Se você procura um tinto italiano capaz de transformar um jantar em experiência de colecionador, o Allegrini La Poja Monovitigno Corvina Veronese IGT 2015 é o tipo de garrafa que muda o patamar da adega.
Não é apenas “mais um Vêneto”: é um single vineyard de culto, feito apenas com Corvina, em produção limitada, pensado para quem quer beber o melhor que a região pode oferecer.
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A história por trás deste vinho começa em 1979, quando Giovanni Allegrini decide plantar apenas Corvina no topo da colina de La Grola, desafiando o padrão local e criando um verdadeiro “super-veronese”.
O resultado é o La Poja, hoje reconhecido como um dos maiores tintos do Vêneto e um dos rótulos mais desejados por apaixonados por grandes vinhos italianos.
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Vinho tinto italiano – Allegrini La Poja Monovitigno Corvina Veronese IGT 2015
Volume: 750 mL
Região: Vêneto, Itália
Safra: 2015
Produtor: Allegrini
Boca: Vinho de corpo cheio e estrutura impressionante, com fruta vermelha e negra madura, textura densa, taninos finos e polidos, ótima acidez e final muito longo, balsâmico e levemente especiado.
Nariz: Aromas intensos de cereja e frutas vermelhas maduras, pequenos frutos silvestres, ervas e notas balsâmicas, além de especiarias escuras, pimenta, toques florais, leves nuances de cacau, tabaco e chá preto.
Uvas: 100% Corvina Veronese
Teor Alcoólico: 14,5%
Serviço: Servir entre 16 °C e 18 °C, em taça Bordeaux grande; ganha muito com decantação prévia.
Potencial de guarda: Vinho de guarda; pode evoluir com grande classe por 15–20 anos após a safra, se bem armazenado.
Visual: Vermelho rubi intenso, profundo e brilhante.
Amadurecimento: Aproximadamente 20 meses em barricas novas de carvalho francês Allier, complementados por estágio em grandes tonéis de carvalho eslavônio e cerca de 10 meses em garrafa antes da expedição.
Tipo de fechamento: Rolha de cortiça natural
Decantação: Recomenda-se decantar por 1 a 2 horas antes de servir, especialmente enquanto ainda jovem.
Classificação: Seco (vinho tranquilo, açúcar residual em torno de 1–3 g/L)
Harmonização: Carnes vermelhas assadas, carnes de caça, queijos curados, pratos com cogumelos e trufas brancas ou pretas, além de massas ricas à base de ragu.
Premiações/Pontuações: Safra 2015 com 93/100 Wine Spectator, 95/100 James Suckling, 92/99 Luca Maroni e 3 estrelas Veronelli; outras safras frequentemente acima de 90 pontos em críticos internacionais.
1. La Poja 2015: o super-veronese de culto do Vêneto
La Poja nasce de um vinhedo único, pequeno e extremamente especial, que a própria Allegrini trata como um cru icônico dentro de Valpolicella.
Por ser 100% Corvina Veronese, ele não se enquadra nas regras da denominação tradicional e assume o status de IGT, tornando-se o grande monovarietal de referência da uva.
Para o consumidor de alta renda, isso significa algo simples: exclusividade real.
Não é um vinho produzido para volume ou para aparecer em todas as cartas, mas sim um tinto pensado para expressar um terroir muito específico e uma visão de perfeição da família Allegrini.
2. Terroir de La Grola e o plateau calcário de La Poja
O vinhedo La Poja é um pequeno plateau triangular de cerca de 3 hectares, no topo da colina de La Grola, com solo calcário branco que chega a ofuscar sob o sol.
Dali se avista o Lago di Garda a poucos quilômetros, o que traz um microclima muito particular: dias ensolarados, noites mais frescas e maturação longa e equilibrada das uvas.
Esse mix de altitude, calcário e influência do lago entrega uvas de altíssima concentração, mas com surpreendente frescor natural.
É justamente essa combinação de riqueza, tensão e elegância que faz do La Poja um vinho que impressiona tanto na juventude quanto após longos anos de adega.
3. Viticultura de precisão e longa maturação em carvalho francês
Todo o La Poja 2015 vem de Corvina Veronese em pureza, colhida tardiamente, no início de outubro, quando as uvas atingem maturação plena e ligeira sobrematuração natural na planta.
A viticultura é de baixas produtividades, com foco absoluto em sanidade e concentração de fruta, algo que você sente na taça pela densidade de aromas e textura.
Após uma fermentação de cerca de 12–15 dias em aço inox a temperatura controlada, a malolática acontece em barricas de carvalho.
O vinho passa cerca de 20 meses em barricas novas de carvalho francês Allier, com parte do envelhecimento complementada em tonéis maiores de carvalho eslavônio, e ainda descansa cerca de 10 meses em garrafa antes de ser liberado.
O resultado é um tinto seco, com açúcar residual em torno de 1–3 g/L, graduação alcoólica em 14,5% e muita estrutura, mas sem perder o equilíbrio nem a sensação de frescor.
Engarrafado com rolha de cortiça natural, é claramente pensado para envelhecimento prolongado.
4. Notas de prova: intensidade, elegância e frescor

Na taça, o Allegrini La Poja 2015 mostra um rubi profundo, brilhante, denso nas bordas.
No nariz, abre com cereja madura, ameixa e frutos silvestres, evoluindo para notas de ervas mediterrâneas, balsâmico, especiarias escuras, pimenta, leve floral de íris/violeta, além de toques de cacau, tabaco e chá preto.
Em boca, é um vinho amplo e envolvente, com fruta vermelha e negra em camadas, taninos muito finos e firmes, textura quase aveludada e excelente acidez.
O final é longo, com ecos de especiarias, ervas, leve nota terrosa e um traço mineral que convida a mais um gole – exatamente o tipo de persistência que se espera de um grande vinho de guarda.
5. Serviço, decantação e guarda do La Poja 2015
Para aproveitar todo o potencial do La Poja 2015, o ideal é servi-lo entre 16 °C e 18 °C, em taças amplas estilo Bordeaux ou mesmo Borgonha grande, que permitam a oxigenação dos aromas mais complexos.
A safra 2015 ainda tem muita energia, por isso uma decantação de 1 a 2 horas faz maravilhas para domar os taninos e abrir as camadas aromáticas.
Quanto à guarda, falamos de um tinto que aguenta facilmente 15 anos ou mais a partir da safra, e muitas projeções indicam potencial ainda maior, na casa de duas décadas, em adegas bem controladas.
Hoje ele já entrega enorme prazer, mas quem tiver paciência verá mais complexidade terciária de couro fino, tabaco, trufas e caça surgindo ao longo do tempo.
6. Harmonizações de alta gastronomia com o La Poja 2015

O La Poja 2015 é um parceiro natural de carnes vermelhas assadas, cordeiro, cortes marmorizados preparados na brasa e pratos de caça, como javali ou pato, graças à sua estrutura e profundidade de sabor.
Os taninos polidos e o caráter balsâmico também o tornam perfeito para pratos com cogumelos e, em especial, com trufas brancas ou pretas.
Entre queijos, pense em peças de longa cura – Parmigiano Reggiano bem envelhecido, pecorino, ou queijos de leite cru de massa dura.
Em menus de alta cozinha, ele faz um par brilhante com um risoto de funghi e trufas, um ossobuco de longo cozimento ou um filet mignon em redução de vinho tinto com polenta cremosa.
7. Premiações e por que investir neste grande vinho
A safra 2015 do La Poja acumula notas de respeito: 93/100 da Wine Spectator, 95/100 de James Suckling, 92/99 de Luca Maroni e 3 estrelas Veronelli, além de figurar entre os “fine wines” em portfólios especializados.
Safras recentes seguem na mesma linha, com pontuações altas, como os 95 pontos Falstaff para 2018, reforçando a consistência do rótulo no topo da categoria.
Se você busca um tinto italiano de culto, com histórico sólido de críticas, terroir único e capacidade real de envelhecimento, o Allegrini La Poja 2015 é uma escolha quase óbvia para a adega e para grandes jantares – e uma oportunidade rara de comprar um ícone do Vêneto em um único clique [clicando aqui].
Perguntas frequentes sobre Allegrini La Poja Monovitigno Corvina Veronese IGT 2015
1. Que tipo de vinho é o Allegrini La Poja Monovitigno Corvina Veronese IGT 2015?
É um vinho tinto seco de alta gama, 100% Corvina Veronese, produzido pela Allegrini no Vêneto, em um vinhedo único de plateau calcário.
Trata-se de um rótulo de culto, pensado para guarda e para momentos gastronômicos especiais.
2. Qual é o perfil de sabor do La Poja 2015?
É um tinto de corpo cheio, com fruta vermelha e negra madura, taninos finos, ótima acidez e final muito longo.
Mostra notas de cereja, frutas silvestres, especiarias, ervas balsâmicas, cacau, tabaco e chá preto.
3. Qual o teor alcoólico e a classificação de doçura deste vinho?
O Allegrini La Poja 2015 tem cerca de 14,5% de teor alcoólico.
É um vinho seco, com açúcar residual muito baixo, em torno de 1–3 g/L.
4. Como devo servir e em que temperatura ele se mostra melhor?
A temperatura ideal fica entre 16 °C e 18 °C, em taças grandes do tipo Bordeaux ou Borgonha.
Abra a garrafa com antecedência e permita uma boa oxigenação para que os aromas se expressem.
5. Precisa decantar o Allegrini La Poja 2015?
Sim, a decantação é fortemente recomendada para esta safra.
De 1 a 2 horas em decanter costumam ser suficientes para amaciar taninos e liberar toda a complexidade aromática.
6. Qual é o potencial de guarda do La Poja 2015?
É um vinho de longa guarda, com potencial estimado de 15 a 20 anos a partir da safra, em boas condições de adega.
Com o tempo, tende a ganhar notas de couro fino, trufas, tabaco e maior complexidade terciária.
7. Com quais pratos o Allegrini La Poja 2015 harmoniza melhor?
Brilha com carnes vermelhas assadas, cordeiro, caça (como javali ou pato) e pratos ricos com cogumelos e trufas.
Também fica excelente com queijos curados de longa maturação e massas em ragu intenso.
8. Qual a diferença do La Poja para um Amarone da Allegrini?
O La Poja é um Corvina em pureza, seco, sem uso de appassimento, focado em terroir e precisão.
Já o Amarone usa uvas passificadas, resultando em maior teor alcoólico, textura mais licorosa e outro estilo de opulência.
9. O Allegrini La Poja 2015 é adequado para investir e colecionar?
Sim, é um rótulo de produção limitada, com altas pontuações e grande reputação internacional.
Isso o torna interessante tanto para consumo em jantares especiais quanto para compor uma adega de coleção.
10. Em que ocasiões vale a pena abrir uma garrafa de La Poja 2015?
É um vinho perfeito para jantares de alta gastronomia, celebrações marcantes e encontros em que o vinho seja protagonista.
Também é uma ótima escolha para surpreender convidados apreciadores de grandes tintos italianos.
Sobre a vinícola Allegrini
A história da Allegrini remonta ao século XVI, quando a família iniciou sua trajetória na arte da vinicultura na região de Valpolicella, no Vêneto. Desde então, o cuidado na seleção das uvas e o respeito pelo terroir tornaram-se elementos centrais na produção de seus vinhos. Foi ao longo do século XX, porém, que o nome Allegrini ganhou projeção internacional, sobretudo graças à visão empreendedora de Giovanni Allegrini, que consolidou as bases de qualidade e inovação que a vinícola carrega até hoje.
A morte de Giovanni, em 1983, marcou uma nova fase, quando seus filhos assumiram a gestão para manter a herança familiar e, ao mesmo tempo, levar a empresa a novos patamares. Nos anos seguintes, a Allegrini passou a investir em pesquisas e aprimorar as técnicas de vinificação, garantindo a preservação das características mais nobres das castas locais, como a Corvina, a Rondinella e a Molinara. Além disso, o compromisso com a sustentabilidade ganhou destaque, reforçando a relevância da vinícola em um mercado cada vez mais exigente.
Durante a década de 1990, a Allegrini expandiu sua presença no mercado internacional, levando a essência de Valpolicella para além das fronteiras italianas. A vinícola também diversificou sua atuação, com o desenvolvimento de novos projetos em outras partes da Itália, sempre mantendo o compromisso de honrar a tradição e, ao mesmo tempo, experimentar novas abordagens enológicas. Hoje, a Allegrini é reconhecida mundialmente por seus vinhos, que unem história e inovação em cada taça, tornando-se uma referência incontestável no cenário enogastronômico global.
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