Alzheimer e sua relação com os polifenóis do vinho

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O mal de Alzheimer ganhou notoriedade nos últimos anos. Afinal, os diagnósticos ficaram mais precisos e os médicos conseguem oferecer certa qualidade de vida para os pacientes por mais tempo. No entanto, isso não diminui a preocupação com a doença e o sofrimento das famílias que precisam lidar com um diagnóstico de Alzheimer em alguém querido. Mas, será que existem formas de prevenir o mal? Melhor que isso, será que nosso querido vinho pode ajudar?

A partir de agora, você vai saber da relação entre a composição química dos vinhos e a prevenção ao mal de Alzheimer. Mas, antes de tudo, você vai descobrir o que são polifenóis e como eles podem ajudar nessa batalha pela saúde do cérebro.

O que são polifenóis?

O vinho possui diversas substâncias benéficas para a saúde geral do organismo. De fato, são nomes que você já deve ter ouvido por aí: resveratrol, quercetina, antocianinas, procianidinas, catequinas, ácido elágico e os polifenóis. No entanto, cada uma delas carrega nutrientes específicos e produzem diferentes benefícios para o corpo humano.

Porém, o que nos interessa com relação ao Alzheimer são substâncias ou moléculas que protegem as células contra a oxidação. Na verdade, podemos comparar a oxidação à ferrugem. Ou seja, ela causa danos permanentes às células. Então, os antioxidantes são moléculas que impedem que as células sejam danificadas assim.

De fato, várias atividades cotidianas geram radicais livres na corrente sanguínea, os causadores da oxidação. Por outro lado, os polifenóis são moléculas antioxidantes que preenchem uma falha causada nas células. Sendo assim, é bom saber que os polifenóis presentes nos vinhos têm a capacidade de auxiliar o organismo a se reparar. Maravilha, não?!

Uso de duas taças de vinho para a prevenção ao Alzheimer

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Diariamente, todas as células do seu corpo fazem uma pequena faxina em suas dependências. Assim, elas colocam para fora o “lixo” resultante de todo trabalho que foi realizado lá dentro. Como resultado, essa sujeira celular cai na corrente sanguínea. Por sua vez, elas vão se juntando em certos pontos do organismo, inclusive no cérebro. Você já sabe o que isso significa, certo? Pois é… elas são parte importante do processo de morte das células cerebrais. Consequentemente, desenvolve-se o Alzheimer.

Por outro lado, os polifenóis (lembra deles?) presentes em duas taças de vinho, são capazes de auxiliar o cérebro a se livrar daquela sujeira celular. Dessa forma, ajuda a prevenir o desenvolvimento da doença. De fato, isso ficou comprovado em testes de laboratório. Nessa ocasião, estudiosos descobriram que altas doses de álcool por longos períodos, causam inflamação no organismo.

Por outro lado, menos doses de álcool, o equivalente a duas taças de vinho, diminuem a inflamação cerebral. Sendo assim, não exagere! A ideia é tomar pouco, mas de forma regular. Mas, qual vinho é mais eficaz em prevenir o Alzheimer?

Vinhos ricos em polifenóis

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Os polifenóis são substâncias encontradas, em grande parte, na pele das uvas escuras. Ou seja, os vinhos tintos possuem mais moléculas antioxidantes do que os vinhos brancos. Porém, mesmo entre os vinhos tintos, existem diferenças da quantidade de polifenóis entre uma variedade de uva e outra.

Na verdade, além da cepa, o local onde elas são cultivadas e até a forma de cultivo podem influenciar nos níveis de polifenóis presentes no vinho final. Aliás, estudos feitos com as mesmas variedades de uvas, cultivadas em diferentes locais, comprovaram que os níveis são bem diferentes. De fato, o terroir parece ser um fator determinante na necessidade das videiras de produzir polifenóis. Além disso, até mesmo a forma e o momento de colheita podem acabar influenciando os níveis deles na bebida, já que o ponto de maturação é vital para a produção da substância.

Sendo assim, não é surpresa entender que cada uva tem em sua composição diferentes quantidades de antioxidantes. Então, a seguir, veja uma pequena lista de uvas que possuem altos níveis de polifenóis, benéficos à saúde e que auxiliam na prevenção do Alzheimer:

  • Tannat (especificamente do Uruguai);
  • Nebbiolo e Oseleta (proveniente da uva Veronese);
  • Sagrantino (da Úmbria);
  • Petit Sirah;
  • Marselan (mistura entre Cabernet Sauvignon e Grenache).

De fato, a certeza é que os vinhos produzidos com uvas de cor bem escura e com bastante taninos, costumam ser as mais ricas em polifenóis. Além disso, apesar de haver um certo consenso em dizer que uvas de casca grossa trazem mais benefícios à saúde, estudos provaram que a Pinot Noir, variedade de uva com pele bem fina, pode apresentar altos níveis de polifenóis também.

Por fim, temos os processo de produção do vinho. Acredite ou não, até mesmo a fermentação tem influência direta sobre quanto dos polifenóis iniciais sobrevivem até a etapa final da produção. Ou seja, ela pode melhorar a concentração de polifenóis. Por outro lado, o processo de adição de açúcar à bebida, diminui a contagem final  deles. Além disso, os vinhos mais velhos sofrem com a perda de polifenóis. Por isso, vinhos mais jovens tendem a ser mais ricos em polifenóis. Então, até aqui já vimos o poder dos antioxidantes presentes nos vinhos de proteger o cérebro contra o mal de Alzheimer. Mas, o que exatamente é o Alzheimer?

O que é Alzheimer?

Alzheimer

Basicamente, o Alzheimer é a morte das células cerebrais. Mas, a doença é muito mais complexa do que isso. Inicialmente, ela foi identificada por um médico alemão, um psiquiatra chamado Aloysius Alzheimer. Por isso, o conjunto de sintomas ganhou seu nome. Entre eles, os mais vistos são perda da memória, dificuldade de comunicação, perda da capacidade de concentração etc. Além disso, foram descritos três estágios de evolução diferentes da doença: leve, moderada e avançada.  Infelizmente, os sintomas são progressivos e debilitantes. No entanto, quando diagnosticada no início, remédios podem ajudar a frear o avanço galopante da doença. Normalmente, em cada estágio de desenvolvimento da doença, certos sintomas podem ser identificados. A seguir, veja como cada um deles se manifesta.

  • Leve

Episódios constantes de perda de memória recente;

Perda de interesse por atividades e diversão;

Aumento da agressividade;

Perda gradual da capacidade de articular frases completas;

Depressão;

Desorientação e perda da noção de tempo e localização;

Dificuldade de tomada de decisões;

Apatia em atividades que eram importantes para a pessoa.

  • Moderada

Maior dificuldade em atividades cotidianas;

Ideias de perseguição;

Perda mais acentuada de memória;

Maior dificuldade de comunicação clara;

Alucinações, incluindo conversas com pessoas que não estão presentes;

Esquecimento de nomes de familiares e datas importantes;

Dependência constante de companhia e cuidados com alimentação e higiene;

Perda da autossuficiência.

  • Grave

Perda considerável da capacidade motora;

Grande perda de memória, incluindo dificuldade de se expressar e de identificar familiares;

Alta dificuldade de deglutição;

Comportamento inadequado constante e incontinência urinária e fecal;

Desorientação profunda;

Maior dependência de cadeira de rodas para locomoção.

Como prevenir o Alzheimer

Alzheimer

Basicamente, a doença é causada pelo envelhecimento do cérebro. Por isso, o estilo de vida conta muito no fator pré-disposição para a doença. Sendo assim, quanto mais você cuidar de seu corpo e mente, menores são as chances de desenvolver o mal. Por isso, veja algumas dicas preciosas para manter sua cabeça em constante movimento:

Tome sol e cuide dos níveis de vitamina D em seu organismo: a Revista Neurology, especializada na área, publicou em 2014 um estudo descrevendo como a deficiência de vitamina D em pessoas idosas estava ligado ao desenvolvimento da doença.

Mantenha seu cérebro ocupado: na verdade, a ideia é aprender coisas novas regularmente. Dessa forma, ele vai estar sempre se renovando e procurando formas de armazenar novas informações. Para isso, leia bastante, aprenda um novo idioma, aprenda a tocar um instrumento, faça palavras cruzadas e monte quebra-cabeças. É divertido e faz bem!

Faça exercícios regularmente: pessoas de idade podem investir em caminhadas diárias, natação qualquer atividade regular. De fato, o ideal é que elas sejam feitas de 03 a 05 vezes por semana.

Faça exames e controle a pressão e o diabetes: infelizmente, esses fatores são os responsáveis pelo aumento em até 50% das chances de desenvolver Alzheimer.

Se alimente bem: a saúde do cérebro depende de nutrientes bem específicos. Na verdade, os melhores para o cérebro são os óleos ricos em Ômega 3, como peixes, por exemplo. Mas, invista também em frutas e vegetais.

O dia mundial de combate ao Alzheimer

Para chamar a atenção e promover as pesquisas e informações sobre a doença, a associação Alzheimer’s Disease International (ADI), criou uma campanha que estabelece o Dia e o Mês Mundial do Alzheimer. Ao mesmo tempo, o objetivo é conscientizar as pessoas sobre o avanço dos sintomas e diminuir o preconceito que gira em torno de vários tipos de demência. Atualmente, existem cerca de 1,2 milhão de casos. Mundialmente, falamos de mais de 35 milhões de pessoas sofrendo com o mal de Alzheimer.

Por isso, é tão importante dar visibilidade ao assunto e criar formas de informar a sociedade sobre comportamentos que podem minimizar as chances de desenvolver a doença debilitante e degenerativa.

Ao mesmo tempo, é bom saber que o vinho, uma bebida tão antiga e tão boa, pode fazer mais do que só nos divertir. De fato, ela pode ajudar na prevenção do mal e ajudar a proteger esse órgão incrível que é nosso maravilhoso cérebro!

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