Espumante doce, o vinho coringa na harmonização

Espumante doce

O espumante doce é aquela bebida elegante e delicada. Ela enche os olhos e invade o paladar. Aliás, ele já vem pronto para a festa, borbulhando seus aromas.

Porém, ainda existem dúvidas comuns. Por exemplo, se o espumante é um tipo de vinho, como identificar o tipo de espumante e como fazer a harmonização perfeita à mesa. Sendo assim, o Center Gourmet preparou as respostas a essas perguntas e te conta tudo o que você precisa saber sobre a bebida de sabor inconfundível.

O Espumante doce é um tipo de vinho?

Sim! O espumante doce é um tipo de vinho. Já falamos em outro post sobre os processos de produção de espumantes de forma completa. Então, não vamos entrar em detalhes. De fato, vamos te contar brevemente como a uva é transformada em vinho. Assim, você vai entender de uma vez por todas o que faz um vinho se tornar um espumante.

Qual a diferença entre vinho tranquilo, frisante e espumante?

Espumante doce

Todos eles têm o mesmo ponto de partida: a fermentação das uvas. Para começar, o produtor colhe os frutos e inicia a maceração. Como resultado, há o rompimento da casca. Logo, a levedura presente nela entra em contato com a polpa da uva.

Aliás, além dessa levedura natural, também chamada de indígena ou autóctone, alguns produtores utilizam uma levedura adicional para potencializar a fermentação e o processo de produção dos vinhos. Além disso, a temperatura é controlada e estabilizada entre 10ºC e 30ºC.

Em seguida, essa levedura passa a se alimentar do açúcar das uvas e o transforma em álcool. Porém, nessa brincadeira, a fermentação libera gás carbônico. Sendo assim, se o produtor liberar esse gás carbônico ao fim do processo de fermentação, temos um vinho tranquilo, ou seja, o vinho branco, tinto ou rosé.

Agora, se ele iniciar o processo de fermentação em tanques que suportam a pressão do gás, ele é incorporado à bebida e ela se torna um vinho frisante, que já traz aquela experiência gostosa ao paladar. Mas, a parte legal vem a seguir, quando o produtor utiliza o vinho como base, adiciona mais levedura e inicia uma segunda fermentação. Dessa vez, mantendo o gás carbônico nos tanques. Como resultado, temos um espumante.

Até aqui, tudo bem. Gás carbônico liberado, resulta em vinho tranquilo ou base. Se for contido na primeira fermentação, se torna um vinho frisante. Gás carbônico contido na segunda fermentação, espumante. A partir de agora, você vai saber como os espumantes são divididos em categorias e como identificar um espumante doce.

Como identificar um espumante doce?

Espumante doce

De fato, como qualquer outro vinho, os espumantes possuem algumas diferenças de fermentação e características que os separam em categorias. Sendo assim, você já deve ter lido sobre eles ou visto nas garrafas de espumantes as definições suave ou doce, demisec, seco, brut, nature etc.

Para entender sobre a separação das categorias, é preciso lembrar que na fermentação as leveduras consomem o açúcar da uva e o transformam em álcool, certo?!

Logo, o produtor pode controlar por quanto tempo ele vai permitir que essa fermentação ocorra, controlando a quantidade de açúcar que vai restar na bebida e o teor alcoólico que ela terá. Ou seja, quanto mais açúcar residual, menos álcool foi produzido e quanto menos açúcar, mais álcool foi produzido.

Dessa forma, chegamos a seis categorias de espumantes. Veja a seguir algumas características básicas de cada uma delas. Após ter uma visão geral sobre os diferentes tipos de espumante, você vai descobrir o que faz um espumante ser conhecido como doce, suave ou moscatel.

De um extremo ao outro

Nature

Esse espumante é o que apresenta a menor quantidade de açúcar (03g/L) e o maior teor alcoólico (entre 11% e 12%). Aliás, seu nome vem do fato de ele ser um espumante praticamente intacto, sem intervenções no sabor. Costuma ser produzido a partir de uvas Chardonnay ou Pinot Noir.

Brut

Nesse caso, o espumante já apresenta um pouco mais de açúcar (entre 8,1 e 15g/L). Porém, ele ainda tem um final seco no paladar. De fato, é o espumante mais fácil de ser encontrado e o mais recomendado para quem não é muito fã de vinhos doces.

Sec ou seco

Se você é um iniciante no imenso mundo da degustação de vinhos, esse é o seu espumante. Afinal, ele está bem no meio do caminho entre um nature e um espumante doce. Ele traz o equilíbrio do açúcar (entre 15,1 e 20g/L) e uma acidez muito bem-vinda no paladar.

Demi-sec

O espumante nessa categoria tem uma amplitude de dulçor muito ampla. A quantidade de açúcar pode ir dos 20,1 aos 60g/L. Sendo assim, você vai encontrar rótulos mais suaves, com maior concentração de açúcar, e outros mais secos. Porém, ainda não está na nossa próxima categoria.

O Espumante doce

Na verdade, não é à toa que ele ganha o nome de espumante doce ou Moscatel. De fato, logo no primeiro gole você pode sentir a doçura que fica no paladar. Afinal, a concentração de açúcar passa dos 60g/L nos rótulos de espumantes doces.

Mas, o incrível é como ele jamais chega a ser enjoativo. Logicamente, tudo depende do gosto pessoal de cada consumidor. No entanto, a bebida servida da maneira correta, na temperatura certa… aguça os sentidos e cria uma experiência incrível na boca! Mas, já vamos falar sobre como harmonizar seu espumante doce da melhor forma.

O coringa da harmonização – O que vai bem com espumante doce?

Espumante doce

Geralmente, a regra é clara: o espumante deve ser sempre mais doce que a sobremesa. Afinal, a estrela da mesa é a que vem com bolhas. No entanto, mesmo estando um tom acima do doce preparado, ele não impede que você sinta todos os sabores. Na verdade, é o casamento perfeito para fechar uma refeição.

Nesse caminho, sobremesas que levam creme de baunilha como tortas de morango e pavês, mil folhas e até fondue de chocolate são os mais recomendados para acompanhar seu espumante doce.

Para ter uma ideia desse gostinho, você pode experimentar esse André Moscato facinho de beber. Além da apresentação fina e elegante, é aquela bebida que vai bem se apreciada sozinha ou com uma sobremesa. Nesse caso, você pode apostar em um belo panetone ou num pavê de limão bem gelado.

Porém, se seu paladar pede dulçor de verdade, seu espumante é com certeza um Batasiolo Docg Brachetto D´Acqui Doce. Pense em morangos e framboesas bem suculentos, acompanhados por uma leve pitada de pimenta branca. Além disso, seu baixíssimo teor alcoólico, cerca de 6%, o torna um espumante ideal para ser consumido sozinho, acompanhado apenas de boas conversas e em qualquer ocasião.

Por outro lado, seus aromas de rosas e cerejas também encaixam muito bem com sobremesas. Sendo assim, experimente uma torta invertida de maçã com nozes e creme de gorgonzola, torta piemontesa com sorvete de baunilha, panna cotta ou até uma bela salada de frutas frescas.

Mais do que um vinho para sobremesas

Espumante doce

De fato, mais do que um vinho exclusivamente direcionado para o final da refeição, o espumante doce também pode acompanhar preparos salgados. No entanto, exige um pouco mais de cautela e leveza para evitar que haja conflito entre os sabores no paladar.

Sendo assim, o espumante doce também harmoniza muito bem por contraponto. Ou seja, acompanhando queijos ou outros preparos salgados, os sabores se complementam na boca, criando uma experiência completamente diferente.

Para isso, podemos citar um polvo crocante, confitado por duas horas a 200ºC. Após esse tempo, é só selar em uma frigideira bem quente até que ele crie uma crosta linda. Então, prepare seu paladar e sirva com uma salada de folhas o seu espumante doce.

Por fim, guardamos o mais inusitado para o final. Com certeza, você nunca imaginou que um espumante iria bem com… pipoca! Isso mesmo, pipoca! A queridinha das noites em frente à TV ganha uma companhia especial e precisa se vestir à altura.

Espumante doce

Experimente com seu espumante doce e não vai se arrepender!

Sendo assim, prepare uma pipoca com caramelo salgado que além de sal, leva uma colherada generosa de manteiga e bicarbonato de sódio para finalizar. Lembre-se de preparar o caramelo depois de ter estourado a pipoca e de deixá-la sem sal. Após envolver toda a pipoca nesse caramelo indecente de bom, espere esfriar e se surpreenda com todo o sabor que a combinação oferece no paladar.

Concluindo…

O espumante doce é sem dúvida um dos vinhos mais fáceis de se consumir. Afinal, ele fica muito bem sozinho, mas também não se importa de estar acompanhado, principalmente se for por uma bela sobremesa. E quem não gosta de sobremesa?

Hoje você também viu aqui no Center Gourmet como um vinho se torna um espumante. Em seguida, aprendeu as diferentes classificações que levam em conta o dulçor da bebida. Por fim, viu como degustar seu espumante doce de forma que eleve o sabor e tenha uma experiência completa. Aliás, lembre-se que ele vai bem tanto com pratos salgados como com as mais variadas e deliciosas sobremesas.

Gostou? Compartilhe esse artigo com alguém que ama pipoca e vai querer experimentar essa combinação!

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O espumante brasileiro Gran Legado Moscatel: Doce, com boa cremosidade, frescor, harmonia entre o açúcar e a acidez, final de boca aveludado e frutado; Produtor: Gran Legado Vinhos e Espumantes; Teor alcoólico: 7,8%; Uvas: Moscato Giallo e Malvasia (vinho blend); Nariz: Flores, mel e frutos tropicais; Harmonização: Canapés e bruschettas variadas, camarões na manteiga, quiche de frango, torta de palmito, empada de queijo, queijos leves

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Espumante Gran Legado Moscatel


 

 

 

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Joyce Soares

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