado; Produtor: Gran Legado Vinhos e Espumantes; Teor alcoólico: 7,8%; Uvas: Moscato Giallo e Malvasia (vinho blend); Nariz: Flores, mel e frutos tropicais; Harmonização: Canapés e bruschettas variadas, camarões na manteiga, quiche de frango, torta de palmito, empada de queijo, queijos leves

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Espumante Gran Legado Moscatel


 

O espumante demi-sec de Bento Gonçalves Cainelli Espumante Moscatel Demi-sec: Fresco, leve e com doçura elegante; Produtor: Cainelli; Teor alcoólico: 7,5%; Uva: Moscatel (vinho varietal); Nariz: Frutas cítricas e notas florais; Harmonização: Bolos doces, sobremesas à base de fruta

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Cainelli Espumante Moscatel Demi-sec


 

O espumante blend de Farroupilha Espumante Casa Perini Tradicional: Complexo no paladar com um bom volume em boca, cremosidade intensa e final prolongado; Produtor: Casa Perini; Teor alcoólico: 11,8%; Uvas: Pinot Noir e Chardonnay (vinho blend); Nariz: Possui aromas florais (margaridas) e cítricos, lembrando também tostados e nozes; Harmonização: Aperitivos, saladas, peixes mais temperados, carnes brancas e vermelhas

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Espumante Casa Perini Tradicional

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Joyce Soares

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