Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 – Vinho branco francês

Quando um grande branco da Borgonha nasce de vinhas velhas em Chassagne-Montrachet, a conversa muda de patamar. O Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 é exatamente esse tipo de garrafa: um Chardonnay de altitude, pensado para quem já passou da fase “genérico” e quer sentir a nuance real do terroir na taça.

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Aqui, você tem apenas cerca de 1 hectare de vinhas velhas, divididas em 12 pequenas parcelas, conduzidas pela quarta geração da família Amiot. O resultado é um branco denso e sofisticado, que conversa com menus de alta gastronomia, adegas de colecionadores e jantares em que o vinho é protagonista – não coadjuvante.

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Vinho branco francês – Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018

Volume: 750 ml
Região: Chassagne-Montrachet, Côte de Beaune, Borgonha, França
Safra: 2018
Produtor: Domaine Guy Amiot et Fils

Boca: Branco encorpado e cremoso, com camadas de maçã e pera maduras, pêssego, mel e amêndoas, tudo apoiado por acidez firme e mineralidade bem marcada. Textura densa, quase “aveludada”, com notas de frutos secos e tosta fina no final longo e preciso.
Nariz: Aromas intensos de frutas amarelas (pêssego, damasco), maçã em compota, notas que lembram strudel, mel, baunilha delicada e frutos secos, envolvidos por toques de pedra molhada e leve fumaça de carvalho.
Uvas: 100% Chardonnay, de vinhas velhas (aprox. 20 a 90 anos), plantadas em 12 parcelas que somam cerca de 1 ha em Chassagne-Montrachet.
Teor Alcoólico: 14%

Serviço: Servir entre 11 °C e 13 °C, em taças amplas de branco borgonhês, permitindo alguns minutos para o vinho “abrir” em taça.
Potencial de guarda: 8–10 anos após a safra; deve evoluir muito bem até 2028/2030 em boas condições de adega.
Visual: Amarelo‑dourado brilhante com reflexos palha e nuances esverdeadas, limpo e luminoso na taça.
Amadurecimento: Fermentação e estágio em barricas de carvalho francês (cerca de 25–30% novas) por cerca de 12 meses, seguidos de alguns meses de afinamento em cuba/assemblage antes do engarrafamento.
Tipo de fechamento: Rolha de cortiça natural.
Decantação: Recomenda‑se 20–40 minutos em decanter ou simplesmente na taça, sobretudo enquanto ainda jovem.

Classificação: Vinho branco seco (Chardonnay de Chassagne-Montrachet).
Harmonização: Lagosta e camarões grelhados, vieiras seladas, peixes gordos (robalo, linguado, salmão) em molhos amanteigados, aves nobres em molho cremoso (frango caipira, codorna, vitelo), cozinha asiática refinada com toques de curry suave, risoto de cogumelos e queijos de cabra ou de casca lavada de média intensidade.
Premiações/Pontuações: Burghound (BH) – 91 pontos, destacando a densidade, riqueza e persistência deste Vieilles Vignes de Chassagne-Montrachet.

1. Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018: um branco de Bourgogne para quem exige mais

Chassagne-Montrachet é um dos nomes mágicos da Côte de Beaune quando o assunto é Chardonnay de grande classe. O Domaine Guy Amiot et Fils é um dos produtores históricos da vila, com raízes no terroir desde 1920 e reputação sólida entre críticos e sommeliers.

O Vieilles Vignes 2018 é o “village” de referência da casa, feito a partir de vinhas velhas espalhadas ao redor de Chassagne. Em 2018, ano quente e generoso na Borgonha, essas vinhas profundas conseguiram manter o equilíbrio, entregando uvas muito maduras, mas com acidez e concentração que sustentam o vinho por muitos anos.

2. Notas de prova: cremosidade, fruta madura e mineralidade na taça

Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 - Degustando

No visual, o vinho já se apresenta como algo sério: amarelo‑dourado intenso, com reflexos palha e toques esverdeados, típico de um Chardonnay de corpo e estrutura.

No nariz, a primeira impressão é de fruta amarela madura – pêssego, damasco, maçã em compota – envolvida por notas de baunilha delicada, mel claro e um toque de massa folhada que lembra strudel de maçã. Com oxigenação, surgem nuances de frutos secos, amêndoas tostadas e aquela nota de pedra molhada que denuncia a origem calcária do solo.

Em boca, é amplo e cremoso, quase “masticável”, com textura rica e densa, sem perder o eixo da acidez. A fruta madura aparece em camadas – maçã, pera, pêssego – acompanhada de mel, noz, amêndoas e um fundo de tosta elegante. A mineralidade dá firmeza ao conjunto e o final é longo, com eco de frutos secos e manteiga noisette.

3. Terroir de Chassagne-Montrachet e a força das vinhas velhas

O Vieilles Vignes nasce exclusivamente em Chassagne-Montrachet, na Côte de Beaune, região clássica da Borgonha branca. Os solos são de calcário e marga, com trechos mais pedregosos e outros mais argilosos, o que ajuda a dar tanto estrutura quanto mineralidade ao vinho.

As uvas vêm de 12 pequenas parcelas, que somam apenas cerca de 1 ha, com vinhas entre 20 e 90 anos de idade. Vinhas velhas costumam produzir naturalmente menos cachos, mas uvas mais concentradas, algo que aqui se traduz em profundidade de sabor e textura de alto nível.

Esse mosaico de microparcelas ao redor da vila de Chassagne permite ao produtor montar um corte que represente bem a denominação, combinando parcelas mais tensas e minerais com outras mais ricas e solares. Para um apreciador, é quase como ter um “resumo de Chassagne” em uma única garrafa.

4. Viticultura de precisão e vinificação em carvalho francês

O Domaine Guy Amiot et Fils trabalha de forma tradicional e manual na vinha: poda cuidadosa, aragem do solo, desbaste de brotos para controle de rendimento e tratamentos apenas quando necessários. O objetivo é simples e ambicioso: levar uvas perfeitamente sãs e maduras à adega, sem excessos.

Na vinificação, o Vieilles Vignes passa por fermentação e estágio em barricas de carvalho francês, com algo em torno de 25–30% de madeira nova, durante cerca de 12 meses. Depois, o vinho costuma passar alguns meses adicionais em tanque ou em massa para integrar melhor os lotes antes do engarrafamento.

Esse uso medido de madeira é o que dá a textura cremosa, as notas de baunilha e frutos secos, mas sem encobrir a fruta e a mineralidade. Em 2018, um ano de graduação alcoólica naturalmente mais alta em muitas parcelas, o trabalho de adega foi crucial para manter o equilíbrio e a elegância.

5. Serviço e guarda: como aproveitar todo o potencial da safra 2018

Para aproveitar bem o Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018, vale tratá‑lo como um grande branco de guarda. Sirva entre 11 °C e 13 °C, em taças amplas de Borgonha branco, para que o vinho tenha espaço para respirar e mostrar camadas de aromas.

Um curto período de aeração – 20 a 40 minutos em decanter ou simplesmente deixando a taça descansar – costuma fazer maravilhas, principalmente se a garrafa estiver ainda na juventude. A textura fica mais macia, e notas de mel, nozes e especiarias sutis tendem a ganhar destaque.

Em termos de guarda, ele está na faixa ideal para começar a ser aberto com prazer, mas tem fôlego para seguir evoluindo por 8–10 anos a partir da safra, como sugerem janelas de consumo indicadas para safras vizinhas deste mesmo vinho. Quem gosta de Chardonnay com toques mais melados e de frutos secos pode tranquilamente deixá‑lo até o final da década.

6. Harmonizações gastronômicas de alto nível

Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 - Harmonização

Este Chassagne-Montrachet é um parceiro perfeito de cozinha de alto padrão. Pense em lagosta grelhada com manteiga de ervas, camarões grandes na brasa, vieiras seladas ou peixes nobres (robalo, linguado, salmão) em molhos de manteiga, vinho branco ou holandesa.

Aves de carne clara, como frango caipira, codorna ou vitelo, funcionam muito bem com molhos cremosos à base de manteiga, cogumelos ou trufas. Na cozinha asiática, pratos de peixe ou frutos do mar com toques de curry suave, leite de coco e especiarias aromáticas também casam lindamente com a textura e o volume do vinho.

Para encerrar, uma seleção de queijos de cabra maturados, Comté jovem ou queijos de casca lavada de média intensidade cria um diálogo delicioso com as notas de nozes, mel e baunilha do vinho. É aquele tipo de harmonização que transforma o “queijo e vinho” em uma experiência de verdade.

7. Premiações, reputação internacional e por que esta garrafa vale espaço na adega

O Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 recebeu 91 pontos de Burghound (BH), publicação extremamente respeitada quando o assunto é Borgonha. As notas destacam justamente o que se sente na taça: riqueza, densidade, excelente profundidade e persistência.

Além das pontuações, o rótulo aparece em cartas de vinho bem selecionadas em restaurantes e hotéis de alto padrão, além de leilões e seleções especiais de importadores focados em Bourgogne de nicho. Isso reforça a imagem de um vinho desejado por conhecedores, mas ainda fora do radar do grande público.

Para quem constrói uma adega com foco em brancos de guarda, este Vieilles Vignes cumpre um papel interessante: é mais acessível que um grand cru como Le Montrachet, mas vem do mesmo produtor, com filosofia de trabalho similar e vinhas antigas em um dos terroirs mais clássicos da Borgonha.

8. Como garantir sua garrafa de Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018

Se você busca um branco de Borgonha que realmente se destaque à mesa, acompanhe jantares importantes e ainda tenha potencial de evolução na adega, este Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 é uma escolha extremamente segura – e ao mesmo tempo emocionante. Aproveite enquanto ainda há estoque e assegure a sua garrafa [clicando aqui].

Perguntas frequentes sobre Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018

1. Que tipo de vinho é o Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018?
É um vinho branco seco de Borgonha, elaborado 100% com Chardonnay de vinhas velhas em Chassagne-Montrachet, na Côte de Beaune.
Tem perfil encorpado, cremoso e com forte caráter mineral.

2. Qual é o estilo de sabor desse Chassagne-Montrachet 2018?
Ele combina fruta amarela madura (pêssego, damasco, maçã em compota) com notas de mel, manteiga, frutos secos e leve baunilha.
A acidez é firme, equilibrando a textura densa e garantindo um final longo e elegante.

3. Ele é muito amadeirado?
A madeira é presente, mas bem integrada.
O uso de barricas novas é moderado, então você sente carvalho, tosta e baunilha, mas sempre com a fruta e a mineralidade em primeiro plano.

4. Qual a temperatura ideal para servir?
O ideal é servir entre 11 °C e 13 °C, em taças amplas de branco borgonhês.
Essa faixa de temperatura permite que o vinho mostre tanto frescor quanto complexidade aromática.

5. Precisa decantar o Guy Amiot Chassagne-Montrachet 2018?
Não é obrigatório, mas ajuda bastante, sobretudo enquanto jovem.
De 20 a 40 minutos em decanter, ou simplesmente deixar a taça respirar, já revelam mais camadas de mel, nozes e especiarias.

6. Quanto tempo esse vinho pode envelhecer na adega?
Em condições ideais de guarda, ele pode evoluir muito bem por 8–10 anos após a safra.
Ou seja, a safra 2018 ainda tem belo caminho pela frente e deve ganhar notas de mel, frutos secos e maior profundidade.

7. Com quais pratos esse Chassagne-Montrachet harmoniza melhor?
Brilha com lagosta, camarões grandes, vieiras e peixes nobres em molhos amanteigados.
Também combina com aves em molho cremoso, risotos de cogumelos, trufas e queijos de cabra maturados ou de casca lavada.

8. Qual é o teor alcoólico do vinho?
O Guy Amiot et Fils Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes 2018 tem cerca de 14% de teor alcoólico.
É um branco estruturado, pensado para a mesa e para harmonizações mais ricas.

9. Esse vinho é adequado para quem está começando em Borgonha?
Ele já é um passo além dos rótulos de entrada, feito para quem busca mais profundidade e entende o estilo da região.
Para iniciantes curiosos com bom repertório de brancos, porém, é uma excelente introdução a Chassagne-Montrachet de vinhas velhas.

10. É um bom vinho para presentear?
Sim, é um presente de altíssimo nível para quem aprecia vinhos de terroir, especialmente Borgonha.
A combinação de produtor tradicional, vinhas velhas e safra muito bem avaliada transmite cuidado e sofisticação.

11. O que significa “Vieilles Vignes” no rótulo?
“Vieilles Vignes” quer dizer “vinhas velhas”.
São plantas antigas, de baixa produtividade, que costumam gerar uvas mais concentradas, resultando em vinhos mais densos, profundos e complexos.

12. Este vinho é adequado para consumo sem comida, só para degustar?
É perfeitamente possível apreciá‑lo sozinho, sobretudo se você gosta de brancos encorpados e complexos.
Mas ele atinge seu ápice acompanhado de pratos à altura, especialmente de frutos do mar e alta gastronomia.


Sobre a vinícola Domaine Guy Amiot & Fils

O Domaine Guy Amiot et Fils é um dos nomes clássicos de Chassagne-Montrachet, na Côte de Beaune, com história que remonta a 1920. Foi nessa época que Arsène e Flavie Amiot iniciaram o projeto, investindo em parcelas de vinhedos na vila e estabelecendo uma vocação familiar para o vinho que já chegou à quinta geração.

Ao longo das décadas, a família expandiu cuidadosamente o patrimônio de vinhas. O filho do casal, Pierre, assumiu nos anos 1930 e continuou adquirindo parcelas importantes, incluindo premier crus como La Maltroie, Les Macherelles e outros terroirs de prestígio em Chassagne e Puligny-Montrachet. Em 1985, foi a vez de Guy Amiot, enólogo de formação, modernizar o estilo de vinificação e projetar o domínio internacionalmente.

Um ponto que diferencia o Domaine Guy Amiot et Fils é o pioneirismo em engarrafar os próprios vinhos, em vez de vendê‑los a négociants, prática comum na época. Isso permitiu controle total sobre a qualidade, além de construir uma identidade muito clara para o estilo da casa. Hoje, o domaine é frequentemente citado como um dos primeiros da Borgonha a adotar o engarrafamento na propriedade.

As vinhas do domínio somam cerca de 12 hectares, majoritariamente plantados com Chardonnay e Pinot Noir. Boa parte dessas plantas data das décadas de 1920 e 1930, o que significa vinhas muito velhas, de raízes profundas, capazes de atravessar anos de clima extremo e ainda assim entregar uvas concentradas e equilibradas. Os vinhedos se espalham por Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet, Meursault, Saint-Aubin e Santenay, com destaque para a posse rara em Le Montrachet Grand Cru.

Na viticultura, o foco é trabalho manual e respeito ao solo: poda cuidadosa, controle de rendimentos pela desbrota, aragem em vez de herbicidas e tratamentos fitossanitários usados apenas quando estritamente necessários. O objetivo é expressar da forma mais pura possível a combinação entre vinhas velhas e solos calcários da Côte de Beaune.

Na adega, os brancos do domaine, como este Chassagne-Montrachet Vieilles Vignes, são fermentados e maturados em barricas de carvalho francês, com proporção moderada de madeira nova (em torno de 25–30%), por cerca de 12 meses. A ideia é adicionar textura, complexidade aromática e potencial de guarda, sem mascarar a mineralidade ou a assinatura de cada climat. Thierry e Fabrice Amiot, hoje à frente do domaine, são conhecidos por buscar esse equilíbrio entre riqueza, elegância e precisão.

O resultado é uma linha de vinhos que vai desde Bourgognes de entrada super bem trabalhados até garrafas de culto de premier e grand crus. Em comum, todos exibem fruta muito bem definida, uso inteligente de carvalho, acidez firme e uma certa “tensão” mineral que faz com que os vinhos envelheçam com graça. Para quem aprecia Borgonha, ter um Guy Amiot et Fils na adega é, discretamente, dizer que você sabe exatamente onde está pisando.

Veja a seguir mais rótulos da vinícola Domaine Guy Amiot & Fils

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