Poucos tintos sul-americanos conseguem unir prestígio, precisão e profundidade como o Nicolás Catena Zapata 2020. Nascido no Valle de Uco e pensado dentro da tradição dos grandes cortes clássicos, ele foi construído para ocupar o topo da pirâmide da casa.
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A beleza desta safra está no equilíbrio. O ano foi seco, de baixos rendimentos e com colheita adiantada para preservar acidez, o que resultou em um vinho mais tenso, refinado e longevo do que simplesmente musculoso.
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Vinho tinto argentino – Nicolás Catena Zapata 2020
Volume: 750 ml
Região: Mendoza, Valle de Uco
Safra: 2020
Produtor: Catena Zapata.
Boca: Encorpada, muito complexa, concentrada, sedosa e de final longo e polido
Nariz: Frutas pretas, cassis, tabaco, mineralidade salina, especiarias, baunilha e chocolate amargo
Uvas: Cabernet Sauvignon (54%), Cabernet Franc (25%) e Malbec (21%)
Teor Alcoólico: 13,9%.
Serviço: 18 a 20°C
Potencial de guarda: Mais de 10 anos
Visual: Púrpura profundo, com tons azulados e negros
Amadurecimento: 18 meses em barricas de carvalho francês
Tipo de fechamento: Rolha
Decantação: Recomendada em decanter.
Classificação: Seco
Harmonização: Carnes grelhadas, cordeiro e queijos curados
Premiações/Pontuações: 98 James Suckling, 97 Tim Atkin, 96 Decanter, 96 Antonio Galloni e 95 Robert Parker.
1. Nicolás Catena Zapata 2020: ícone argentino
O Nicolás nasceu para disputar lugar entre os grandes vinhos do mundo. Desde a safra inaugural de 1997, tornou-se o primeiro luxury cuvée da Argentina exportado globalmente e ganhou fama ao encarar, em provas às cegas, nomes como Château Latour, Château Haut-Brion e Opus One.
Na safra 2020, ele impressiona menos pelo volume e mais pela classe. James Suckling o colocou em 98 pontos com leitura claramente bordalesa, enquanto a Decanter destacou sua elegância contida, a acidez firme e o acabamento polido.
2. Notas de prova: nariz, boca e textura

Na taça, a cor é púrpura profunda, com tons azulados e negros, já anunciando juventude e concentração. O nariz abre em frutas pretas, cassis, tabaco, pedra molhada, baunilha, chocolate amargo e um toque salino muito sofisticado.
Em boca, entrega groselha vermelha, eucalipto, pimenta-preta, fruta escura suculenta e taninos muito finos. O final é longo, sedoso e polido, com frescor suficiente para manter o vinho vibrante do início ao fim.
3. Terroir do Valle de Uco: Gualtallary e Paraje Altamira
O corte vem de dois crus fundamentais do Valle de Uco: Adrianna, em Gualtallary, a 1.450 metros, com solo calcário e cascalho; e Nicasia, em Paraje Altamira, a 1.095 metros, com cascalho, areia e argila. É dessa dupla origem que nasce a assinatura do vinho.
Na prática, Gualtallary empresta tensão, mineralidade e verticalidade, enquanto Altamira contribui com profundidade, fruta e estrutura. Essa leitura de altitude e parcelas é parte central da revolução que a família Catena liderou em Mendoza.
4. Vinificação e amadurecimento: precisão em cada lote
A colheita é manual e cada variedade é vinificada separadamente. A fermentação acontece em pequenos barris de carvalho, tanques de concreto e inox, entre 26 e 28°C, seguida de maceração pós-fermentativa e fermentação malolática completa.
Depois, o vinho amadurece por 18 meses em carvalho francês. A crítica internacional ainda destaca que 2020 teve menos safra, colheita mais cedo e a maior participação de Cabernet Franc da história do rótulo, pela primeira vez acima da Malbec, o que ajudou a preservar nervo e frescor.
5. Serviço e harmonização: como tirar o melhor da garrafa

Sirva entre 18 e 20°C e dê espaço ao vinho no decanter. Ele ganha largura, precisão aromática e textura com oxigenação, especialmente se for aberto jovem.
À mesa, carnes grelhadas, cordeiro e queijos curados são escolhas certeiras. Em um jantar mais ambicioso, ribeye com chimichurri ou cordeiro assado com alecrim funcionam de forma especialmente convincente.
6. Pontuações e guarda: safra para adega
A safra 2020 chega com 98 pontos de James Suckling, 97 de Tim Atkin, 96 de Decanter, 96 de Antonio Galloni e 95 de Robert Parker. Além disso, entrou no Top 100 Wines of Argentina de James Suckling na 12ª posição.
A recomendação da Mistral já fala em guarda superior a 10 anos, e leituras internacionais apontam evolução segura por uma longa janela, chegando até 2040 em adegas bem cuidadas. É o tipo de tinto que recompensa paciência sem exigir décadas para começar a emocionar.
7. Comparação: Bordeaux de altitude com alma argentina
Este não é um tinto de fruta doce e extração pesada. Ele conversa muito mais com um grande Bordeaux de margem esquerda, só que atravessado pela luminosidade de Mendoza, pela mineralidade andina e pelo lado suculento que a Malbec acrescenta ao conjunto.
Dentro do portfólio da própria Catena Zapata, o Nicolás ocupa o lugar do principal blend à base de Cabernet da casa. É uma escolha mais clássica e aristocrática do que exuberante, ideal para quem procura precisão, pedigree e longa evolução.
8. Por que comprar Nicolás Catena Zapata 2020
Se a sua adega pede um rótulo com história, crítica, terroir e capacidade real de envelhecimento, este é um dos nomes mais seguros da Argentina. É um vinho que impressiona hoje, cresce amanhã e merece ser garantido [clicando aqui].
Perguntas frequentes sobre Nicolás Catena Zapata 2020
1. O que faz do Nicolás Catena Zapata 2020 um vinho tão especial?
Ele é um dos rótulos ícone da Catena Zapata e foi concebido para reinterpretar o “Original Bordeaux Blend” a partir dos vinhedos de altitude de Mendoza. Além disso, o vinho nasceu com a proposta de colocar a Argentina entre os grandes tintos do mundo.
2. Quais uvas entram no corte desta safra?
A composição da safra 2020 é 54% Cabernet Sauvignon, 25% Cabernet Franc e 21% Malbec. É um corte claramente liderado por Cabernet, com a Malbec entrando para dar identidade argentina ao conjunto.
3. De onde vêm as uvas do Nicolás Catena Zapata 2020?
As uvas vêm de dois crus do Vale do Uco: Adrianna, em Gualtallary, a 1.450 metros, e Nicasia, em Paraje Altamira, a 1.095 metros. Essa origem de altitude ajuda a explicar a precisão, o frescor e a mineralidade do vinho.
4. Nicolás Catena Zapata 2020 é um vinho seco?
Sim, é um tinto seco. A própria comunicação da Mistral e a nota de James Suckling destacam um perfil seco, muito elegante, sedoso e com final longo e polido.
5. Como é o perfil aromático e de paladar desse vinho?
Espere notas de cassis, tabaco, pedras molhadas, ferro e especiarias, com taninos muito finos e acabamento polido. Outras leituras críticas ainda apontam grafite, folha de groselha preta, mirtilo e um toque de caixa de charuto.
6. A safra 2020 foi realmente forte para esse rótulo?
Sim. No relatório de safra da Catena, 2020 teve rendimentos 20% a 30% menores, uvas muito saudáveis e vinhos concentrados, aromáticos, estruturados e com acidez alta; Alejandro Vigil a chamou de uma das melhores safras dos últimos dez anos.
7. Por que tanta gente compara esse vinho a Bordeaux?
Porque o estilo é centrado em Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, com estrutura, contenção e acabamento muito refinado. A própria Catena fala em recriar um corte bordalês histórico, e a crítica descreve a safra 2020 como claramente bordalesa no perfil.
8. Qual é a temperatura ideal de serviço e com o que harmoniza?
O ideal é servir entre 18 e 20°C. Na harmonização, a ficha técnica recomenda carnes grelhadas, cordeiro e queijos curados, combinações perfeitas para a estrutura e a profundidade do vinho.
9. É um vinho para beber agora ou para guardar?
Ele já deve impressionar hoje pela textura polida, mas a recomendação oficial é de guarda superior a 10 anos. Pela combinação de acidez, concentração e taninos finos, a leitura mais segura é que ele ainda tem bastante a ganhar em adega.
10. Quais pontuações o Nicolás Catena Zapata 2020 recebeu?
A safra 2020 foi muito bem avaliada: 98 pontos de James Suckling, 97 de Tim Atkin, 96 de Decanter, 96 de Antonio Galloni e 95 de Robert Parker. Ela também apareceu em 12º lugar no Top 100 Wines of Argentina de James Suckling.
11. O Cabernet Franc teve papel importante nesta safra?
Teve, e bastante. A safra 2020 trouxe a maior proporção de Cabernet Franc do rótulo até então, e a crítica associou isso à manutenção do frescor nervoso e da elegância do vinho.
Sobre a vinícola Catena Zapata
A Catena Zapata foi fundada em 1902, quando Nicola Catena plantou seu primeiro vinhedo de Malbec em Mendoza. Hoje, a casa trabalha com seis vinhedos históricos próprios e segue como uma das referências familiares mais importantes do vinho argentino.
Nos anos 1960, Nicolás Catena Zapata assumiu o comando em um cenário econômico difícil. A grande virada veio após seu contato com a revolução do Napa Valley nos anos 1980, quando passou a modernizar viticultura e vinificação; em 1990, essa visão já se materializava na Estiba Reservada.
A etapa seguinte foi decisiva: subir a montanha. A aposta em vinhedos de altitude extrema, culminando no Adrianna Vineyard, redefiniu o padrão de frescor, textura e precisão dos vinhos mendocinos; não por acaso, esse vinhedo acabou sendo chamado de Grand Cru da América do Sul.
Em 1995, Laura Catena se juntou ao projeto e aprofundou a vocação científica da bodega. Hoje, como managing director, ela lidera uma empresa que também opera o Catena Institute of Wine, em colaboração com UC Davis e a Universidad Nacional de Cuyo, para estudar terroir e impulsionar o vinho argentino nas próximas gerações.
Em 2018, a entrada na La Place de Bordeaux com o Nicolás Catena Zapata e o Adrianna Vineyard Mundus Bacillus Terrae confirmou a inserção definitiva da vinícola no circuito global dos grandes rótulos. Foi a consagração comercial de uma trajetória construída com ambição e consistência.
O status atual fala por si. A Catena Zapata soma marcos como #1 World’s Most Admired Wine Brand em 2025, Best Sustainability Award em 2025, #1 World’s Best Vineyard em 2023 e 16 presenças na lista Top 100 Winery da Wine & Spirits, reforçando seu lugar entre os grandes nomes do vinho mundial.
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