Rivetto Barolo DOCG Briccolina 2017 é daqueles vinhos que não precisam levantar a voz para dominar a mesa. Ele nasce em um cru pequeno, trabalhado à mão, em Serralunga d’Alba, e carrega uma assinatura biodinâmica que o coloca em outra conversa dentro do universo Barolo.
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Na safra 2017, quente e seca, o resultado foi um Barolo concentrado, mas ainda tenso, fresco e sedutor. É garrafa para adega séria, jantar importante e para quem entende que luxo, no vinho, começa na origem.
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Vinho tinto italiano – Rivetto Barolo DOCG Briccolina 2017
Volume: 750 mL
Região: Serralunga d’Alba, Barolo DOCG, Piemonte, Itália
Safra: 2017
Produtor: Rivetto.
Boca: Seca, elegante e profunda, com acidez vibrante, taninos firmes de textura calcária e final longo, cheio e refinado.
Nariz: Flores, ervas, especiarias e frutas vermelhas maduras, com notas de cereja, rosa, tabaco e nuance terrosa.
Uvas: 100% Nebbiolo
Teor Alcoólico: 14,5%.
Serviço: 16°C, de preferência com boa aeração em taça ampla.
Potencial de guarda: 2025–2040, com excelente vocação para evolução em adega.
Visual: Rubi brilhante, com reflexos alaranjados.
Amadurecimento: 36 meses em barris de carvalho de 15 hl, com mínimo de 12 meses de afinamento em garrafa.
Tipo de fechamento: Rolha natural.
Classificação: Tinto seco
Harmonização: Bollito misto, coelho ao civet, carnes braseadas e pratos ricos de longa cocção; também funciona muito bem sozinho, em ritmo de contemplação.
Premiações/Pontuações: 93 pts James Suckling (2017); 92 pts Wine Advocate (2017).
1. Rivetto Barolo Briccolina 2017: Barolo de luxo com identidade
A Rivetto existe desde 1902 e hoje é conduzida por Enrico Rivetto, quarta geração da família. O Briccolina é um de seus rótulos mais emblemáticos, vindo de um vinhedo pequeno e prestigiado em Serralunga d’Alba, dentro da DOCG Barolo.
O que me atrai aqui é a coerência entre discurso e taça. Não é um vinho luxuoso porque custa caro; é luxuoso porque traduz lugar, método e paciência com uma nitidez rara.
2. Terroir de Serralunga d’Alba: profundidade e tensão
O vinhedo fica a 340 metros de altitude, com exposição oeste e sudoeste, sobre solos muito argilosos e calcários, com forte presença de marga. Esse conjunto ajuda a explicar a espinha dorsal, a mineralidade e a vocação de guarda do vinho.
Além disso, a Briccolina tem microclima mais seco e ventilado do que outras partes da denominação. Em Serralunga, isso costuma se converter em Barolos mais compactos, sérios e de tanino exigente na juventude.
3. Viticultura biodinâmica: o diferencial real do cru
A Briccolina foi o vinhedo-piloto da guinada biodinâmica da Rivetto e hoje é apresentada pela própria casa como o único cru de Barolo com certificação Demeter. É um “vinhedo-jardim”, inteiramente trabalhado à mão, com biodiversidade incorporada ao desenho do lugar.
Esse não é um detalhe cosmético. A Rivetto transformou Lirano em um organismo agrícola vivo, com árvores, ervas, corredores ecológicos, compostagem e manejo pensado para fortalecer o solo e o equilíbrio da vinha.
4. Vinificação tradicional: maceração longa e madeira grande
Na safra 2017, a colheita foi manual e o vinhedo passou por seleção de cachos em três momentos nos 45 dias que antecederam a vindima. Na adega, houve maceração longa, em média de 50 a 60 dias, com leveduras indígenas e fermentação em tina de madeira aberta, sem controle de temperatura.
Depois, o vinho amadureceu por 36 meses em grandes barris de carvalho de 15 hectolitros e descansou pelo menos 12 meses em garrafa. Na prática, isso favorece precisão de fruta, textura e longevidade, sem mascarar o terroir com excesso de madeira nova.
5. Notas de prova: nariz, boca e evolução

Na taça, o Rivetto Barolo DOCG Briccolina 2017 mostra cor rubi brilhante com reflexos alaranjados. Os aromas caminham entre flores, ervas, especiarias e frutas vermelhas maduras, com ecos de laranja, rosa, cereja e tabaco.
Em boca, é seco, elegante e estruturado, com acidez vibrante e taninos firmes, muito bem definidos. A safra 2017 trouxe mais volume e untuosidade, mas o vinho preserva frescor e um final longo, terroso e refinado, daqueles que ficam minutos na memória.
6. Serviço e harmonização: como tirar o melhor da garrafa

A recomendação de serviço é 16°C, e eu realmente abriria a garrafa com antecedência. Este Barolo ainda pede ar, tempo de taça e atenção, porque continua jovem e vai entregando camadas aos poucos.
À mesa, ele brilha com bollito misto, coelho ao civet e carnes braseadas. Também conversa muito bem com cordeiro, massas mais intensas e caça, justamente porque tem acidez, estrutura e tanino para enfrentar pratos de sabor profundo.
7. Pontuações e potencial de guarda: vinho para adega séria
A safra 2017 recebeu 93 pontos de James Suckling e 92 pontos de Wine Advocate. Wine Enthusiast ainda sugere janela de consumo entre 2025 e 2040, o que confirma o perfil de vinho feito para evolução, não para pressa.
Esse é o tipo de garrafa que pode impressionar hoje, desde que bem aerada, mas que tende a ganhar ainda mais classe com o tempo. Para quem compra pensando em prazer e patrimônio líquido de adega, faz bastante sentido.
8. Comparação com outros Barolos: por que o Briccolina se destaca
Quem está acostumado a Barolos de La Morra, normalmente mais florais e gentis na juventude, encontra aqui outra arquitetura. Serralunga costuma entregar mais verticalidade, austeridade, firmeza e profundidade, e o Briccolina veste exatamente esse perfil com muita precisão.
O que torna este rótulo especialmente interessante é que ele soma essa força clássica de Serralunga a uma viticultura biodinâmica muito séria e a um vinhedo pequeno, trabalhado à mão. O resultado é um Barolo que soa nobre sem ser ostentatório.
9. Comprar Rivetto Barolo Briccolina 2017
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FAQ — Rivetto Barolo DOCG Briccolina 2017
O que é o Rivetto Barolo DOCG Briccolina 2017?
É um Barolo DOCG de Serralunga d’Alba, no Piemonte, feito com 100% Nebbiolo. A safra 2017 tem 14,5% de álcool e garrafa de 750 ml.
O que faz esse rótulo ser tão especial?
O Briccolina foi o vinhedo pioneiro da abordagem biodinâmica da Rivetto e a própria vinícola o apresenta como o único cru de Barolo com certificação Demeter, além de ser trabalhado integralmente à mão.
Ele é seco ou tem perfil mais macio?
É um tinto seco. A ficha técnica descreve o vinho como seco, elegante e estruturado, com taninos delicados e vocação para longa evolução.
Quais aromas e sabores posso esperar na taça?
Espere flores, ervas, especiarias e frutas vermelhas maduras, além de notas de cereja, rosa, tabaco e um toque terroso no final.
Qual é o perfil da safra 2017 nesse Barolo?
Foi uma safra quente e seca, e isso aparece no vinho como mais concentração e untuosidade, sem perder tensão, frescor e refinamento.
Esse Barolo precisa de decantação?
Faz sentido abrir com antecedência ou decantar. A avaliação da Revista ADEGA descreve o vinho como ainda muito jovem e pedindo paciência na taça ou na garrafa.
Qual é a temperatura ideal de serviço?
A recomendação de serviço é 16°C, o que ajuda a preservar a precisão aromática e o desenho dos taninos.
Com quais pratos ele harmoniza melhor?
Vai muito bem com bollito misto, coelho ao civet e carnes braseadas. A própria ficha técnica também sugere que ele pode ser apreciado sozinho, em ritmo mais contemplativo.
Vale a pena guardar na adega?
Sim. A ficha técnica fala em estrutura para longo envelhecimento, a ADEGA destaca que o vinho ainda está muito jovem, e a Wine Enthusiast indica janela de consumo entre 2025 e 2040.
Ele recebeu boas pontuações?
Sim. O material do importador registra 93 pontos de James Suckling e 92 pontos de Wine Advocate para a safra 2017, enquanto a Wine Enthusiast avaliou o vinho com 93 pontos.
Sobre a vinícola Rivetto
A Rivetto nasceu em 1902, quando Giovanni Rivetto abriu em Montaldo Scarampi um negócio voltado à comercialização de uvas e vinhos. Em 1922, Ercole levou a família para Alba e começou a transformar a operação em produtora; alguns anos depois, a casa se estabeleceu entre Sinio e Serralunga d’Alba, onde permanece até hoje.
Hoje, a vinícola é conduzida por Enrico Rivetto, quarta geração da família. Ele entrou integralmente no projeto em 1999, iniciou a conversão orgânica em 2009, obteve certificação em 2016 e levou a Rivetto a romper uma fronteira importante ao conquistar o selo biodinâmico Demeter na região de Barolo e Barbaresco.
O coração da propriedade é Lirano, uma colina entre Sinio e Serralunga d’Alba que a casa descreve como um organismo agrícola vivo. Ali, vinhas convivem com bosques, árvores, ervas, hortas, cereais, água de reuso e compostagem, numa visão de terroir que vai muito além da videira isolada.
Entre as linhas mais notáveis da Rivetto estão o Barolo Briccolina, o Leon Riserva, o Barolo del Comune di Serralunga d’Alba, o Barbaresco Nervo, o Nebbiolo d’Alba Vigna Lirano, a Langhe Nascetta Vigna Lirano e o Kaskal. No momento atual, a casa segue reforçando sua identidade de produtora de vinhos de território, com forte viés biodinâmico e abertura para experiências de hospitalidade na propriedade.
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