Há Barolos que impressionam pela força e outros pelo perfume. O Ciabòt Berton Barolo Roggeri DOCG 2019 faz as duas coisas ao mesmo tempo, com a elegância de La Morra e a profundidade de um cru levado a sério.
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Para quem procura uma garrafa de alto padrão com vocação de adega, este 2019 entrega tradição, terroir e uma safra vista como clássica em Barolo. É o tipo de tinto que pede taça ampla, mesa caprichada e algum tempo de atenção.
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Vinho tinto italiano – Ciabòt Berton Barolo Roggeri DOCG 2019
Volume: 750 ml
Região: Cru Roggeri, La Morra, Barolo DOCG, Piemonte, Itália
Safra: 2019
Produtor: Ciabòt Berton
Boca: Poderoso e harmonioso, com taninos densos e complexos, acidez fresca, bom volume e final longo, persistente e saboroso.
Nariz: Intenso e elegante, com frutas vermelhas, violeta, rosa seca, especiarias doces, ervas e notas de chá preto.
Uvas: 100% Nebbiolo
Teor Alcoólico: 14,5%
Serviço: Servir entre 16 e 18°C
Potencial de guarda: Mínimo de 10 anos; melhor entre 2026 e 2036+, podendo evoluir por mais tempo em adega bem acondicionada.
Visual: Rubi-granada profundo, com boa concentração e evolução para tons granada.
Amadurecimento: Em barris de carvalho esloveno.
Tipo de fechamento: Rolha de cortiça natural.
Decantação: 1 a 2 horas antes de servir
Classificação: Tinto seco
Harmonização: Caça, carnes vermelhas braseadas, queijos curados e pratos com trufa branca.
Premiações/Pontuações: 91 pontos Wine Enthusiast para a safra 2019; 93 pontos World of Fine Wine para a safra 2019; 97 pontos e Best in Show no Decanter World Wine Awards para a safra 2017 do Roggeri.
1. Degustação do Barolo Roggeri 2019

No copo, o visual já aponta seriedade: cor granada profunda, brilho firme e presença. No nariz, o conjunto é amplo e refinado, com fruta vermelha, violeta, rosa seca e especiarias, enquanto a crítica acrescenta cereja em compota, ervas, canela e chá preto.
Em boca, a assinatura é clássica: taninos firmes, acidez viva e uma sensação de profundidade que cresce no centro do paladar. O final é longo, saboroso e persistente, daqueles que ficam mais pela textura do que pelo excesso de doçura de fruta.
2. Terroir de La Morra e cru Roggeri
O Roggeri da casa vem de 4 hectares divididos em três parcelas, com exposição sudeste, cerca de 300 metros de altitude, solo argilo-calcário e videiras antigas, muitas delas com aproximadamente 50 anos. Esse conjunto ajuda a explicar a estrutura, o tanino nobre e a sensação de densidade sem perder precisão.
La Morra é conhecida por dar alguns dos Barolos mais perfumados, suculentos e guiados por fruta vermelha da denominação. O interessante aqui é que Roggeri mantém essa elegância de comuna, mas ganha mais largura e longevidade graças aos solos mais ricos e ao perfil do cru.
3. Vinificação tradicional e carvalho esloveno
Na adega, a leitura é tradicional: maceração com controle de temperatura em tanques de concreto e longo contato com as cascas, seguida de amadurecimento em barris de carvalho esloveno. É um caminho que privilegia textura, nitidez de terroir e evolução em garrafa, em vez de madeira chamativa.
A própria ficha técnica do rótulo fala em produção anual de cerca de 8 mil garrafas. Isso reforça a sensação de cuidado e foco, algo que faz diferença quando o assunto é Barolo de cru.
4. Serviço, decantação e gastronomia

Sirva entre 16 e 18°C e dê ao vinho pelo menos uma hora de decantação para liberar suas camadas aromáticas. É uma dessas garrafas que cresce no copo e recompensa quem não tem pressa.
À mesa, ele brilha com caça, carnes vermelhas braseadas, queijos curados e pratos com trufa branca. Em um jantar mais sofisticado, vai lindamente com ossobuco, ravioli de cogumelos ou uma carne de longa cocção com molho reduzido.
5. Safra 2019 e potencial de guarda
A safra 2019 é tratada por críticos e compradores especializados como uma safra clássica em Barolo, e isso pesa a favor do conjunto. Há pureza de fruta, refinamento e estrutura, sem o exagero de maturação que às vezes tira definição do Nebbiolo.
Para guarda, os sinais são muito bons. O produtor fala em mínimo de 10 anos de adega, a Wine Society coloca a janela de consumo entre 2026 e 2036, e a Wine Enthusiast vai além, sugerindo fôlego até 2045.
6. Pontuações e reputação do rótulo
Na safra 2019, o Roggeri recebeu 91 pontos da Wine Enthusiast e 93 pontos da World of Fine Wine. Não é um Barolo montado para perseguir impacto imediato; é um vinho que convence mais pela coerência do que pelo espetáculo.
E existe um dado importante para quem observa consistência de produtor e cru: a safra 2017 do Roggeri alcançou 97 pontos e Best in Show no Decanter World Wine Awards. Isso ajuda a entender por que o nome Roggeri aparece com tanta frequência nas conversas de quem acompanha Barolo de perto.
7. Comparação de estilo e lugar na adega
Frente a Barolos de Serralunga d’Alba, que costumam ser mais firmes e austero-estruturados, um La Morra bem executado tende a privilegiar perfume e fruta vermelha. O Roggeri da Ciabòt Berton segue essa linha, mas com mais musculatura do que muita gente espera da comuna.
Na prática, é um Barolo para quem quer fineza sem fragilidade e estrutura sem rusticidade. Ele cabe tanto em uma adega séria quanto em uma mesa de grande gastronomia, e essa versatilidade é parte do seu charme.
8. Oferta do Barolo Roggeri 2019
Se a sua ideia é escolher um Barolo de cru com pedigree, vocação para adega e assinatura tradicional de La Morra, este 2019 faz muito sentido. Vale conferir a oferta disponível [clicando aqui]
FAQ — Ciabòt Berton Barolo Roggeri DOCG 2019
O que é o Ciabòt Berton Barolo Roggeri DOCG 2019?
É um Barolo DOCG italiano feito com 100% Nebbiolo pela Ciabòt Berton, a partir do cru Roggeri, em La Morra, no Piemonte.
O que significa “Roggeri” no rótulo?
Roggeri é o vinhedo de origem deste Barolo, um cru de La Morra com exposição sudeste, cerca de 300 metros de altitude e solo calcário-argiloso.
Como é o perfil aromático desse vinho?
Ele entrega fruta vermelha, especiarias doces, violeta e rosa seca, enquanto a crítica aponta também cereja, ervas, canela e chá preto.
E no paladar, o que esperar?
Espere taninos firmes, boa profundidade, acidez viva e final longo. O produtor fala em um conjunto poderoso e harmonioso, e a Wine Enthusiast destaca um caráter forte e assertivo.
É um vinho para beber agora ou guardar?
É um vinho claramente talhado para evolução em garrafa. A ficha técnica indica guarda mínima de 10 anos, e a Wine Enthusiast sugere janela de consumo de 2026 a 2045.
Qual é o teor alcoólico e o volume da garrafa?
A vinícola informa teor entre 14% e 14,5%, e a avaliação da Wine Enthusiast registra 14,5% em garrafa de 750 ml.
Com o que harmoniza melhor?
Vai muito bem com caça, carnes vermelhas braseadas, queijos curados e pratos com trufa branca.
A produção é limitada?
Sim. A Ciabòt Berton informa produção anual de cerca de 8.000 garrafas para este rótulo.
A safra 2019 recebeu boa avaliação?
Sim. A safra 2019 recebeu 91 pontos da Wine Enthusiast, com destaque para a complexidade aromática, os taninos firmes e o potencial de evolução.
Sobre a vinícola Ciabòt Berton
A história da Ciabòt Berton começa em 1876, quando Giovenale Viberti compra o primeiro vinhedo da família em Rive. A virada de fazenda agrícola para cantina focada em vinho acontece no fim dos anos 1950, e a primeira safra de Barolo engarrafada pela família sai em 1961; nos anos 1980, a adega atual é construída em La Morra.
A filosofia da casa é profundamente ligada ao terroir. A vinícola fala em vinificar parcelas separadamente e em pureza para tornar reconhecíveis as nuances de cada solo, clima e safra, enquanto o manejo dos vinhedos segue princípios de controle integrado desde os anos 1990, com forte atenção à biodiversidade e ao ritmo natural de cada parcela.
Entre as áreas mais importantes da propriedade estão Roggeri, Bricco San Biagio, Rive, Rocchettevino, Cappallotti e Tre Querce, todas em torno de La Morra. Nas linhas de maior destaque aparecem Barolo Ciabòt Berton 1961, Barolo La Morra, Barolo Rocchettevino e Barolo Roggeri, além de rótulos como Langhe Nebbiolo Tre Utin e Barbera d’Alba Bricco S. Biagio.
No momento atual, a Ciabòt Berton combina continuidade familiar e atualização de marca. Federica, esposa de Marco, entrou na empresa em 2010; a nova sala de degustação foi inaugurada em 2023; o rebranding chegou em 2024; e a própria vinícola apresenta hoje a quinta geração da família como parte da condução do futuro da casa.
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