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Introdução:
Se você é um amante de vinhos em busca dos rótulos mais aclamados do ano, está no lugar certo. Reunimos uma lista dos 11 melhores vinhos pontuados pela crítica especializada em 2025, abrangendo diversas regiões vinícolas renomadas e estilos variados. São tintos encorpados, brancos aromáticos, rosés elegantes e espumantes premiados – todos reconhecidos com altas pontuações por críticos internacionais e medalhas em competições de prestígio.

Neste artigo, exploraremos cada vinho em detalhe, explicando o terroir de origem, as castas (uvas) utilizadas, métodos de produção e características de degustação. Também indicaremos harmonizações ideais para cada rótulo e inseriremos contexto sobre o que torna cada um especial. Prepare sua taça e venha conhecer os vinhos que conquistaram os paladares mais exigentes e figuram entre os mais bem avaliados de 2025.
1. Portada Reserva Vinho Regional Lisboa 2021 – O Tesouro Premiado de Portugal

O Portada Reserva 2021, da região de Lisboa em Portugal, é um vinho tinto que vem acumulando elogios e medalhas de ouro mundo afora. Produzido pela vinícola DFJ Vinhos (eleita Melhor Produtor de Portugal em 2017 no Berliner Wine Trophy e listada entre as Top 5 Vinícolas Europeias pela Wine Enthusiast), este vinho carrega toda a tradição e excelência da viticultura portuguesa. Seu corte envolve castas típicas como Touriga Nacional e Alicante Bouschet, entre outras, resultando em um tinto de perfil complexo. Após aproximadamente 3 meses em barricas novas de carvalho francês e descanso em garrafa, ele atinge notável equilíbrio entre fruta e madeira. Não à toa, o Portada Reserva exibe um currículo impressionante de premiações, incluindo medalhas de ouro em concursos internacionais como Las Vegas Global Wine Awards, Sakura Women’s Wine Awards no Japão e Portugal Wine Trophy, comprovando seu destaque entre os vinhos portugueses premiados.
No visual, apresenta um lindo tom vermelho-rubi brilhante. Os aromas são intensos e frutados – remetendo a frutas vermelhas maduras, como ameixa e cereja, entrelaçadas a delicadas notas de especiarias e um leve toque de tabaco proveniente da maturação em carvalho. Em boca, o Portada Reserva 2021 mostra-se estruturado e aveludado, com taninos macios e boa acidez, entregando sabores ricos de frutas negras, nuances de chocolate e especiarias doces. É um vinho de paladar persistente, cujo corpo médio a encorpado agrada tanto apreciadores iniciantes quanto conhecedores experientes. Seu estilo meio seco realça a fruta presente e a suavidade dos taninos, tornando cada gole envolvente.
A harmonização versátil é outro trunfo deste rótulo. O Portada Reserva acompanha muito bem carnes vermelhas grelhadas, ensopados de carne ou cordeiro, além de carnes brancas assadas. Pratos da cozinha mediterrânea, como moussaka ou uma lasanha de berinjela, também encontram nele um ótimo par. Queijos curados de média cura ou semiduros (como um bom queijo manchego ou um queijo da Serra da Estrela) ressaltam seus aromas frutados. Servido na temperatura ideal entre 16°C e 18°C, revela todas as suas camadas de sabor. Com tantos atributos e prêmios, o Portada Reserva Vinho Regional Lisboa 2021 se consolida como um dos melhores vinhos pontuados de Portugal em 2025, um verdadeiro tesouro enológico lusitano que merece um lugar especial na adega.
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2. Angélica Zapata Malbec Alta 2020 – Elegância Argentina em Altas Pontuações

Da prestigiada vinícola Catena Zapata na Argentina, o Angélica Zapata Malbec Alta 2020 é um tinto emblemático que homenageia a história da família Catena e a essência do terroir de Mendoza. Elaborado 100% com uvas Malbec de vinhedos de altitude, este vinho tem conquistado a crítica internacional: recebeu 94 pontos de James Suckling e 93 pontos de Robert Parker – The Wine Advocate, destacando-se como um dos malbecs mais bem pontuados do ano. A combinação de vinhas plantadas em altitudes elevadas (que proporcionam dias quentes e noites frias) com a expertise enológica da Catena resulta em um Malbec de classe mundial – encorpado, complexo e extremamente equilibrado. É o tipo de vinho que representa a excelência argentina, frequentemente mencionado entre os vinhos argentinos de topo.
No terroir de Mendoza, especialmente em vinhedos de altitude na região de Luján de Cuyo e Vale do Uco, a Malbec desenvolve características únicas. O Angélica Zapata Malbec Alta 2020 reflete isso em seus aromas intensos de frutas escuras maduras (ameixas pretas e cerejas negras), acompanhados de elegantes notas florais de violeta. Há também toques sutis de baunilha e caramelo, resultado de um cuidadoso amadurecimento de 18 meses em barricas de carvalho francês. Na boca, esse Malbec é encorpado e sedoso: apresenta taninos macios e bem integrados, uma acidez equilibrada e sabores profundos de frutas negras, chocolate amargo e especiarias doces. O final de boca é longo, marcado por notas de cacau e um leve tostado, indicando a alta qualidade da madeira usada e sua correta evolução na garrafa. Visualmente, exibe uma cor rubi violácea intensa, quase impenetrável, típica de um Malbec de alta concentração.
Para harmonização, o Angélica Zapata Malbec Alta é um curinga quando se pensa em pratos ricos em sabor. É perfeito para acompanhar carnes vermelhas – um bife de chorizo grelhado ou um suculento assado de tira argentino serão parcerias clássicas. Carnes de cordeiro assadas com ervas também realçam sua complexidade, assim como massas com molhos intensos à base de tomate e funghi. Pratos regionais, como um ojo de bife mal passado ou um churrasco bem temperado, encontrarão neste vinho um parceiro à altura, já que sua estrutura sustenta bem pratos gordurosos e proteicos. Queijos duros e curados (como grana padano ou parmesão envelhecido) são outra ótima pedida, equilibrando a fruta do vinho com salgados e umami. Servir entre 16°C e 18°C permite que os aromas se abram e os sabores se mostrem em plenitude. Com grande potencial de guarda (até 10 anos ou mais), este Malbec Alta promete evoluir ainda mais, mas já brilha agora como um dos melhores vinhos pontuados de Mendoza em 2025, simbolizando a sofisticação dos tintos argentinos.
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3. Nero Reale Primitivo di Manduria DOC 2022 – A Essência da Puglia com Selo de Excelência

Da região da Puglia, no sul da Itália, apresentamos o Nero Reale Primitivo di Manduria DOC 2022, um vinho tinto poderoso que expressa toda a riqueza do terroir de Manduria. Feito 100% da uva Primitivo – casta conhecida por gerar vinhos intensos e concentrados – este rótulo ganhou destaque significativo ao receber 94 pontos do crítico Luca Maroni, uma das notas mais altas para um Primitivo nesta safra. Além disso, a vinícola responsável, Angelo Rocca e Figli, foi reconhecida como Melhor Produtor (até 100 hectares) em 2018 pelo conceituado concurso Mundus Vini (DWM), atestando a qualidade consistente de sua produção. Com credenciais tão sólidas, o Nero Reale 2022 figura entre os vinhos italianos mais pontuados do ano e promete uma verdadeira viagem sensorial ao coração do sul da Itália.
O terroir de Manduria, em Salento (extremo sul da Puglia), confere características marcantes a este vinho. O clima quente, ensolarado, moderado pela brisa marítima do Adriático e Jônico, permite à uva Primitivo atingir maturação plena, acumulando açúcares e aromas intensos. O Nero Reale 2022 apresenta uma cor vermelho-rubi profunda e lágrimas densas na taça. Seus aromas são opulentos: muita fruta madura (amoras em compota, figos secos e cerejas pretas) e notas adocicadas de baunilha, cacau e especiarias doces, como canela, provenientes do estágio em madeira. Há também um leve toque de licor de amêndoa e tostado, que agrega complexidade. Em boca, ele impressiona pelo corpo envolvente e textura aveludada. Os taninos são redondos e maduros – típicos de um Primitivo bem trabalhado – proporcionando uma sensação macia apesar da alta estrutura. O sabor confirma as frutas escuras concentradas e acrescenta nuances de chocolate amargo, café e um sutil tom de herbáceo mediterrâneo (alecrim seco, tabaco). A acidez moderada equilibra o dulçor da fruta, evitando que o vinho fique pesado no paladar, e o final é longo e persistente, deixando um rastro de frutas passas e leve picância.
Quando o assunto é harmonização, o Nero Reale Primitivo di Manduria é um verdadeiro coringa para pratos robustos. Sua potência casa perfeitamente com carnes de caça – experimente com um javali assado ou um ensopado de cordeiro com ervas italianas. Carnes vermelhas grelhadas, como uma bisteca fiorentina ou um bife ancho mal passado, são elevadas a outro patamar com este vinho ao lado, já que seus taninos domam a suculência e gordura da carne. Massas com molhos vermelhos intensos (ragu de linguiça, lasanha à bolonhesa) e pizzas de sabores fortes (calabresa, funghi) harmonizam muito bem com a fruta e acidez do Primitivo. Queijos duros de longa cura, tipo Grana Padano ou Pecorino, também criam um interessante contraste, ressaltando o caráter frutado do vinho. Por ser meio seco, com leve maciez residual, ele não exagera no dulçor e mantém versatilidade à mesa. Servi-lo em torno de 16°C permite apreciar melhor seus aromas complexos. Em suma, o Nero Reale 2022 entrega a essência da Puglia em cada taça – um tinto premiado que une tradição (a Primitivo de Manduria é um ícone local) e modernidade na vinificação, merecidamente listado entre os melhores do ano.
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4. DV Catena Adrianna Vineyard Malbec 2021 – O Malbec de Altitude que Encantou os Especialistas

Mais um representante de peso da Argentina, o DV Catena Adrianna Vineyard Malbec 2021 captura a atenção dos enófilos por sua origem ilustre e projeção de altíssima qualidade. Produzido pela família Catena Zapata – referência máxima em vinhos de Mendoza – este Malbec nasce de uvas cultivadas no excepcional vinhedo Adrianna, localizado em Gualtallary, no Vale do Uco. Os vinhedos Adrianna são plantados a cerca de 1.450 metros de altitude, o que lhes vale o apelido de “Grand Cru” da América do Sul, graças às condições únicas de solo calcário e clima fresco. Embora a safra 2021 ainda esteja conquistando suas avaliações, há indícios promissores: a safra anterior deste mesmo rótulo recebeu impressionantes 96 pontos de James Suckling e 95 pontos de Tim Atkin, renomados críticos, sugerindo que o 2021 manterá o altíssimo nível. Com tamanha expectativa e um terroir tão especial, esse vinho consolida-se facilmente entre os melhores vinhos pontuados do ano, representando o auge do Malbec de altitude argentino.
O diferencial do DV Catena Adrianna Vineyard está no terroir de Gualtallary. A combinação de solos calcários (raros em Mendoza, que em grande parte tem solos aluviais) com a ampla amplitude térmica das montanhas confere ao vinho um caráter singular. O resultado é um Malbec de grande concentração aromática e frescor notável. No nariz, o 2021 apresenta aromas elegantes e potentes: muita fruta negra (amoras silvestres, cassis) e frutas azuis como mirtilos, junto a delicadas notas florais de violeta – marca registrada dos Malbecs de altitude. Também surgem nuances minerais de grafite e um leve defumado. Na boca, é encorpado e refinado. Os taninos são firmes porém aveludados, de grão finíssimo, proporcionando uma estrutura robusta sem aspereza. A acidez vibrante – preservada pelo clima mais frio das alturas – equilibra a alta maturação da fruta, dando uma energia e tensão ao paladar. Cada gole revela camadas de sabor: frutas escuras maduras, ameixa preta, notas florais, toques de especiarias e um final levemente mineral, lembrando pedra molhada ou giz, característica oriunda do solo calcário. O estágio de aproximadamente 12 meses em barricas francesas de alta qualidade contribui adicionando notas sutis de baunilha, cedro e chocolate amargo, sem mascarar o caráter do terroir. Visualmente, exibe um tom violáceo profundo e brilhante, denotando juventude e concentração.
A harmonização com esse Malbec de alta gama pede preparações à altura de sua estrutura e complexidade. Carnes vermelhas grelhadas são escolha natural – um suculento churrasco argentino, churrascos como bife de chorizo ou assado de tira, realçam as notas frutadas e a estrutura tânica do vinho. Cordeiro assado com ervas (alecrim, tomilho) casa perfeitamente, já que a gordura e o sabor marcante da carne são equilibrados pela acidez e pelos taninos firmes. Pratos de caça, como paleta de javali ou carnes de caça de pelo em molhos ricos, também encontram neste Malbec um parceiro à altura, pois ele aguenta sabores fortes. Para uma opção vegetariana robusta, cogumelos portobello grelhados ou um risoto de funghi porcini trufado harmonizam com as nuances terrosas e o corpo do vinho. Além disso, queijos curados e duros (tipo um bom queijo da Serra ou um provolone maturado) fazem um contraponto interessante, ressaltando a fruta e limpando o paladar entre os goles. Recomenda-se servir o DV Catena Adrianna Vineyard entre 16°C e 18°C e decantá-lo por uns 30 minutos antes do consumo, para que abra toda sua paleta aromática. Com potencial de guarda de 10 a 15 anos, este vinho não apenas impressiona agora, mas promete evoluir magnificamente, reafirmando o legado da Catena Zapata e o status de Mendoza como berço de vinhos malbec excepcionais.
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5. Terre da Vino Barolo DOCG 2020 – O “Rei dos Vinhos” do Piemonte em Grande Forma

Nenhuma lista de vinhos pontuados estaria completa sem um clássico Barolo italiano. O Terre da Vino Barolo DOCG 2020 traz na taça toda a imponência do chamado “rei dos vinhos”. Originário do Piemonte, nordeste da Itália, este tinto é elaborado 100% com a nobre uva Nebbiolo e carrega a denominação Barolo DOCG, sinônimo de tradição e qualidade rigorosa. Nesta safra 2020, o rótulo obteve 92 pontos no Annuario dei Migliori Vini Italiani, guia do crítico Luca Maroni, destacando-se entre os Barolos bem avaliados do ano. Além da pontuação, ostenta o selo de Vinícola Sustentável, refletindo o compromisso da Terre da Vino com práticas sustentáveis na viticultura – um aspecto cada vez mais valorizado pela crítica especializada. Preparado com longo amadurecimento (requisito dos grandes Barolos) e muita atenção aos detalhes, este vinho representa a excelência do terroir piemontês, merecendo seu lugar entre os melhores vinhos tintos pontuados de 2025.
Elaborar um Barolo de alta qualidade requer tempo e paciência, e o Terre da Vino 2020 não foge à regra. Após a fermentação, ele amadurece por 24 meses em barricas de carvalho, período em que a potência dos taninos da Nebbiolo se amacia e o vinho desenvolve complexidade aromática. No visual, apresenta um vermelho-rubi intenso com reflexos granada alaranjados nas bordas – característica típica de Barolos mais jovens, que tendem a ganhar tons mais alaranjados com a idade. O buquê aromático é refinado e sedutor: notas de flores secas (rosas e violetas desidratadas) se mesclam a frutas vermelhas como cerejas e framboesas maduras. Também há um intrigante componente de especiarias e alcaçuz, além de toques terrosos e de trufa branca – marca do terroir de Langhe. Ao oxigenar a taça, surgem notas de tabaco, couro macio e um leve toque mentolado. Em boca, o vinho é encorpado, robusto e estruturado. Os taninos são intensos e firmes, porém já demonstram certa maciez e elegância, preenchendo o paladar por completo. A acidez vibrante – fundamental na Nebbiolo – traz frescor e prolonga o final. Sabores de frutas vermelhas maduras, chá preto e especiarias dominam, com um retrogosto longo lembrando café e ervas aromáticas. É um Barolo jovem que entrega potência e finesse simultaneamente, com excelente equilíbrio entre força e elegância. Vale ressaltar que esse rótulo tem potencial de guarda até 2031 ou além; com mais alguns anos em adega, seus taninos vão domar-se ainda mais e os sabores se tornarão ainda mais harmônicos.
Para harmonização, pense em pratos igualmente tradicionais e intensos. Clássicos pratos piemonteses seriam a companhia ideal – por exemplo, um brasato al Barolo (carne de panela cozida lentamente no próprio Barolo) seria quase óbvio e sublime. Mas de modo geral, carnes de sabores marcantes e textura firme são perfeitas para enfrentar os taninos: carnes de caça (javali, veado) assadas ou ensopadas com ervas, cordeiro em molhos ricos ou um ossobuco ao estilo milanês caem muito bem. Carnes vermelhas bem estruturadas, como uma rabada ao vinho, filé mignon ao molho de vinho e cogumelos, ou um entrecôte grelhado malpassado, são elevadas pelo Barolo – seus taninos limpam a gordura da carne e a acidez destaca os sabores do prato. Massas com ragù (molho de carne) ou funghi também harmonizam de forma maravilhosa; imagine um tagliatelle ao ragù de carne de caça ou um risoto de funghi porcini: a terra do cogumelo conversa com as notas terrosas e de trufa do vinho. Queijos duros e envelhecidos do Piemonte, como um bom Parmigiano Reggiano de longa maturação ou um Pecorino trufado, complementam a experiência, realçando a fruta e a estrutura do Barolo. Sirva preferencialmente em torno de 18°C, de preferência decantando por uns 60 minutos antes, para liberar toda a complexidade aromática. O Terre da Vino Barolo DOCG 2020 comprova por que o Barolo é chamado de rei – é tradição líquida, traduzida em pontuações altas e aplausos da crítica, e com certeza um destaque obrigatório na adega dos apreciadores de grandes vinhos italianos.
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6. Grande Alberone Vino Rosso d’Italia – Potência e Premiação em um Só Blend

O Grande Alberone Vino Rosso d’Italia é um tinto italiano singular que vem conquistando admiradores pela sua combinação de tradição e inovação, além de um currículo invejável de premiações. Ele é classificado simplesmente como Vino Rosso d’Italia (Vinho Tinto da Itália) por ser um corte multirregional, ou seja, reúne uvas de diferentes regiões italianas em uma só garrafa. Esse blend reúne quatro castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Primitivo e Teroldego – cada uma contribuindo com suas características para criar um vinho harmonioso e complexo. Produzido pela renomada vinícola Provinco Italia, sob comando do enólogo Loris Delvai, o Grande Alberone carrega o selo de qualidade de uma empresa que foi eleita Melhor Produtor no Berliner Wine Trophy 2018. Não bastasse isso, este vinho específico orgulha-se de ter recebido 94 pontos de Luca Maroni (em avaliação recente) e 91 pontos da revista Falstaff, além de múltiplas medalhas de ouro em competições internacionais (como no próprio Berliner Wine Trophy e na Sélection Mondiale no Canadá). Com tantos reconhecimentos, não há dúvida de que figura entre os vinhos italianos pontuados de maior destaque em 2025, chamando atenção especialmente dos apreciadores de blends encorpados e aveludados.
Uma das razões do sucesso do Grande Alberone está em seu assemblage bem equilibrado. Cada uva desempenha um papel: a Merlot aporta maciez e notas de ameixa madura; a Cabernet Sauvignon agrega estrutura tânica, acidez e aromas de cassis e especiarias; a Primitivo (prima-irmã da Zinfandel) contribui com seu caráter frutado intenso, alto teor alcoólico e toques de geleia de frutas; já a Teroldego (uva do norte italiano, do Trentino) fecha o corte trazendo cor profunda, taninos firmes e um leve perfume de frutas silvestres. O resultado é um vinho de cor vermelho-granada intenso, com reflexos violáceos, bastante atraente na taça. No nariz, o Grande Alberone é rico e convidativo: abundam as frutas vermelhas e negras maduras (amora, cereja em calda, morango confitado) entrelaçadas com notas de chocolate e toques de tabaco doce. Também se percebem notas sutis de especiarias, como pimenta-do-reino e baunilha, derivadas de um breve estágio em barricas de carvalho. Em boca, entrega exatamente o que o aroma promete: é potente, saboroso e persistente. O ataque inicial traz a doçura da fruta madura, mas logo entra em cena uma estrutura de taninos médios a altos, porém macios, dando um corpo aveludado ao vinho. A acidez está na medida, garantindo que mesmo com toda a maturação de fruta ele não seja enjoativo. Há camadas de sabores – compota de frutas do bosque, cacau, café leve e especiarias picantes – culminando num final longo, levemente adocicado e muito agradável, que deixa um eco frutado no palato.
Pela sua personalidade robusta, o Grande Alberone pede harmonizações igualmente cheias de sabor. É perfeito para acompanhar carnes vermelhas em preparações variadas: um filé mignon ao molho de pimenta, um churrasco bem temperado ou um ragù de carne bovina vão ficar sublimes ao lado deste vinho, pois a intensidade de ambos se equilibra. Pratos de caça, como um ensopado de javali com polenta ou uma carne de panela de cordeiro com ervas, harmonizam com as notas terrosas e o corpo do vinho, domando seus taninos. A cozinha italiana clássica é par natural: pense em uma lasanha bolonhesa, um tagliatelle ao ragù de costela ou mesmo uma pizza gourmet de calabresa picante – o molho de tomate e as especiarias vão casar bem com a fruta e acidez do vinho. Também vai bem com queijos curados de sabor forte, tipo parmesão, pecorino ou até um bom provolone, que ressaltam a nuance de chocolate do vinho e combinam com seu toque de doçura residual (ele é meio seco, com leve suavidade). Dada a sua potência, aconselha-se servir por volta de 15°C a 16°C (um pouco abaixo da temperatura ambiente) para evidenciar a fruta e manter a estrutura tanino/álcool sob controle. Em resumo, o Grande Alberone Vino Rosso d’Italia é um verdadeiro achado enológico, unindo diversas regiões italianas numa garrafa repleta de prêmios e altas pontuações. Se você busca um tinto versátil, aveludado e altamente reconhecido pela crítica, este rótulo é parada obrigatória.
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7. Portada Winemaker’s Selection Rosé 2023 – O Rosé Português que Une Finesse e Versatilidade

Nem só de tintos vive o mundo do vinho pontuado – os rosés também conquistam seu espaço de prestígio. O Portada Winemaker’s Selection Rosé 2023 é um exemplar de vinho rosé português que combina sofisticação, frescor e ótimo equilíbrio, agradando críticos e consumidores. Elaborado pela DFJ Vinhos na região de Lisboa, este rosé é resultado de um corte inusitado de uvas tintas e brancas, incluindo Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Shiraz (Syrah), Caladoc e Castelão, entre outras. Essa mescla criativa de castas confere um perfil aromático complexo e uma linda tonalidade rosa com nuances de ameixa. Embora não ostente uma pontuação numérica específica de um crítico como Parker ou Suckling, o Portada Rosé se beneficia do renome de sua vinícola: a DFJ foi premiada como dissemos (Melhor Produtor de Portugal 2017 no Berliner Wine Trophy e top 5 da Europa pela Wine Enthusiast), o que atesta a qualidade por trás deste rótulo. O vinho tem se destacado em degustações às cegas, figurando entre os melhores rosés custo-benefício do mercado e recebendo menções honrosas pela crítica nacional pela sua expressão de terroir e equilibrio gustativo.
No quesito vinificação, o Portada Winemaker’s Selection Rosé 2023 passa por prensagem suave das uvas tintas com contato breve com as cascas, apenas o suficiente para extrair a coloração rosa delicada e os aromas frutados, sem pegar taninos excessivos. Em seguida, fermenta em tanques de inox a baixas temperaturas para preservar o frescor aromático. O resultado é um rosé de aromas cativantes: destaca-se o perfume de frutas vermelhas frescas, como morangos e framboesas, além de notas de maçã verde e um leve floral. Há também um sutil toque mineral, possivelmente vindo dos solos calcários da região de Lisboa. Na boca, é leve, refrescante e muito saboroso. Apresenta uma acidez vibrante que traz vivacidade, equilibrada por uma sensação aveludada de frutas maduras. Apesar de seco/demi-sec (meio seco, com pouquíssimo açúcar residual), tem uma maciez que o torna fácil de beber e bastante versátil. Os sabores confirmam as frutas vermelhas (framboesa, cereja) e trazem um eco cítrico, lembrando grapefruit rosa, que prolonga a sensação de frescor no final. O teor alcoólico em torno de 12% vol. é moderado, contribuindo para a sensação leve e descontraída, mas o vinho exibe estrutura suficiente para não passar despercebido ao paladar dos mais exigentes.
O pulo do gato desse rosé está na harmonização. Por ser equilibrado entre fruta, acidez e leveza, ele acompanha desde petiscos até pratos mais elaborados. Se a ideia for beliscar, combine-o com aperitivos como queijos de cabra cremosos, carpaccios, bruschettas de tomate e manjericão ou tábuas de charcutaria leve (presunto cru, salame pouco condimentado). Em pratos principais, ele brilha com carnes brancas: um frango grelhado com salada, peru ao molho de ervas ou mesmo um lombo suíno assado ficam excelentes ao lado deste rosé, pois o vinho não sobrepuja a delicadeza das carnes claras. Frutos do mar são companhia natural – experimente com camarões ao alho e óleo, salmão selado ou sushi e sashimi: a acidez limpa o paladar da gordura do peixe e realça o sabor do mar. Pratos da culinária oriental, como um pad thai de camarão ou um ceviche peruano, harmonizam maravilhosamente graças ao frescor cítrico do vinho. Até algumas opções vegetarianas, como uma salada mediterrânea com queijo feta, quiche de legumes ou pratos à base de cogumelos, encontram no Portada Rosé um par à altura, já que ele realça os sabores sem dominá-los. Sirva bem gelado, por volta de 8°C a 10°C, para aproveitar todo seu vigor aromático e refrescância – sobretudo em dias quentes, ele é um verdadeiro convite a brindar. Em resumo, o Portada Winemaker’s Selection Rosé 2023 comprova que vinhos rosés também podem figurar entre os melhores vinhos pontuados (ainda que indiretamente, via reconhecimento da vinícola) graças à sua qualidade enológica. Ele entrega a alma vibrante de Lisboa em cada gole, sendo ao mesmo tempo sofisticado e descomplicado – um must-have para quem aprecia rosés de alto nível.
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8. Adega de Monção Vinho Verde Alvarinho 2023 – Tradição e Frescor Premiados do Minho

Representando os vinhos brancos de destaque, trazemos o Adega de Monção Vinho Verde Alvarinho 2023, um legítimo Vinho Verde português que conquistou paladares pela sua autenticidade e qualidade. Produzido pela Adega Cooperativa Regional de Monção, este branco reúne as duas castas emblemáticas da sub-região de Monção e Melgaço: Alvarinho e Trajadura (cada uma compondo 50% do corte). O resultado é um vinho refrescante e aromático, que mantém o caráter típico dos vinhos verdes com um toque de sofisticação. A crítica especializada tem reconhecido essa excelência: em edições passadas, o Adega de Monção já foi listado entre os Top 50 Grandes Vinhos de Portugal no Reino Unido (guia de 2011) e a safra atual ostenta medalhas como Ouro no China Wine & Spirits Awards. Além disso, o vinho obteve 90 pontos na revista Wine & Spirits e 87 pontos na Wine Enthusiast (com selo Best Buy de compra recomendada), colocando-se como um dos vinhos brancos pontuados mais interessantes de 2023 no panorama português. Tais láureas confirmam que tradição e qualidade andam lado a lado neste rótulo venerado.
Elaborado na região do Minho, noroeste de Portugal, este Vinho Verde capta a essência do terroir local. As uvas Alvarinho e Trajadura de Monção e Melgaço beneficiam-se de um clima temperado atlântico – com boa chuva e dias moderadamente quentes – e de solos graníticos, produzindo vinhos de ótima acidez e exuberância aromática. No caso do Adega de Monção 2023, temos um vinho de cor citrina (amarelo claro com reflexos esverdeados) muito brilhante. No nariz, é intenso e cativante: notas de frutas de pomar como pêssego, alperce (damasco) e pera fresca são acompanhadas por nuances delicadas de flores brancas e um leve toque cítrico (limão e tangerina). Essas notas jovens e frutadas são típicas da uva Alvarinho, conhecida por seu perfil aromático marcante. Em segundo plano, percebe-se uma mineralidade sutil, quase salina, que acrescenta complexidade. Ao provar, o vinho é leve a médio no corpo, seco e muito refrescante. A alta acidez vibrante, marca registrada dos Vinhos Verdes, desperta as papilas e confere grande vivacidade ao paladar. Essa acidez equilibrada pelo sabor frutado gera uma sensação de harmonia: sabores de frutas cítricas e tropicais (limão siciliano, maracujá suave) combinam-se com notas de maçã verde e aquele pêssego maduro percebido no aroma. Apesar da leveza (teor alcoólico em torno de 11-12%), o vinho tem persistência surpreendente, deixando um retrogosto frutado e mineral agradável, seco e limpo. Muitas vezes, vinhos verdes apresentam um leve frisante natural – naquele spritz característico. No Adega de Monção, essa ligeira pétillance (percepção de agulha) pode aparecer sutilmente, acentuando ainda mais a sensação de frescor.
Quando se trata de harmonização, o Adega de Monção Alvarinho 2023 é extremamente versátil com pratos leves e sabores do mar. Sendo um branco seco de excelente acidez, ele realça o sabor de frutos do mar e peixes como poucos. Ostras frescas com umas gotas de limão, mariscos ao vapor ou um ceviche de peixe branco combinam esplendidamente – a acidez do vinho complementa a suculência do marisco e “cozinha” o cítrico do ceviche no paladar. Peixes grelhados ou assados, como um robalo ao sal grosso, bacalhau grelhado ou sardinhas assadas (típicas portuguesas), pedem um gole deste Alvarinho para cortar a gordura e intensificar os sabores. Pratos de camarão – seja ao alho e óleo, empanado ou na moranga com requeijão – harmonizam muito bem, já que o toque frutado do vinho complementa a doçura natural do camarão. Em se tratando de aperitivos, esse Vinho Verde é praticamente um curinga: serve como welcome drink e acompanha canapés, saladas verdes com frutas, queijos frescos (experimente com queijo de cabra cremoso, feta ou queijo minas frescal temperado com ervas) e até sushis. Carnes brancas leves, como um frango grelhado com limão ou um peru ao molho de laranja, também casam com sua paleta aromática delicada. Ele é perfeito para ocasiões informais, reuniões ao ar livre e almoços de verão, onde sua temperatura de serviço ideal, em torno de 8°C a 10°C, mantém tudo refrescante. Vale destacar que a Adega de Monção, fundada em 1958, foi responsável por alçar a uva Alvarinho ao estrelato, sendo pioneira em demonstrar o potencial dessa casta. O rótulo 2023 honra esse legado com louvor, ostentando suas medalhas e pontuações como prova de qualidade. Se você busca um branco vibrante, típico e bem cotado pela crítica, este Vinho Verde Alvarinho é parada obrigatória.
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9. Hermann Bossa N°4 Moscatel – O Espumante Doce Brasileiro que Conquistou Sorrisos e Taças

Partindo agora para o mundo das borbulhas, destacamos um espumante brasileiro doce que vem chamando atenção: o Hermann Espumante Bossa Moscatel N°4. Produzido pela Vinícola Hermann na Serra Gaúcha (Rio Grande do Sul), esse espumante moscatel traz a alegria e tropicalidade brasileiras em cada brinde. Elaborado pelo método Charmat (fermentação em tanques de inox), com as aromáticas uvas Moscato Bianco, Moscato Giallo e Malvasia de Cândia, o Bossa Nº 4 é classificado como espumante Moscatel (doce e de baixo teor alcoólico). Apesar de não ser comum vermos espumantes doces figurando em listas de mais pontuados, este rótulo ganhou destaque por sua qualidade excepcional dentro do estilo: em publicações nacionais de 2024 e 2025, ele foi mencionado entre os melhores moscatéis do Brasil e recebeu elogios de sommeliers pela sua tipicidade e equilíbrio entre açúcar e acidez. A Vinícola Hermann, embora jovem, carrega prêmios regionais e já foi reconhecida em concursos nacionais de espumantes, construindo reputação que respalda o brilho deste produto. Com cerca de 7,5% de álcool apenas, o Hermann Bossa é leve e festivo, fazendo sucesso tanto com o público quanto agradando críticos que apreciam um espumante bem feito em sua categoria.
O nome “Bossa” evoca a bossa nova, e realmente este espumante tem uma pegada musical e descontraída. Na taça, apresenta uma cor limão claro e brilhante, com perlage (borbulhas) fina e abundante. Os aromas saltam alegremente: é extremamente perfumado e tropical. Notas de frutas tropicais doces como abacaxi maduro, manga e melão se misturam a toques de frutas brancas (pêssego, uva fresca) e um intenso aroma floral de flores de laranjeira e jasmim, característico das uvas Moscato. Há também um dulçor melado no nariz, lembrando mel e geleia de laranja, porém sem qualquer traço enjoativo. Em boca, a primeira sensação é de cremosidade e leveza: o Bossa Nº 4 tem uma espuma macia que acaricia o paladar. O paladar é doce, porém equilibrado – graças a uma acidez marcante que impede o açúcar de se tornar excessivo. Sabores de pêssego em calda, lichia e melão dominam, seguidos por notas de mel e leve cítrico de tangerina. É um espumante frutado e refrescante, em que o dulçor (considerável, por ser Moscatel) vem acompanhado de tanta fruta e acidez que o conjunto se torna harmonioso e nada cansativo. O final de boca é delicado, deixando traços de flor de mel e um frescor limonado. Por suas características, não precisa envelhecer – é para ser bebido jovem, aproveitando toda a vivacidade aromática das uvas moscatel recém-fermentadas.
Quando pensamos em harmonização, este tipo de espumante doce é naturalmente voltado para sobremesas e momentos de celebração descontraída. O Hermann Bossa Moscatel brilha com sobremesas frutadas: tortas de frutas, mousse de maracujá, salada de frutas com sorvete, um pavê de pêssego ou mesmo uma tradicional cheesecake com calda de frutas vermelhas ficarão divinos ao lado do espumante, já que sua doçura e acidez combinam com o açúcar da sobremesa sem perder o frescor. Sobremesas à base de citrinos (torta de limão, bolo de laranja) também casam muito bem, pois a acidez do vinho complementa os sabores cítricos. Outra dica deliciosa é harmonizá-lo com panetone ou colomba de frutas cristalizadas – a época de festas de fim de ano na Itália e no Brasil costuma ver essa combinação, onde as frutas secas e glacê do panetone encontram eco nas notas frutadas do Moscatel. Se quiser ousar, experimente com cozinha Thai ou indiana de pimenta moderada: pratos agridoce e levemente picantes (por exemplo, frango xadrez ou curry de abóbora) criam um contraste interessante, onde o doce do espumante ameniza a pimenta e os aromas florais combinam com os temperos – um jogo de sweet and spicy bem agradável. Além das harmonizações, não podemos esquecer que este espumante é perfeito sozinho, para um brinde de boas-vindas ou um fim de tarde na piscina, graças ao seu teor alcoólico baixo e caráter refrescante. Sirva-o bem gelado, em torno de 5°C a 6°C, para realçar as borbulhas e aromas. Por fim, vale ressaltar a crescente qualidade dos espumantes brasileiros: a Serra Gaúcha já é reconhecida mundialmente por seus espumantes, e a Vinícola Hermann mostra que sabe honrar essa fama. O Bossa N°4 Moscatel, mesmo doce, ganhou status de estrela, provando que um vinho de estilo leve e adocicado também pode estar entre os melhores vinhos pontuados em guias especializados, dentro de sua categoria. É a escolha ideal para adicionar doçura e alegria às suas comemorações.
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10. Massimo Pedrucci Extra Brut – A Excelência Artesanal da Serra Gaúcha em Cada Bolha

Mantendo o foco nos espumantes brasileiros de alto nível, não poderíamos deixar de incluir o Massimo Pedrucci Extra Brut, um espumante que reflete a elegância do terroir da Serra Gaúcha aliada à tradição do método clássico (Champenoise). Produzido pela boutique vinícola Casa Pedrucci, em Garibaldi (RS) – cidade conhecida como a capital brasileira do espumante – este rótulo exibe pedigree de sobra. A Casa Pedrucci é famosa por sua produção artesanal limitada, com atenção extrema à qualidade, e acumula mais de 150 prêmios internacionais em concursos de vinhos espumantes, o que atesta sua excelência. O Massimo Pedrucci Extra Brut, em particular, já foi medalhista em competições e recebe elogios por críticos nacionais pela sua fineza e estrutura. Embora espumantes raramente tenham “pontuações Parker/Suckling” divulgadas, este rótulo figura constantemente em degustações entre os top espumantes brasileiros e foi recomendado em guias como um dos melhores Extra Bruts do país. Ele é elaborado a partir de um blend de uvas clássicas: Chardonnay, Riesling Itálico, Trebbiano e um toque de Glera (a uva do Prosecco, aqui também chamada de Prosecco), fermentado na própria garrafa e maturado sur lie (sobre as borras) por 12 meses. O resultado? Um espumante complexo, seco e gastronômico, que já nasce pronto para competir com bons champanhes a uma fração do preço.
No visual, o Massimo Pedrucci Extra Brut apresenta uma tonalidade amarelo-palha brilhante, com reflexos dourados sutis, e uma perlage fina, constante e muito persistente – indicador da qualidade da segunda fermentação e do tempo de autólise das leveduras. Ao servir, forma aquela coroa de espuma elegante na taça. No olfato, encanta pela complexidade aromática: há um mix de notas frutadas e de padaria. Percebem-se aromas de frutas cítricas (limão siciliano, grapefruit) e frutas de pomar (maçã verde, pera) vindos principalmente da Chardonnay e Glera, combinados a toques de frutas tropicais como abacaxi e um leve maracujá do Riesling Itálico. Em paralelo, surgem atraentes notas de amêndoas tostadas, pão fresco, brioche e leve tostado, resultado do contato prolongado com as leveduras na garrafa (o chamado autólise, que confere aqueles aromas de panificação semelhantes aos de Champagne). Há ainda um sutil perfume floral e mineral, remetendo a flores brancas e giz molhado, que agregam elegância. Na boca, o espumante é seco (Extra Brut), cremoso e refinado. O primeiro impacto é de mousse cremosa e efervescência delicada que preenche o paladar. Em seguida, sabores cítricos e de maçã aparecem, seguidos por notas de torrada, frutos secos (avelã, noz) e um ligeiro mel no fundo – embora seja Extra Brut, a impressão de mel vem do álcool e fruta madura, não de açúcar. A acidez é alta e vibrante, característica essencial para um espumante gastronômico, garantindo frescor e limpeza ao final de boca. Com 12% de álcool, tem corpo médio e excelente equilíbrio; o final é longo e seco, deixando um retrogosto de frutas secas e mineral salivante, pedindo o próximo gole. É notável como este espumante une a finesse de um bom Champagne (devido ao método tradicional e autólise) com a fruta tropical do terroir brasileiro, compondo um perfil muito agradável e autêntico.
Dado seu estilo elegante e seco, o Massimo Pedrucci Extra Brut brilha na harmonização com pratos sofisticados, especialmente da culinária costeira e mediterrânea. Por ter boa estrutura e acidez, é um excelente acompanhante de frutos do mar. Experimente com camarões grelhados temperados com ervas – as notas cítricas do vinho realçam o sabor do camarão, e sua acidez corta a textura untuosa do crustáceo. Mexilhões à provençal (cozidos no vinho branco, alho e salsa) harmonizam perfeitamente, já que o toque salino do molusco e o herbáceo do prato conversam com a mineralidade do espumante. Peixes gordurosos como salmão ou atum defumado, servidos puros ou em canapés, são clássicos com espumante Extra Brut: a gordura e sabor marcante do peixe são balanceados e realçados pela bolha e acidez – uma sugestão é salmão defumado com molho de maracujá, onde a acidez do prato e do vinho se complementam, e os toques de amêndoa do espumante casam com o defumado. Outra ótima harmonização é com comida japonesa, em especial sushi e sashimi de peixes variados: o espumante limpa o paladar entre as peças e não mascara sabores sutis, além de combinar com a leve doçura do arroz. Para quem aprecia queijos, o Extra Brut faz bonito com queijos cremosos e de mofo branco (tipo brie, camembert), onde a acidez corta a cremosidade e o aroma de brioche combina com o fungo do queijo. E não se esqueça dos risotos e massas com frutos do mar – um risoto de limão siciliano com camarões ou uma massa ao pesto com camarão harmonizarão incrivelmente, pois o vinho tem a estrutura para aguentar o amido e a acidez para refrescar. Vale lembrar que, além de acompanhar pratos, este espumante por si só já é uma celebração – servido a 6°C em flûtes, inicia qualquer evento com chave de ouro, mostrando o quanto o Brasil evoluiu na produção de espumantes de método tradicional. O Massimo Pedrucci Extra Brut encapsula a paixão e a técnica da Casa Pedrucci, e suas premiações internacionais validam sua posição entre os melhores espumantes brasileiros. Seja para brindes ou à mesa, este Extra Brut entrega sofisticação e caráter artesanal em cada taça, digno das mais altas críticas positivas.
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11. Il Fresco Prosecco DOC Rosé Millesimato 2022 – Brinde ao Charme Italiano em Rosé

Fechando a lista com chave de ouro (rosé), apresentamos o Il Fresco Prosecco DOC Rosé Millesimato 2022, um espumante rosé italiano que une a fama do Prosecco ao delicado toque de um rosé safrado. Produzido pela tradicional vinícola Villa Sandi no Vêneto – uma das casas mais conhecidas de Prosecco – este espumante traz o que há de mais atual na denominação: o Prosecco Rosé, oficialmente reconhecido apenas há poucos anos. “Millesimato 2022” indica que toda uva base veio da safra de 2022, um selo de qualidade e consistência. E a crítica aplaudiu essa iniciativa: o Il Fresco Rosé 2022 conquistou 91 pontos na revista Falstaff (importante publicação austríaca/alemã de vinhos) e 90 pontos de James Suckling, colocando-o no patamar de excelentes espumantes na categoria. Além das pontuações, arrematou medalhas como Medalha de Prata no IWSC (International Wine & Spirit Competition) e Medalhas de Ouro em concursos internacionais (como o concurso da revista The Drinks Business e possivelmente o “Glass of Bubbly Awards”, dados os acrônimos). Esses prêmios demonstram que, embora seja um Prosecco (geralmente associado a espumantes simples do dia a dia), este rosé em particular alcança um nível de qualidade superior, sendo reconhecido entre os melhores espumantes rosés disponíveis em 2025.
Por trás do Il Fresco Rosé está a combinação de uvas permitida para Prosecco Rosé: cerca de 90% Glera (a uva branca do Prosecco) e 10% Pinot Noir vinificado em tinto, que dá a cor rosada. O método de produção segue o Charmat longo – a segunda fermentação ocorre em tanques de inox pressurizados, por um período um pouco maior para agregar complexidade, antes do envase sob pressão. O resultado é um espumante de cor rosa pálido muito elegante, com reflexos brilhantes e perlage fina e constante. Nos aromas, ele esbanja frescor e fineza: notas de frutas vermelhas frescas dominam o perfil, lembrando morango silvestre, framboesa e romã. Há também um delicado aroma floral de rosas e flores do campo, que confere charme. Ao fundo, toques de pera e maçã vermelha podem ser percebidos (herança da Glera), junto a uma leve nuance de pão fresco ou fermento, bem sutil, sinal de seu contato com as leveduras durante a refermentação prolongada. Na boca, o Il Fresco Rosé mostra-se sedoso, vivo e equilibrado. Classificado como Brut, possui açúcar residual baixo, o suficiente apenas para realçar a fruta (em torno de 10 g/L), mantendo-se nitidamente seco ao paladar. A entrada em boca é macia, com espuma cremosa. Logo, a acidez marcante aparece, característica dos bons Proseccos, trazendo muita vivacidade. Sabores de frutas vermelhas confirmam o nariz – morango, groselha – combinados com notas de maçã e um toquezinho cítrico (casca de laranja sanguínea). O Pinot Noir aporta não só cor, mas também estrutura ligeiramente mais encorpada que um Prosecco tradicional branco; nota-se um corpo médio e certa profundidade de sabor incomuns para um Prosecco leve. O final é agradavelmente seco e frutado, com aftertaste de framboesa e um sussurro mineral. Em suma, é um espumante que une a leveza e o frescor típicos do Prosecco a uma camada extra de sabor e elegância advinda do Pinot Noir e do cuidado na produção – justificando plenamente os aplausos da crítica.
Para aproveitar todo o potencial do Il Fresco Prosecco Rosé Millesimato, a harmonização deve acompanhar sua delicadeza e frescor. Como aperitivo, ele é simplesmente perfeito: pode ser servido sozinho para brindar momentos especiais, ou acompanhado de petiscos leves. Pensa em canapés de queijo de cabra com geleia de framboesa – a acidez do espumante equilibra o queijo e casa com o doce da geleia, numa combinação divina. Salmão defumado em blinis (mini panquecas) com creme azedo é outro par clássico com espumantes rosés secos, realçando tanto o salgado defumado quanto a cremosidade do creme. Seguindo na linha dos frutos do mar, pratos como camarão na moranga (cremoso e levemente adocicado) serão elevados pelo contraste do Brut rosé, assim como ceviche de salmão ou poke havaiano – aqui as notas frutadas do vinho conversam com os temperos e a acidez complementa o limão do ceviche. Em se tratando de saladas, uma bela salada verde com morangos, nozes e queijo feta harmoniza em todos os pontos: frutas vermelhas presentes, acidez do molho e salgado do queijo interagem brilhantemente com o vinho. Carnes brancas também são boa escolha – um frango grelhado ou um peito de pato defumado fatiado combinam pela textura delicada e sabor sutil. Cozinha asiática leve, como rolinhos primavera ou sushi de atum, também pode ser acompanhada por este Prosecco Rosé, pois o toque levemente adocicado do arroz e o salgado da soja contrastam bem com o Brut e os frutos do vinho. Para fechar a refeição, sobremesas não muito doces à base de frutas vermelhas, como uma panna cotta com calda de morango ou macarons de framboesa, podem criar uma continuidade temática interessante, embora seja preciso notar que o vinho é Brut (seco) – nesses casos, as sobremesas não devem ser muito açucaradas, para o vinho não parecer amargo em comparação. Servir o Il Fresco Rosé bem frio, entre 4°C e 6°C, em taças flute ou tulipa, garantirá máxima apreciação de suas delicadas bolhas e aromas voláteis. Este espumante rosé italiano prova que elegância e descontração podem andar juntas: com altas pontuações internacionais e um apelo visual e gustativo inegável, ele encerra nossa lista mostrando que os melhores vinhos pontuados de 2025 também podem brindar com tons de rosa. Seja em festas, seja à mesa, o Il Fresco Prosecco DOC Rosé Millesimato 2022 traz a essência do dolce vita italiano em cada gole – um convite irresistível para celebrar a vida com estilo.
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Conclusão

2025 nos presenteou com vinhos excepcionais ao redor do mundo, e estes 11 rótulos comprovam a diversidade e a qualidade que encantaram a crítica especializada. De tintos potentes a espumantes elegantes, passando por brancos aromáticos e rosés refinados, cada vinho dessa lista se destaca por suas altas pontuações, prêmios e, principalmente, por proporcionar experiências enogastronômicas memoráveis. Ao explorar terroirs tão distintos – de Mendoza aos vinhedos do Piemonte, das colinas de Lisboa às caves da Serra Gaúcha – pudemos perceber como fatores como clima, solo, uvas e saber-fazer do produtor resultam em garrafas únicas e dignas de reconhecimento. Esperamos que este guia dos melhores vinhos pontuados de 2025 ajude você a descobrir novos sabores, enriquecer sua cultura do vinho e, claro, inspirar deliciosas harmonizações à mesa. Brinde com um (ou vários!) desses rótulos e aproveite o que o mundo do vinho tem de melhor a oferecer – saúde!