Moscatel, a uva base do Espumante Moscatel

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Espumante Moscatel

O espumante Moscatel é uma daquelas bebidas famosas, com reputação. De fato, ele é conhecido e elogiado mundo afora. Nos países de língua portuguesa, é conhecido como Moscatel. No entanto, na Itália, o nome é Moscato. Por fim, na França, você vai ouvir Muscat. Resumindo, todos esses nomes se referem à mesma variedade de uvas e vinhos. Nesse artigo, você vai conhecer a história da uva que dá origem ao espumante Moscatel. Em seguida, vai aprender a harmonizar essa beleza de espumante com pratos deliciosos. Mas, antes de mais nada, você precisa saber uma coisa: afinal, será que Moscatel é uma uva? Descubra a seguir.

A uva Moscatel – Está certo, isso?

Na verdade, quando se fala em Moscatel, não estamos falando apenas de uma uva. De fato, o nome abrange uma família de mais de 100 uvas diferentes, todas com características muito parecidas. Por exemplo, você sempre vai encontrar frutos com grande concentração de açúcares em uvas dessa família e, durante o processo de fermentação, o açúcar das uvas é convertido em álcool. Então, existem duas possibilidades.

De início, o vinho Moscatel pode apresentar bastante dulçor e pouco teor alcoólico. Por outro lado, pode ser que todo o açúcar tenha sido fermentado e, então, você terá um vinho bastante alcoólico e praticamente sem nenhum açúcar. Além disso, o espumante Moscatel costuma ser branco. No entanto, também existem uvas tintas e rosadas na família.

A uva Moscato Hamburgo ou Black Muscat, por exemplo, é uma das poucas uvas tintas da família Moscatel. Aliás, a variedade que pode ser encontrada até na China, é tão versátil que é utilizada na produção de vinhos de sobremesa no continente americano, mas também é servida como uva de mesa ou uva-passa.

As uvas da família Moscatel também são extremamente versáteis. Isso significa que elas podem resultar em rótulos que vão desde os vinhos de sobremesa, conservando o dulçor das uvas, até vinhos secos. Aliás, a uva branca mais cultivada no Brasil é da família Moscatel. Na verdade, grande parte das uvas cultivadas no país são destinadas à produção do espumante Moscatel.

A história por trás do espumante Moscatel

Normalmente, você encontra aqui no Center Gourmet histórias sobre as origens das uvas e dos vinhos. Mas, no caso do espumante Moscatel, é difícil precisar onde nasceu a bebida. De fato, ainda existem dúvidas se ele foi uma criação francesa, como o Champagne, ou se foi um capricho dos egípcios. Talvez a gente nunca descubra.

Certo é que o espumante Moscatel tem sido reproduzido com sucesso em várias partes do mundo. Aliás, o Brasil tem se destacado na produção do vinho especial. Na verdade, rótulos produzidos por aqui têm conquistado cada vez mais espaço no mercado. Consequentemente, também recebem excelentes críticas dos especialistas.

O espumante Moscatel – Métodos, variedades e harmonias

Espumante Moscatel

Diferentes métodos de produção são usados para produzir espumantes com características diferentes. Mas, no final, é você quem escolhe.

Como vimos, as uvas da família Moscatel costumam ser mais adocicadas. Mas, o processo usado para produzir o espumante Moscatel é o que faz com a bebida tenha seu sabor tão peculiar e fácil de ser reconhecido. Na verdade, existem diferentes métodos para produzir um espumante. Normalmente, são usados 03 processos:

Champenoise ou método tradicional – Nesse método, o vinho é fermentado duas vezes. Primeiro, toda a produção fermenta junto. Em seguida, a segunda fermentação acontece com o a bebida já engarrafada. Assim, o produto costuma ser bem mais caro e exclusivo. Afinal, o processo é quase artesanal e demora bem mais tempo para ser terminado.

Método Charmat – Nesse caso, as duas etapas de fermentação ocorrem dentro de grandes tanques de inox, o que torna o processo bem menos dispendioso. Pois, grandes quantidades podem ser fermentadas de uma só vez. Mas, isso não significa que a qualidade seja inferior. Só são processos diferentes que entregam produtos com características diferentes. No entanto, o espumante Moscatel não utiliza nenhum deles. A seguir, conheça o processo Asti.

O processo que faz toda a diferença

O método Asti foi criado na Itália, durante o século XVI. Sendo assim, entenda como ele acontece. Normalmente, a fermentação vai convertendo o açúcar em álcool sem um limite específico. No entanto, na fermentação do espumante Moscatel, o produtor interrompe esse processo por meio de choque térmico assim que a bebida chega a 7% de álcool, em média. Dessa forma, ele impede que a bebida perca o gostinho doce tão característico. Aliás, o método Asti foi criado a partir do método Charmat. Ou seja, a bebida também é levada para fermentar nos tanques de inox. Mas, ela fermenta apenas uma vez. Como resultado, o produtor consegue entregar uma bebida refrescante, cheia de aromas e muito parecida com o Champagne tradicional. Então, a diferença está no baixo teor alcoólico.

Atualmente, o Brasil produz essa bebida tão famosa, utilizando o método Asti. Porém, assim como as Denominações de Origem Champagne e Prosseco, somente o espumante produzido na região italiana de Piemonte pode ser denominado espumante Asti.

Espumante Moscatel, harmonização

Espumante Moscatel

Harmonizar espumante com sobremesas é uma ótima ideia. Mas, você também pode testar pratos salgados. Afinal, os opostos se atraem, certo?

Para começar, independentemente do estilo de espumante Moscatel que você vai apreciar junto com sua refeição, é importante lembrar que esses rótulos têm características muito especiais. Assim, essa bebida leve e fácil de agradar todo tipo de paladar, pode acompanhar vários preparos. Afinal, gosto é algo muito pessoal. Sendo assim, você vai encontrar aqui dicas tradicionais. Mas, nada impede que você teste novas combinações. Dessa forma, você vai descobrir o que mais lhe agrada.

Dito isso, as combinações mais conhecidas feitas com o espumante Moscatel envolvem pratos doces. Assim, você não corre grandes riscos ao servir a bebida para acompanhar uma mousse de limão, um bolo confeitado para uma celebração, rabanada ou até uma sobremesa gelada, como um sorvete.

No entanto, tome o cuidado de evitar preparos extremamente doces. Um pudim de leite condensado, por exemplo, pode acabar dominando o paladar. Como resultado, o delicado espumante perde a doçura e vai ficar um pouco amargo na boca. Por outro lado, se a bebida for mais doce que o preparo, não vai ser problema. Afinal, as sobremesas não possuem características amargas que possam ser realçadas, entende?

Até aqui, falamos sobre a harmonização por semelhança. Ou seja, sabores parecidos e que não brigam na boca. Porém, existe uma outra forma de combinar o seu espumante Moscatel com um prato. Nesse caso, a ideia é harmonizar por contraponto ou por contraste. Como assim?

Para ilustrar, imagine a cartela de cores. Geralmente, cores são combinadas por aproximação dos tons, como num degradê. Mas, preto e branco, verde e vermelho, amarelo e roxo são combinações elegantíssimas, concorda? Da mesma forma, você pode experimentar sabores mais salgados para equilibrar a doçura do espumante. Então, sirva azeitonas, queijo Gorgonzola ou Roquefort, por exemplo. Consequentemente, o sal do alimento “puxa” o dulçor da bebida. Faça o teste!

Alguns espumantes Moscatel no mercado

Espumante Moscatel

Moscatel de Setúbal

Famoso espumante, conhecido como Moscatel de Setúbal, o vinho licoroso é produzido em Setúbal, região de Portugal. Nesse caso, a bebida é produzida utilizando alguns métodos próprios do local. Por exemplo, as cascas das uvas ficam na mistura por mais tempo que o comum. Dessa forma, seus aromas são mais intensos. Em seguida, o produtor adiciona à mistura aguardente de vinho e esse produto fica envelhecendo por dois anos antes de chegar às prateleiras.

Como resultado, esse espumante Moscatel possui características únicas. Nele, você encontra uma cor acastanhada e brilhante e aromas mais curtidos. Afinal, ele passou dois anos amadurecendo esses aromas. Então, você pode sentir no paladar algo que lembra geleia, mel e sabores mais marcantes.

Espumante Moscatel (Brasileiro)

Hoje em dia, o Brasil produz vários rótulos muito bem sucedidos da bebida. Na verdade, no sul do país já existe até mesmo um evento exclusivo para promover o espumante Moscatel da região, o Festival do Moscatel na cidade de Farroupilha. No evento, o espumante Moscatel é a estrela e os visitantes podem conhecer também outros rótulos locais.

Por outro lado, a região do Vale do São Francisco, na Bahia, também produz um excelente espumante utilizando o método Asti. Como resultado, o Brasil não só exporta, mas também oferece para o brasileiro um produto de alta qualidade.

Mas, assim como o espumante Asti só pode ser assim conhecido se for original da Itália, o espumante Setúbal só pode ser produzido em Portugal. Por isso, a bebida belamente produzida em terras brasileiras só pode levar esse nome de espumante Moscatel. Aliás, para conferir alguns dos rótulos brasileiros que estão fazendo sucesso no mercado, clique aqui.

Uma família rica

Espumante Moscatel

Aproveite e escolha o espumante Moscatel que vai refrescar seu verão.

Para começar, vimos que Moscatel não é uma uva. Mas, uma linhagem inteira de frutas incrivelmente saborosas e versáteis. De fato, a certeza que se tem é que a família Moscatel é extremamente rica. Hoje, você teve o prazer de ser apresentado a alguns membros influentes desse clã tão poderoso e conhecido no mundo todo.

Em seguida, vimos as possibilidades de harmonizar o espumante Moscatel que você escolher com pratos salgados, que irão destacar a principal característica da Moscatel: sua delicada doçura. Mas, também vimos que a bebida também vai fácil com sobremesas geladas, o que faz do espumante Moscatel uma bela ideia para o verão. Sendo assim, clique aqui para escolher o seu e aproveite!

Ou veja a lista abaixo de nossa seleção seleta, com descrição de cada rótulo, de espumantes Moscatel:

 

O espumante Moscatel brasileiro

Solear Moscatel Branco:

Leve, fresco, frutado e com delicioso dulçor; Produtor: Nova Aliança; Teor alcoólico: 7,5%; Uva: Moscatel (vinho varietal); Nariz: Aromas de frutas cítricas, pêssego, flores do campo e mel; Harmonização: Torta de pêssego, queijo Brie com geleia de damasco e espaguete com frutos do mar

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Espumante Moscato Bianco italiano

Batasiolo Moscato:

Leve e doce, fresco e cremoso com boa intensidade; Produtor: Beni di Batasiolo; Teor alcoólico: 6,5%; Uva: Moscato Bianco (vinho varietal); Nariz: Frutado, com notas de maçãs maduras e leve toque floral; Harmonização: Torta de maça, panetone de frutas, pavê de abacaxi com amêndoas, pratos excessivamente picantes, salada de frutas, e queijos temperados

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O espumante Moscatel brasileiro

Casa Perini Moscatel:

Leve, doce, boa acidez; Produtor: Casa Perini; Teor alcoólico: 7,5%; Uva: Moscatel (vinho varietal); Nariz: Lichia, pêssego, floral; Harmonização: Panetone, frutas secas, mousse de maracujá, mousse de limão, lombo suíno com geleia de laranja, vegetais caramelados

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O espumante Moscatel chileno

Dancing Flame Moscatel:

Jovem, refrescante e bom equilíbrio entre acidez e açúcar; Produtor: LFE Wines – Luis Felipe Edwards; Teor alcoólico: 8%; Uva: Moscatel (vinho varietal); Nariz: Maça verde, damasco e flores brancas; Harmonização: Tarte tatin, apfelstrudel, abacaxi flambado ao rum com sorvete de coco, panetone, papaya com cassis, torta de pera, bolo de banana, queijos azuis

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