Vinho californiano, história, uvas e regiões

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vinho californiano

O vinho californiano é extremamente conhecido em várias partes do mundo, com as vinícolas norte-americanas ganhando o apelido de “paraíso dos vinhos do novo mundo”.

Esse vinho não somente é estimado entre apreciadores, com variedade considerável e boa qualidade de produção, mas também representa um marco na história do estado.

De fato, os cultivos do vinho californiano atraem milhões de turistas todos os anos, não somente pela apreciação da bebida, mas para as visitas as áreas de produção.

Atualmente, a Califórnia, sozinha, representa 90% da produção de vinhos de todos os Estados Unidos, números impressionantes para um único estado.

Em comparação, se fosse um país, seria o quarto maior produtor do mundo, ficando atrás somente das tradicionais França, Espanha e Itália.

Os vinhos californianos comportam considerável variedade entre eles, sendo possível destacar o vinho zinfandel, entre outras castas famosas que se adequaram ao terroir local.

Com duas regiões que, sozinhas, comportam mais de 800 vinícolas, o vinho californiano se tornou um marco norte-americano, também por conta de sua história.

Além disso, a alta variedade de fabricações faz com que o vinho americano seja respeitado no mundo todo, com modelos tintos e brancos.

O clima mediterrâneo da Califórnia foi essencial para atribuir novas características que ganharam admiradores de todas as partes do mundo, reconhecendo o vinho californiano como bem qualificado.

Tudo o que você precisa saber sobre os Vinhos Californianos

História dos vinhos californianos

vinho californiano

A história dos vinhos californianos começa ainda no século XVII, com marcações históricas que datam próximo de 1769.

Colonizadores espanhóis chegam nos Estados Unidos, trazendo consigo missionários franciscanos que pretendiam expandir suas missões por todo o estado de San Diego e aos arredores.

Como é de conhecimento, a produção de vinhos ficava sob encargo da Igreja e missionários e, com a chegada ao novo mundo, foram trazidas algumas castas pelos franciscanos.

Suas intenções eram continuar a cultivar uvas nas regiões, especialmente para dar prosseguimento a rituais religiosos que necessitavam dos vinhos.

Enquanto as primeiras videiras foram plantadas e tentavam se adaptar ao novo solo, algumas missões seguiram em direção ao norte, próximo à São Francisco.

Aos poucos, as viniculturas foram se popularizando pela região e, depois de um século, a produção já era considerada bem-sucedida.

Então, na metade do século XIX, a Corrida do Ouro fez com que houvesse um súbito aumento populacional, inclusive de colonos advindos da Europa.

A demanda de vinhos também se expandiu, de forma que as viniculturas passaram a trabalhar e se aprimorar com potência máxima, começando a dar início na produção conhecida até os dias de hoje.

Novas variedades e dificuldades

Em 1860, um húngaro chamado Agoston Haraszthy foi enviado à Europa para trazer mais variedades de uvas, uma vez que as castas produzidas se adaptaram consideravelmente bem.

Dessa forma, Agoston incluiu cerca de 300 novas variedades na Califórnia, marcando o que viria a ser o maior estado produtor da América do Norte.

Adiante, em meados de 1890, uma praga conhecida por Phylloxera (ou filoxera) viria a tomar conta de grande parte dos vinhedos de todo o mundo.

Enquanto essa praga se tornaria benéfica para a instituição de novos vinhos na América do Sul, especialmente na Argentina e no Chile, a Califórnia teria sua produção freada por alguns anos.

Os números de produções do vinho californiano voltaram a cair no início do século XX, com a implantação da lei seca e proibição legal de todos os tipos de bebidas alcoólicas.

Contudo, isso não foi o suficiente para barrar a popularidade dos vinhos americanos, que, posteriormente, voltariam a ser fabricados com produtividade total.

Até hoje, após a recuperação das produções, vinhedos tradicionais atraem turistas para visitar as duas maiores regiões de cultivo, além de fornecer vinhos altamente apreciados.

Regiões, o Napa Valley e Sonoma

vinho californiano

Embora os missionários franciscanos tenham se instalado em San Diego, foi próxima a São Francisco que os vinhedos efetivamente se dispuseram.

Dessa forma, o vinho californiano passou a ser produzido nas localidades próximas a área e, séculos mais tarde, duas regiões se tornariam responsáveis pela produção massiva dos vinhos.

Chamadas Napa Valley e Sonoma, juntas somam mais de 300 pontos de vinícolas em toda a Califórnia, produtoras dos vinhos de maior qualidade e castas de uvas extremamente apreciadas.

Sonoma

Sonoma fica há cerca de 70 km de São Francisco e pode ser visitada em um dia, a partir de uma viagem de carro de cerca de 1 hora.

Seus arredores contam com aproximadamente 400 das 3000 vinícolas californianas, e costuma receber milhões de turistas na época de colheita.

Apesar de haver outras regiões, Sonoma divide o pódio com Napa Valley quanto à extensão mais famosa da Califórnia.

É conhecida por produzir castas de uvas de grande qualidade, exportadas para outros estados e produções.

Seu clima é satisfatoriamente adequado para as produções, e, embora não seja tão famosa quanto sua vizinha, Sonoma ainda é responsável por algumas das uvas mais utilizadas nos apreciados vinhos californianos.

Napa Valley

Napa Valley, por outro lado, fica a cerca de 100 km de São Francisco, não muito longe de Sonoma.

A quantidade considerável de turistas fez com que a região investisse em tours e visitas guiadas para mostrar o lugar onde alguns dos vinhos mais apreciados do mundo são produzidos.

O que levou Napa Valley a se tornar mais famosa que Sonoma, ainda que ambas obtivessem produções igualmente renomadas, foi um acontecimento em 1976.

Durante um evento chamado “Julgamento de Paris”, uma degustação as cegas, contando com juízes totalmente franceses, elegeu um Carbenet Sauvignon como o melhor.

Contudo, curiosamente, esse vinho não pertencia ao time da casa, desbancando, assim, uma produção francesa.

Descobriu-se, então, que o vinho vencedor provinha de um dos vinhedos de Napa Valley, o que firmou, definitivamente, a fama da região.

Com o tempo, Napa Valley aprimorou seus cultivos e aperfeiçoou a qualidade do vinho californiano, tornando-o conhecido e admirado em todo o mundo.

A Zinfandel e outras uvas

vinho californiano

Ao falar de vinho californiano, é impossível deixar de comentar sobre a casta Zinfandel, que dá origem ao vinho de mesmo nome.

O clima mediterrâneo da Califórnia, conforme mencionado, tornou propício o cultivo de diversas uvas, com características acentuadas e sabor aprimorado.

Contudo, o vinho zinfandel é particularmente considerado, muito por conta da popularidade da casta.

A uva Zinfandel era a mais cultivada na Califórnia, originária da Croácia, tinta, comumente associada a aromas de frutas vermelhas.

Com a chegada da Carbenet Sauvignon, casta que concedeu ao vinho californiano um prêmio de renome, a Zinfandel perdeu o primeiro lugar.

No entanto, continua sendo uma das mais produzidas, por conta da boa adaptação ao solo, clima e condições que lhe proporcionam bons vinhos.

A Zinfandel possui amadurecimento mais rápido que outras castas, o que leva seu ciclo de plantio e colheita a se tornarem um pouco diferente dos demais.

Por outro lado, a Califórnia trabalha com mais de 100 castas de uvas diferentes atualmente e, entre elas, alguns nomes conhecidos podem ser destacados.

Chardonnay, Sauvignon Blanc, Carbenet Sauvignon, Pinot Noir e Merlot são cultivadas e fazem parte da boa reputação do vinho californiano.

A variedade de uvas proporciona, consequentemente, uma grande diversidade de vinhos, com todos os tipos de rótulos.

Assim, o vinho californiano pode ser apresentado como tinto, branco, rosé e outros.

Grande parte da uva Zinfandel e outras castas são produzidas em Napa Valley e Sonoma.

Inclusive, os turistas que visitam essas e demais regiões podem aproveitar um bom vinho Zinfandel e rótulos distintos produzidos na quarta maior produtora do mundo.

Conclusão

vinho californiano

Muito se diz que o terroir da região modifica o sabor do vinho e é o que ocorre nas produções californianas, embora não seja, realmente, uma característica que remete à inferioridade.

Afinal, o vinho californiano é um dos mais admirados, e suas produções compõe a quarta maior do mundo.

A Califórnia concentra 90% dos vinhedos existentes nos Estados Unidos, enquanto duas de suas regiões, juntas, apresentam mais de 3000 vinícolas.

Milhões de turistas visitam Napa Valley e Sonoma para conferir alguns dos vinhedos mais tradicionais, suas épocas de colheita e aproveitar seus vinhos.

Sua história começou com missionários franciscanos iniciando vinhedos para dar seguimento a rituais.

Os cultivos avançaram para o norte, próximo à São Francisco, enquanto o aumento populacional, especialmente de colonos, potencializou as produções e tornou a vinicultura definitivamente popular.

Enquanto isso, a importação de novas castas da Europa estimulou novas adaptações e características.

Assim, a variedade de rótulos proporciona tipos de vinho californiano para todos os gostos.

Cada casta produz um vinho com diferentes aromas, sabores e texturas, perfeitos para serem estimados pelos apreciadores.

Especialmente, é comum serem associados a frutas vermelhas e sabores frutados, dos mais tradicionais aos mais intensos, sempre mantendo a qualidade.

Vale mencionar que nas regiões mais famosas e com maior concentração, uma das uvas mais produzidas é a casta Zinfandel, que dá origem ao vinho zinfandel, extremamente consumido.

Contudo, mais de 100 tipos de uvas diferentes são cultivadas, com boa adaptação e dando origem à diversidade do vinho californiano que tanto se estima.

Em suma, o vinho americano provindo da Califórnia conquistou seu lugar entre os títulos mais renomados e segue sendo apreciado, tanto pela qualidade, quanto pela fama que o precede.

Desfrute sabores de vinhos californianos aqui:

 

O tinto Cabernet Sauvignon

Carnivor Cabernet Sauvignon 2018:

Corpo de médio para encorpado, taninos presentes, boa acidez, traço de doçura, final longo; Produtor: Carnivor Wines; Teor alcoólico: 14%; Uva: Cabernet Sauvignon (vinho varietal); Nariz: Frutas negras maduras, frutas vermelhas maduras, chocolate, amadeirado, torrefação; Harmonização: Risoto de parmesão, picanha ao forno, iscas de filé-mignon, maminha grelhada, penne à bolonhesa, batata recheada

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O tinto Pinot Noir

Edna Valley Pinot Noir 2018:

Leve, boa acidez, taninos macios; Produtor: Edna Valley Vineyard; Teor alcoólico: 13,9%; Uva: Pinot Noir (vinho varietal); Nariz: Cereja, terroso, tosta; Harmonização: Lombo suíno ao molho de frutas vermelhas, risoto de tomate seco com brie, crocque monsieur de Gruyère e Parma, escondidinho de camarão, temaki de atum, queijos semiduros

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O tinto Cabernet Sauvignon

Carnivor Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2018:

Encorpado, bem estruturado, frutado, taninos firmes, acidez equilibrada, final persistente e agradável; Produtor: Carnivor Wines; Teor alcoólico: 15%; Uva: Cabernet Sauvignon (vinho varietal); Nariz: Intensos aromas de frutas negras maduras, baunilha, tosta e sutis notas de cacau e maple; Harmonização: Bife de chorizo na brasa, batata recheada com mix de cogumelos, hambúrguer angus com geleia de bacon e queijo

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O tinto Merlot

Turning Leaf Merlot:

Frutado, macio e com leve doçura; Produtor: Turning Leaf; Teor alcoólico: 12%; Uva: Merlot (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas como cereja, amora e ameixa madura, com delicada nuance amadeirada; Harmonização: Costela churrasqueada, hambúrguer com fritas, pizza, espaguete ao molho de linguiça fresca, lasanha à bolonhesa, queijos médios

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O tinto blend

Hook & Ladder Station Ten Red Blend 2016:

Intenso, taninos firmes e final persistente; Produtor: Hook & Ladder Winery; Teor alcoólico: 14,8%; Uvas: Zinfandel, Cabernet Sauvignon, Petite Sirah, Carignan e Alicante Bouschet (vinho blend); Nariz: Aromas de frutas maduras, ameixa, especiarias e chocolate amargo; Harmonização: Tiras de filé mignon com molho barbecue, risoto de cogumelos, lasanha à bolonhesa, pizza margherita, ragu de linguiça

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O tinto Cabernet Sauvignon

Louis M. Martini Monte Rosso Cabernet Sauvignon 2014:

Complexo, encorpado, com taninos presentes, notas de frutas negras, tosta e caramelo; Produtor: Louis M. Martini Winery; Teor alcoólico: 15,5%; Uva: Cabernet Sauvignon (vinho varietal); Nariz: Cerejas e ameixas em compota, notas de couro e especiarias, com toque terroso; Harmonização: T-bone grelhado com batatas rústicas, carré de cordeiro, fettuccine com ragu de carne, risoto de cogumelos, lasanha de shitake, linguine à carbonara

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O tinto Pinot Noir

MacMurray Russian River Valley Pinot Noir 2016:

Frutado, corpo de leve para médio, taninos macios, acidez agradável; Produtor: MacMurray Estate Vineyard; Teor alcoólico: 14,2%; Uva: Pinot Noir (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas, tosta, amadeirado, terroso; Harmonização: Salmão grelhado com batata, galeto assado com purê de mandioquinha, atum grelhado em crosta de gergelim, ravióli de abóbora com carne-seca, penne ao sugo, queijos semiduros

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O branco Sauvignon Blanc

Dark Horse Sauvignon Blanc 2019:

Boa acidez, jovem, fresco; Produtor: Dark Horse; Teor alcoólico: 13%; Uva: Sauvignon Blanc (vinho varietal); Nariz: Frutas cítricas, limão, toranja; Harmonização: Tilápia com molho de limão, risoto de alho poró, camarão, crepe de palmito, salada refrescante de folhas verdes, bruschetta de muçarela de búfala com tomate cereja

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O branco Chardonnay

Frei Brothers Reserve Chardonnay 2017:

Bom corpo, boa acidez, final agradável; Produtor: Frei Brothers; Teor alcoólico: 13,9%; Uva: Chardonnay (vinho varietal); Nariz: Lima, maçã-verde, baunilha; Harmonização: Risoto de bacalhau, ceviche de linguado, camarão cremoso na moranga, bruschetta de atum defumado, palmito gratinado com parmesão e queijos frescos

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O rosé Zinfandel

Carlo Rossi White Zinfandel:

Frutado, doce e macio; Produtor: Carlo Rossi; Teor alcoólico: 8,5%; Uva: Zinfandel (vinho varietal); Nariz: Frutas vermelhas, morango e melancia; Harmonização: Caranguejo, camarão, comida japonesa, feijoada, salada de frutas

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O rosé blend

Apothic Rosé 2019:

Um vinho leve e frutado, acidez agradável, traço de doçura, refrescante; Produtor: Apothic; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Grenache, Carignan, Tempranillo, Sangiovese e outras uvas (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas; Harmonização: Espetinho de camarão frito, filé de frango grelhado com legumes, espaguete ao molho rosé com champignon

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O rosé blend

Dark Horse Rosé 2019:

Frutado, bela acidez e final agradável; Produtor: Dark Horse; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Grenache, Pinot Gris, Tempranillo, Barbera (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas, morango e um toque mineral; Harmonização: Salmão grelhado, bolinho de bacalhau, quiche de palmito, wrap vegetariano, salada de folhas verdes com morangos

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