Touriga nacional – Conheça a rainha de Portugal

Touriga Nacional

Touriga Nacional é nada mais, nada menos, que a principal uva de Portugal. Afinal, é a variedade mais cultivada país afora com sucesso e reina soberana como a mais nobre das castas. E é sobre ela que vamos falar hoje, conhecendo um pouco sobre sua história, as características dos vinhos e como harmonizar com pratos que tragam todo o prazer de degustar um Touriga Nacional. 

Na verdade, ela não é uma exclusividade portuguesa, já que outros países já cultivam a variedade em seus territórios, como no caso do Brasil (Nordeste, Serra e Campanha Gaúcha), Espanha, África do Sul, Chile, Estados Unidos e Austrália. De fato, eles também dominaram a arte de fazer vinhos excelentes a partir da Touriga Nacional, mas ela é símbolo das terras lusitanas e está fortemente associada à vitivinicultura local, ou seja, o cultivo das vinhas visando a produção de vinhos. 

Touriga nacional, história da uva 

Touriga Nacional

Touriga Nacional: a pequena notável!

Para começar, a história da Touriga Nacional demonstra sua resistência. Pois, por volta da metade do século XIX, os vinhedos foram devastados por uma praga terrível, conhecida como filoxeraDe fato, um dos países mais atingidos pela praga, a França viu seu império vinícola ser profundamente abalado. 

No entanto, alguns anos mais tarde, foi a vez de Portugal sofrer o ataque dos insetos com apetite voraz pelas videiras, em 1865. Mas, nesse caso específico o fato de o volume de produção da Touriga Nacional não ser tão expressivo quase levou à sua extinção.  

Afinal, pensando em recuperar a grande perda financeira, os produtores portugueses optaram por investir em cepas que rendessem mais frutos e consequentemente mais vinho. Porém, para sorte da vitivinicultura, a Touriga Nacional resistiu no norte do país. Nas regiões do Douro e Dão, para ser mais específico.  

Foi nessas lindíssimas regiões de Portugal que o cultivo da variedade ganhou força e atenção dos profissionais da área. Assim, eles passaram a estudar formas de fortalecer a cepa e fazer com que ela produzisse mais, mas sem modificar sua estrutura.  

Como resultado, temos uma uva que é importante para vários vinhos de corte, como o Vinho do Porto, mas também brilha em alguns varietais bem elegantes. Mais adiante vamos explicar a importância dela no corte e dizer por que nem sempre é fácil encontrar um Touriga Nacional varietal. 

Novinha ainda

Quando comparamos registros históricos sobre uvas e vinhos que datam dos anos 1400 e 1600 com a história da Touriga Nacional, podemos dizer que ela ainda é bem jovem. Afinal, os registros mais antigos encontrados na literatura portuguesa datam do início dos anos 1800. 

Mas, não haver registro não quer dizer que ela não exista há mais tempo. De fato, há uma vila bem mais antiga na região com o nome de Tourigo, o que pode indicar que ela já figurava na região há séculos. 

No início do século XIX, cerca de 90% de todo o cultivo da região do Dão era de Touriga Nacional, de acordo com os registros de Cincinnato da Costa, agrônomo português do século XIX. No entanto, ela ainda não tinha esse prestígio todo.  

Anteriormente, vimos que ela é uma uva nobre, não uma cepa muito produtiva e isso pesava muito na hora de decidir qual variedade plantar. Afinal, era preciso produzir para ter lucro. Por isso, foi só por volta dos anos 1980 que os consumidores passaram a valorizar o que era artesanal e de qualidade premium. Aí sim, a variedade deixou de ser a que produzia pouco para se tornar a fonte de vinhos exclusivos. 

Uma curiosidade: como também acontece com outras uvas, ela também pode ser chamada de Preto de Mortágua, devido a uma das vilas da região do Dão.  

Características das uvas 

Touriga Nacional

Essa variedade é especial mesmo. Afinal, suas contradições fazem dela uma uva tão importante:  

  • Fértil e adaptável a vários tipos de solo, mas não produz tantos frutos;
  • Uma cepa que pede cuidados, porém também é resistente a pragas;
  • Com aromas profundos e facilmente reconhecidos por sua nobreza e riqueza, tem um impacto um pouco menor no paladar. 

Apesar de não parecer ser vantagem, são essas características paradoxais que cativam seus apreciadores. Além disso, ela apresenta cachos delicados e com frutos bem juntinhos, pequenos e redondinhos.  

Com uma cor bem escura que chega quase ao preto azulado, a Touriga Nacional tem uma pele grossa e polpa firme e suculenta. Já seu aroma, é descrito como impecável pelos apaixonados e costuma trazer flores e frutas negras ao nariz. 

Vinhos blends x monocastas 

Touriga Nacional

Não é muito comum encontrar vinhos varietais ou monocastas produzidos a partir da Touriga Nacional. Acontece que ela é excelente para conferir aromas à bebida, pois chega forte no nariz e você sabe de longe que ela é a estrela do vinho.  

Porém, no paladar ela pode não ser tão expressiva quanto é no olfato. Sendo assim, o produtor pode acabar optando por um vinho de corte, quando ele adiciona outra cepa, ou mais de uma, para dar estrutura e complexidade ao vinho final. 

No entanto, com os estudos realizados pelos produtores para encontrar a melhor forma de produzir os vinhos, em regiões como Alentejo e Estremadura, eles têm tido sucesso em produzir não só vinhos de corte como também monocastas de respeito. 

Para exibir o selo da D.O.C. Douro, os vinhos devem obrigatoriamente passar por estágio em barrica. Como resultado, os taninos são suavizados em menos tempo e ele pode ser consumido mais jovem.  

Porém, é bem comum que os vinhos tenham um alto teor alcoólico, sejam fortes, persistentes na boca e com excelente potencial de guarda. Afinal, é um vinho que pode ser aberto até 07 ou 10 anos após seu envase. Como vimos anteriormente, estamos falando de contrastes que dão certo. 

Características dos vinhos  

Na verdade, uma das características principais da Touriga Nacional é que seus vinhos envelhecem bem demais! Já falamos várias vezes disso, mas é impossível não bater várias vezes nessa tecla.  

Além disso, os vinhos Touriga Nacional são encorpados, com taninos que se apresentam agradáveis com o passar do tempo e que trazem aromas como alecrim, mirtilo e frutas escuras ao nariz. Se tiver estagiado em barrica, também pode trazer ao paladar o aroma tostado que só faz melhorar o vinho na boca. 

Considerada a melhor uva para compor os sabores do Vinho do Porto, nas mãos de hábeis produtores e enólogos, ela resulta em belos vinhos licorosos, vinhos tintos secos finos e até espumantes de tomar rezando. O detalhe é que ela passeia por essas variedades mantendo sua presença elegante em todas. 

Touriga nacional e suas harmonias 

Touriga Nacional
Experimente combinar o Touriga Nacional com pratos bem gordos…

Normalmente, existem algumas regrinhas básicas que podem te orientar sempre que for combinar um vinho com um preparo. Dessa forma, você arrisca menos e as chances de ter uma experiência excelente são bem maiores. A seguir, alistamos algumas dicas de como harmonizar vinho e comida. 

  • Vinhos com alto nível de acidez bate de frente com preparos ácidos, como um vinagrete. Então, melhor não servir com um vinho tinto seco. 
  • Pratos untuosos e salgados baixam a bola dos taninos, destacando os aromas frutados do seu vinho. 
  • Escolha vinhos com níveis semelhantes de intensidade (não de sabores semelhantes). Por exemplo, vinho encorpado, prato idem… 
  • Cuide para não servir pratos que ofuscam o vinho, escolhendo a bebida de forma que ela seja ligeiramente mais doce ou ácida que o prato. 
  • Experimente sabores contrastantes entre o vinho e os ingredientes. Exemplo: um risoto com bastante gordura, levando bacon e manteiga, combinado com um vinho que traz acidez suficiente para limpar o paladar. 

Levando em conta esses parâmetros, podemos dizer que o Touriga Nacional, que é bem encorpado e com aroma frutado, pede pratos de sabor ousado e forte. Os taninos que foram suavizadas pela madeira ainda são fortes suficientes para encarar um belo hambúrguer com batatas fritas, já que garante a acidez. Além disso, podemos indicar uma lasanha bem montada, com molho de tomate e bastante queijo.

O prato vencedor

Touriga Nacional

…ou uma bela picanha.

Mas, o casamento perfeito talvez seja entre ele e uma belíssima peça de picanha, com uma senhora capa de gordura, a ser assada à perfeição em uma churrasqueira.  

Por um lado, a carne tem a estrutura necessária e a maciez desejada, além ficar envolta na própria gordura. Por outro lado, o vinho oferece os taninos no grau certo para sustentar tanto sabor, mas a acidez impede que ele sobressaia e faz com que tudo isso se encaixe no paladar.   

Se o escolhido for o Vinho do Porto, você pode experimentar sobremesas que levam chocolate, nozes e café. Além disso, outros rótulos da região do Dão e Douro também são produzidos à base dela e podem ser lindamente combinados com carnes vermelhas grelhadas.    

Concluindo…

Hoje você viu aqui no Center Gourmet como essa uva pequenina em tamanho, consegue ser grandiosa em aromas e elegância. Além disso, também vimos como suas características paradoxais a tornam ainda mais impressionante.  

Por fim, a Touriga Nacional ocupa merecidamente um lugar de destaque entre as uvas tintas mais importantes no cenário vinícola mundial. Sendo assim, aproveite para conhecer alguns dos nossos elegantes rótulos, como esse rosé Pedra Cancela fantástico e experimente tudo o que a pequena notável tem a oferecer.  

E veja abaixo mais ofertas imperdíveis:

 

O tinto varietal de Alentejo

Ravasqueira Touriga Nacional 2018:

Cheio, muito fresco e elegante. Grande ataque com taninos finos com um final cheio frescura viva. Notas também de fruta, ameixa e até amoras sem estarem demasiado maduras; Produtor: Monte da Ravasqueira; Teor alcoólico: 14%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Um perfil nobre e intenso com as notas de cedro, caruma a assumirem destaque; Harmonização: Carnes vermelhas e pratos de carnes com sabores fortes e intensos

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O tinto varietal de Lisboa

Grand’Arte Touriga Nacional Vinho Regional Lisboa 2019:

Saboroso, elegante, agradável, frutado, com final intenso e persistente; Produtor: DFJ Vinhos; Teor alcoólico: 13%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Expressivo, com notas de frutas pretas maduras e toques picantes; Harmonização: Alheira, arroz de pato, queijo Pecorino

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O tinto varietal de Lisboa

Larus Touriga Nacional Vinho Regional de Lisboa 2018:

Rico, encorpado, vibrante e com taninos aveludados. O final é longo e persistente, trazendo notas de frutas e especiarias no retrogosto; Produtor: Adega Mãe; Teor alcoólico: 14%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Cereja madura, amora, cravo e baunilha; Harmonização: Costela no bafo, queijo de ovelha, risoto de Parmesão

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O tinto varietal de Lisboa

Vinha do Esponjeiro Reserva Regional Lisboa Touriga Nacional 2019:

Estruturado, envolvente, final longo e marcante; Produtor: Quinta de S. Sebastião; Teor alcoólico: 14%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas frescas como amora, notas herbáceas e um toque balsâmico; Harmonização: Bife ancho com manteiga de ervas, cordeiro com damasco, cogumelo paris recheado com gorgonzola

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O tinto varietal de Lisboa

Escada Touriga Nacional Vinho Regional Lisboa 2019:

Encorpado, fresco, frutado e saboroso, com final intenso e elegante; Produtor: DFJ; Teor alcoólico: 12,5%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Aromas florais e de frutas vermelhas maduras; Harmonização: Cozido à portuguesa, bacalhau ao forno, queijos variados

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O tinto varietal de Dão

Terras Madre de Água Touriga Nacional Dão D.O. 2019:

Complexo, com acidez equilibrada, taninos macios; Produtor: Madre de Água; Teor alcoólico: 14%; Uva: Touriga Nacional (vinho varietal); Nariz: Frutas maduras com toques de especiarias e de tosta; Harmonização: Carnes vermelhas grelhadas, queijos maduros, pratos típicos de Portugal

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O tinto blend de Alentejo

Ravasqueira Reserva Regional Alentejano 2019:

Estruturado com taninos finos e marcantes; Produtor: Ravasqueira; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Touriga Nacional e Syrah (vinho blend); Nariz: Aromas de fruta preta madura com notas vegetais, florais e especiarias; Harmonização: Maminha assada com manteiga de ervas e champignons, risoto de gorgonzola com nozes e escondidinho de costela

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O tinto blend de Alentejo

Encostas de Estremoz Pródigo 2014:

Frutado, médio corpo, acidez agradável, taninos presentes, tabaco; Produtor: Encostas de Estremoz; Teor alcoólico: 14%; Uvas: Touriga Nacional e Touriga Franca (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas maduras, violeta, baunilha, pimenta; Harmonização: Risoto de mignon, carré de cordeiro, costela suína, churrasco, talharim com molho quatro queijos, queijos semiduros

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O tinto blend de Douro

Casa Velha Tinto Douro DOC 2019:

Equilibrado, bom corpo, final longo; Produtor: Adega Cooperativa de Favaios; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Barroca (vinho blend); Nariz: Frutas pretas e vermelhas maduras, com notas de geleia; Harmonização: Cozido à portuguesa, francesinha à moda do Porto, queijo Serra da Estrela

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O tinto blend de Douro

Tratado Douro DOC 2019:

Corpo médio, taninos macios, bastante fruta no final de prova; Produtor: Wine Douro Valley; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Nacional (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas como morango e cereja; Harmonização: Queijos, pizza de calabresa

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O tinto blend de Douro

Cuco Velho Reserva D.O.C. Douro 2016:

Frutado, taninos bem integrados e final complexo e longo; Produtor: Parras Wines; Teor alcoólico: 13,5%; Uvas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca (vinho blend); Nariz: Aroma frutado elegante com notas de frutos silvestres, ligeiro floral e uma tosta bem integrada; Harmonização: Bife de ancho com batatas, coq au vin, feijoada, cozido português

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O rosé blend de Alentejo

Encostas De Estremoz Bis Rosé 2019:

Jovem, frutado, leve, boa acidez; Produtor: Encostas de Estremoz; Teor alcoólico: 12,5%; Uvas: Touriga Nacional e Castelão (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas, floral; Harmonização: Aperitivos, sashimi de salmão, saladas, peixe grelhado, comida tailandesa, mariscos

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O rosé blend de Alentejo

Terras de Estremoz Regional Alentejano Rosé 2020:

Bem equilibrado com final refrescante; Produtor: Encostas de Estremoz; Teor alcoólico: 12,5%; Uvas: Castelão, Aragonez e Touriga Nacional (vinho blend); Nariz: Aromas frutados e sutis toques tropicais; Harmonização: Como aperitivo, salmão grelhado, mariscos, salada de frango, massas, sushi

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O rosé blend de Douro

Sagrado D.O.C. Douro Rosé 2019:

Frutado, leve, boa acidez; Produtor: Quinta do Sagrado; Teor alcoólico: 13%; Uvas: Touriga Nacional e Tinta Roriz (vinho blend); Nariz: Frutas vermelhas frescas, floral; Harmonização: Tagliatelle com molho de camarão, risoto caprese com tomates recheados, estrogonofe de frango, moqueca capixaba, bruschetta de queijo com tomate

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