Vinho rosé francês – Conheça o vinho do verão

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Vinho rosé francês

Precisamos falar sobre o vinho rosé francês. Afinal, apesar de ser uma bebida tão deliciosa quantos suas versões tinta e branca, é muito discriminada por aí. Algumas pessoas, por exemplo, ainda acham que o vinho rosé é uma mistura simples de vinhos brancos e tintos. Quanta injustiça… Na verdade, existem métodos específicos de produção e Denominações de Origem que garantem características únicas para cada estilo de vinho rosé. Pois, hoje você saber tudo sobre o vinho rosé francês. Primeiro, vai tirar todas as suas dúvidas sobre como ele produzido. Depois, vai descobrir qual a temperatura correta para aproveitar ao máximo o seu vinho. Por fim, saiba como harmonizar a bebida com pratos deliciosos.

O que é vinho rosé

Vinho rosé francês

Entenda algo muito importante: assim como existem vinhos tintos impecáveis, de excelente qualidade e existe vinhos tintos mal feitos, também existem vinhos rosés maravilhosos e outros nem tanto. Ou seja, não julgue o vinho rosé francês por ter tido uma experiência ruim ou por preconceito. De fato, a partir de hoje você vai ter uma visão diferente da bebida que brilha no verão. Para isso, já vamos te contar o que não é verdade sobre os rosés.

Existem uvas rosés?

Não, não existem. Na verdade, pode parecer estranho mas é uma dúvida muito comum. O que acontece é que, via de regra, são usadas uvas tintas para produzir o vinho rosé francês. Para entender o processo, porém, pense no chá de hibisco. Quanto mais tempo você deixa as flores em infusão, mais forte e mais escuro será o seu chá, certo? Da mesma forma, quanto mais tempo as cascas das uvas tintas ficam em contato com o suco, mais concentrado e mais escuro o vinho será. Mas, vamos entrar em mais detalhes sobre os métodos de produção daqui a pouquinho.

Todos os vinhos rosés são iguais?

Vinho rosé francês

Mais uma vez, a resposta é não. Atualmente, existem mais de 6 mil castas de uvas viníferas (que podem ser usadas para a produção de vinhos). Então, diferentes cepas são usadas para fazer vinhos rosés, consequentemente, cada vinho adquire características próprias das uvas utilizadas. Além disso, outro ponto importante é o terroir, ou o conjunto de fatores como solo, clima, irrigação e até manejo das uvas.

Se o seu escolhido é um vinho rosé francês, feito à base de uvas Cabernet Sauvignon, por exemplo, ele vai apresentar uma cor mais leve e pálida e sabores delicados, típicos do método usado na região. Por outro lado, um rosé argentino à base de Malbec, pode chegar quase ao tom de um vinho tinto. Afinal, as uvas amadurecem bem no clima da terra dos hermanos e acabam com cascas bem grossas e cheias de cor. Aliás, voltando à analogia do chá, quanto mais tempo o produtor deixa as uvas em contato com o suco, mais características ela passa para o vinho. Mas, na Provença, principal região produtora do vinho rosé francês, são usadas uvas brancas e tintas. Por exemplo, as brancas Grenache Blanc, Ugni Blanc, Clairette, Sémillon e Rolle são algumas delas. Entre as tintas, podemos citar a clássica Cabernet Sauvignon, Syrah, Mourvèdre, Grenache e Tibouren.

Na boca, os vinhos podem te lembrar características de diferentes uvas. Por um lado, você pode sentir aromas cítricos e que puxam para sabores vegetais das uvas brancas. Por outro lado, pode sentir cheiros e aromas que te levam para as frutas vermelhas e flores escuras das uvas tintas. Detalhe: tudo na mesma garrafa! Na verdade, só por esse motivo, o vinho rosé já deveria ganhar um lugar especial na sua adega e na sua mesa, concorda? Bom, agora que os mitos foram esclarecidos, vamos aos métodos de produção dos rosés.

Formas de produção do vinho rosé francês

Vinho rosé francês

Hoje em dia, diferentes métodos são usados para transformas uvas tintas e brancas em vinhos rosés de alta qualidade. Confira a seguir, 04 processos diferentes.

Prensagem lenta

Normalmente, todo vinho começa da mesma forma. Ou seja, colheita, prensagem e fermentação. Na prensagem, as uvas se rompem e o suco resultante fica em contato com as cascas cheias de taninos e pigmentos. Então, se o enólogo decidir fazer um vinho rosé usando esse processo, ele deve fazer a prensagem lentamente. Dessa forma, já nessa primeira etapa, as uvas não se rompem todas de uma só vez. Por isso, a cor e o sabor vão intensificando lentamente. Como resultado, você tem um vinho rosé leve. Mas, ele não é o mais usado para o vinho rosé francês.

Maceração curta

Na verdade, esse é o método utilizado na produção do vinho rosé francês, ligeiramente diferente da prensagem curta. Nesse caso, a prensagem é feita normalmente. Depois, as uvas ficam em contato com o suco por cerca de 02 ou 03 horas, tempo suficiente apenas para que o vinho chegue à tonalidade perfeita de rosa. Em seguida, todo o suco é decantado e depois fermentado. Vale notar, que no caso dos vinhos tintos, esse tempo chega a 03 semanas, até que ele adquira todas as características necessárias. Entretanto, existem outras técnicas interessantes. Continue lendo.

Corte ou blend

Às vezes, pode soar estranho dizer que um vinho é feito com várias uvas. Mas, isso não só é extremamente comum, como também significa que enólogo foi capaz de “orquestrar” as características de cada uma delas. Por isso, não torça o nariz ao descobrir que grandes produtores franceses também utilizam o corte ou blend, essa “mistura” meticulosamente calculada. Desse modo, cerca de 5% de suco das uvas tintas é adicionado ao suco de uvas brancas antes da fermentação. No entanto, apesar de ser totalmente legítimo, os produtores franceses preferem não usar o método. A seguir, conheça o método mais nobre na produção do vinho rosé francês.

Saignée ou sangria

Inicialmente, é feita a colheita e a prensagem das uvas. Depois disso, o suco e as cascas ficam em contato durante a maceração. Nesse momento, as cascas passam para o suco suas características e sabores. Em alguns casos, no entanto, o produtor decide que deve retirar, ou sangrar, parte do suco de um tanque de vinho tinto (cerca de 10% do total). Dessa forma, ele diminui o líquido e mantém a quantidade de polpa de uvas. Como resultado, o seu tinto será mais forte, encorpado e concentrado. Lembra daquele suco retirado do tonel? Pois, ele é fermentado e se torna um excelente vinho rosé!

Mas, por que ele é considerado o mais nobre dos métodos? Porque o produtor só faz a sangria nos seus melhores vinhos. Ou seja, o vinho rosé resultante é de alta qualidade. Até aqui, tudo bem! Você já entendeu que são usadas uvas tintas e brancas. Ao mesmo tempo, aprendeu sobre os diferentes métodos de produção dos vinhos. Mas, e depois de pronto? Qual a melhor forma de consumir um vinho rosé francês? Leia a seguir.

Temperatura certa para um vinho rosé

Vinho rosé francês

Normalmente, vinhos tintos devem ser servidos em temperaturas mais altas. Por outro lado, os brancos pode ser resfriados em geladeira, adega climatizada ou balde de gelo por um pouco mais de tempo antes de ser servido. Já os rosés estão no meio termo, assim como na cor. Ou seja, em alguns casos, podem ser servidos a 4ºC, caso seja feito de uvas Pinot Noir, Merlot, Cinsault ou Grenache, por exemplo. Mas, em outras situações, devem ficar entre 8ºC e 12ºC, como os vinhos feitos com Malbec, Syrah, Trempanillo ou Cabernet Sauvignon.

Qual taça usar para servir um vinho rosé francês? Na verdade, você pode usar tanto taças de vinho tinto como de vinho branco. Porém, as de bojo mais largo ajudam a arejar a bebida. Assim, você percebe melhor todas as notas e sabores do vinho. Se quiser saber tudo sobre taças para cada tipo de vinho, clique aqui.

E quanto tempo o vinho rosé deve ficar guardado? Nesse caso, depende da intenção do produtor. Geralmente, os rosés são vinhos preparados para consumo imediato, sem muita complexidade de sabores. Assim, ele vai bem com pratos e conversas leves. Ou seja, dentro de 03 anos a partir de seu lançamento no mercado. Mas, se o produtor preparar um vinho mais complexo, você verá essa informação no rótulo te informando o tempo máximo de guarda. Então, fique atento para não perder sua bebida.

Como harmonizar um vinho rosé francês

Vinho rosé francês

Anteriormente, já falamos bastante sobre cada vinho adquirir as características das uvas usadas na produção. Então, cada vinho vai ter um propósito. Mas, por estarem no meio de caminho entre os bancos e os tintos, os vinhos rosés costumam harmonizar com um leque enorme de ingredientes.

Assim sendo, com um vinho rosé francês seco, bem clarinho e delicado, sirva comidas japonesas, saladas e aperitivos. Mas, se ele for adocicado, continue na culinária asiática. Porém, dê preferência para carnes leves e frutos do mar.

No entanto, não se prenda à leveza dos rótulos rosés. Afinal, eles também trazem o melhor dos vinhos tintos para a mesa. Então, os mais encorpados vão muito bem com pizzas, tábuas de frios e carnes. Sendo assim, que a vida seja um mar de rosés nesse verão.

E para lhe refrescar nos dias quentes, veja essa seleta lista dos nossos melhores rótulos franceses da categoria

 

O blend do Vale do Rhône

Cellier des Dauphins Prestige Méditerranée IGP:

Fresco, leve, frutado; Produtor: Cellier des Dauphins; Teor alcoólico: 12,5%; Uvas: Grenache, Syrah e Cinsault (vinho blend); Nariz: Notas florais e de frutas vermelhas; Harmonização: Melão com presunto cru, ratatouille, salmão grelhado

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O blend de Borgonha

Marechal Vin de France Rosé:

Leve, jovem, boa acidez; Produtor: Marechal; Teor alcoólico: 12,5%; Uvas: Grenache, Syrah e Carignan (vinho blend); Nariz: Floral, frutado, morango, pêssego; Harmonização: Risoto de limão siciliano com camarões salteados, tilápia grelhada, mariscada, cuscuz paulista, salada marroquina, queijos como gouda, emental e minas padrão

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O blend de Provence

Villa Riviera Reserve Côtes de Provence AOC 2020:

Fresco, macio, frutado e com acidez equilibrada; Produtor: Villa Riviera; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Grenache e Tibouren (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas com notas de flores; Harmonização: Sushi, paella, saladas

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O Syrah multirregional

Un Été En France Rosé 2020:

Frutado, acidez equilibrada e final saboroso; Produtor: Gabriel Meffre; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Syrah (vinho varietal); Nariz: Aromas expressivos de frutas vermelhas como framboesa; Harmonização: Salmão grelhado com alecrim, peru recheado com farofa, legumes ao forno

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O blend de Sud-Ouest

Inès Rosé Fronton AOP 2018:

Macio, sedoso e elegante, com volume médio e notas críticas; Produtor: Vinovalie; Teor alcoólico: 13%; Uva: Négrette e Syrah (vinho blend); Nariz: Aroma intenso, com notas de groselha e framboesa; Harmonização: Ratatouille, sashimi de atum e bruschetta de tomate

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O blend de Provence

Villa Riviera Grand Reserve Côtes de Provence AOP 2020:

Refrescante, leve, frutado e fácil de beber; Produtor: Villa Riviera; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Grenache, Tibouren e Cinsault (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas com notas florais; Harmonização: Carnes brancas, legumes na brasa, sushi

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O Pinot Noir de Borgonha

Maison Jaffelin Pinot Noir 2019:

Bem equilibrado, extremamente frutado e muito agradável de beber; Produtor: Maison Jaffelin; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Pinot Noir (vinho varietal); Nariz: Aromas florais e de cítricos e um leve aroma de balas e nuances de frutas pretas; Harmonização: Carnes brancas grelhadas, churrasco, frango, peixe ou saladas

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O blend de Provence

Domaine de Saint Ser Cuvée Prestige 2018:

Um agradável frescor com um final intenso e frutado; Produtor: Domaine de Saint Ser; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Cinsault, Grenache e Syrah (vinho blend); Nariz: Intensas notas de pêssego-nectarina, seguidas de toques de frutas vermelhas; Harmonização: Aperitivo, grelhados, peixe dourado ao estragão ou ao funcho, Bouillabaisse

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O Grenache de Languedoc-Roussillon

La Combe Dor I.G.P. Pays dOc Grenache 2020:

Boa acidez, saboroso e fresco; Produtor: Vignobles & Compagnie; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Grenache (vinho varietal); Nariz: Flores brancas, frutas vermelhas, morango, pêssego; Harmonização: Salmão grelhado, comida japonesa, principalmente sashimi e sushi, frutos do mar, peixes com molhos salada de folhas verdes com morangos, aves

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O Négrette de Sud-Ouest

Rosé Piscine Copacabana:

Um vinho jovem, frutado, leve, acidez agradável e muito refrescante, final exótico e cativante; Produtor: Vinovalie; Teor alcoólico: 11%; Uva: Négrette (vinho varietal); Nariz: Aromas de pêssego, romã e lichia, além de sutis notas florais; Harmonização: Sushi, saladas, arroz de mariscos, camarão na manteiga, quiche de queijo com tomate seco, asinha de frango frita com molho apimentado, pad thai, acarajé

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O blend de Val de Loire

Maison Foucher Le Point du Jour A.O.C. Rosé dAnjou 2019:

Frutado, leve, boa acidez, doçura discreta; Produtor: Maison Foucher; Teor alcoólico: 11%; Uvas: Grolleau Gris e Cabernet Franc (vinho blend); Nariz: Floral, framboesa, cereja, morango, amora; Harmonização: Risoto de tomate seco, camarão grelhado com legumes, carpaccio de salmão, beirute de rosbife, salada de bacalhau, tomate recheado

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O blend de Provence

Villa Riviera Grand Reserve Côtes de Provence AOP 2019:

Refrescante, leve, frutado e fácil de beber; Produtor: Villa Riviera; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Mourvèdre, Syrah e Grenache (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas com notas florais; Harmonização: Carnes brancas, legumes na brasa, sushi

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O Syrah de Languedoc

Arrogant Frog I.G.P. Pays dOc Rosé 2020:

Leve, fresco em acidez, final limpo com frutas e flores; Produtor: The Humble Winemaker; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Syrah (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas maduras e flores; Harmonização: Paella com frutos do mar, ravioli com lagostins, filé de peixe, camarão, abobrinha recheada com tomate seco e ricota

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O blend de Languedoc

Les Calandières Terres du Midi Rosado 2020:

Frutado, versátil e fresco; Produtor: Grupo Castel; Teor alcoólico: 12%; Uvas: Grenache, Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas e notas florais, destacando pomar e cítricos; Harmonização: Comida japonesa, saladas

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