Poucos tintos unem memória familiar, diversidade de terroirs e prazer imediato como o DV Catena Tinto Histórico 2023. O vinho recupera o espírito dos antigos cortes criados por Domingo Vicente Catena, conhecido por sua habilidade como mestre dos assemblages.
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Na taça, surge um tinto argentino vibrante, com fruta generosa, taninos finos e frescor suficiente para equilibrar sua textura envolvente. É daqueles vinhos que agradam agora, mas também convidam a acompanhar sua evolução na adega.
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Vinho tinto argentino – DV Catena Tinto Histórico 2023
Volume: 750 ml
Região: Mendoza (Uco Valley & Maipú)
Safra: 2022
Produtor: Catena Zapata
Boca: Médio corpo, taninos frescos e suculentos, estrutura equilibrada com acidez vibrante e final persistente
Nariz: Frutas negras e vermelhas (cereja, ameixa), flores, especiarias (pimenta branca), ervas e um leve toque de marmelada e mentol
Uvas: 77% Malbec, 20% Bonarda, 3% Petit Verdot
Teor Alcoólico: 13,4% – 13,5%
Serviço: 16–18 °C
Potencial de guarda: 10–20 anos (janela de guarda aprox. 2023–2029)
Visual: Rubi púrpura intenso
Amadurecimento: 12–14 meses em barricas de carvalho francês (ano 1º, 2º e 3º uso), com fermentação de 16 dias e maceração de 22 dias com leveduras indígenas
Tipo de fechamento: Rolha de cortiça (cork)
Classificação: Seco
Harmonização: Carnes vermelhas, cordeiro, pratos de carne de caça (venison), queijos curados, massas com molhos intensos
Premiações/Pontuações:
- Patricio Tapia/Descorchados: 91 pontos (jan 2024)
- James Suckling: 92 pontos (fev/março 2024)
- Vinous: 92–93 pontos – com notas de vinhos secos, suculentos e bem estruturados, fruto de alta qualidade do blend 2022
1. DV Catena Tinto Histórico 2023: a história por trás do rótulo
O vinho homenageia Domingo Vicente Catena, pai de Nicolás Catena. Na década de 1930, Domingo ficou conhecido por produzir um corte tinto profundo, servido em prestigiados bistrôs de Buenos Aires.
A receita combinava frutas de antigas vinhas mendocinas com uvas mais intensas do Vale do Uco. A versão atual preserva essa ideia, reunindo diferentes variedades, altitudes e solos em um único vinho.
No Brasil, o rótulo ganhou significado adicional por compartilhar o corte da edição Bicentenário, lançada em 2022 para celebrar os 200 anos da Independência do país.
2. Notas de degustação do DV Catena Tinto Histórico 2023

O visual apresenta tonalidade vermelho-cereja intensa, com nuances granada. No nariz aparecem cerejas, frutas negras, flores e especiarias, acompanhadas por alcaçuz, pimenta-branca e discretos traços balsâmicos.
Em boca, o vinho é suculento e vibrante. A fruta madura vem apoiada por taninos pequenos e finos, textura envolvente, acidez viva e um final firme, fresco e persistente.
A madeira está presente, mas não domina o conjunto. Ela oferece volume, especiarias e polimento, preservando o caráter frutado e a energia natural da safra.
3. Blend de Malbec, Bonarda e Petit Verdot
Segundo a ficha oficial da Catena Zapata, o corte de 2023 reúne 79% Malbec, 15% Bonarda e 6% Petit Verdot. A Malbec forma o coração aromático e textural do vinho.
A Bonarda amplia a sensação de fruta e suculência. Já a Petit Verdot reforça cor, estrutura, volume e comprimento, sem transformar o vinho em um tinto excessivamente pesado.
O resultado é mais complexo do que um Malbec varietal convencional. Cada uva cumpre uma função, criando camadas de frutas, flores, especiarias, frescor e taninos.
4. Vinhedos de Mendoza entre 750 e 1.450 metros
As uvas são provenientes de quatro vinhedos mendocinos: Lunlunta, Gualtallary, Eugenio Bustos e El Mirador. As altitudes variam de 750 a 1.450 metros acima do nível do mar.
Lunlunta fica a 920 metros e possui solos aluviais, com argila superficial e pedras em profundidade. Gualtallary, a 1.450 metros, apresenta cascalho, calcário e grandes pedras arredondadas.
Eugenio Bustos está a 1.090 metros, sobre solos arenoso-argilosos com camadas calcárias. El Mirador, a 750 metros, combina materiais aluviais e eólicos com textura franco-siltosa.
Essa diversidade ajuda a explicar o equilíbrio do vinho. Os setores mais altos contribuem com tensão e frescor, enquanto os demais favorecem fruta, textura e volume.
5. Vinificação do DV Catena Tinto Histórico 2023
A vinificação começa com uma maceração pré-fermentativa a frio de dois a sete dias, realizada abaixo de 10 °C para favorecer a extração aromática. A fermentação utiliza leveduras indígenas.
Depois, o vinho amadurece de oito a 14 meses em carvalho francês. São empregadas barricas de primeiro, segundo e terceiro uso, escolha que reduz o risco de a madeira encobrir a fruta.
A safra apresenta 13,5% de álcool, acidez total de 5,5 g/L e pH 3,7. Esses números ajudam a entender a combinação entre maturidade, textura e frescor.
6. Serviço e guarda do DV Catena Tinto Histórico 2023
A temperatura ideal de serviço fica entre 16 e 18 °C. Temperaturas muito altas podem ampliar a sensação alcoólica e reduzir a nitidez dos aromas.
Uma taça ampla para tintos permite que frutas, flores e especiarias apareçam com mais clareza. Quando recém-aberto, o vinho também pode ganhar expressão após alguns minutos de aeração.
O potencial de guarda indicado supera dez anos. A safra 2023 foi descrita pela própria Catena como elegante, naturalmente fresca, mineral e especialmente favorável à evolução em garrafa.
7. Harmonização do DV Catena Tinto Histórico 2023

Com carnes vermelhas, eu apostaria em bife ancho, assado de tira, picanha, cordeiro ou costela preparada lentamente. A fruta acompanha a caramelização, enquanto os taninos encontram equilíbrio na gordura da carne.
Massas com ragu, lasanha à bolonhesa, polenta com carne desfiada e risoto de cogumelos também funcionam muito bem. Entre os queijos, prefira versões curadas e de sabor intenso.
Para um encontro descontraído, hambúrguer artesanal com queijo maturado é uma escolha certeira. O vinho tem estrutura para o prato, mas conserva suculência suficiente para não deixar a combinação cansativa.
8. Pontuações do DV Catena Tinto Histórico 2023
Em referências internacionais, a safra 2023 recebeu 92 pontos de James Suckling, 92 pontos da Vinous e 91 pontos da Wine Advocate. As avaliações destacam fruta vibrante, taninos finos, textura e final vivo.
A página brasileira da Mistral exibe 93 pontos de James Suckling, 92 de Antonio Galloni e 91 de Robert Parker. Para consistência editorial, considero o conjunto internacional de 92, 92 e 91 pontos.
Independentemente dessa diferença cadastral, existe consenso sobre a qualidade do vinho. Todas as avaliações o colocam em uma faixa muito respeitável para um tinto mendocino de ampla disponibilidade.
9. Vinho tinto argentino de guarda com personalidade própria
Comparado a um Malbec varietal, o Tinto Histórico apresenta mais camadas e maior diversidade aromática. A Bonarda amplia a suculência, enquanto a Petit Verdot acrescenta firmeza e comprimento.
Ao mesmo tempo, ele costuma ser menos austero do que cortes dominados por Cabernet Sauvignon. A fruta aparece com facilidade, tornando o vinho convidativo mesmo antes de atingir sua plena maturidade.
Seu grande diferencial está no equilíbrio entre história, origem, reputação e versatilidade. É um rótulo para beber em um jantar especial, presentear ou guardar por vários anos.
10. DV Catena Tinto Histórico 2023 na Mistral
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Perguntas frequentes sobre DV Catena Tinto Histórico 2023
1. O DV Catena Tinto Histórico 2023 é produzido por qual vinícola?
O vinho é elaborado pela Catena Zapata, uma das produtoras mais reconhecidas da Argentina. A vinícola foi fundada em Mendoza em 1902 e se destacou pelo trabalho com vinhedos de altitude.
2. Quais uvas compõem o DV Catena Tinto Histórico 2023?
O corte oficial reúne 79% Malbec, 15% Bonarda e 6% Petit Verdot. A Malbec oferece fruta e textura, enquanto as demais variedades acrescentam suculência, estrutura e profundidade.
3. O DV Catena Tinto Histórico 2023 é seco ou suave?
Ele é classificado como um vinho tinto seco. Apesar da fruta madura e da textura macia, não apresenta o dulçor característico dos vinhos suaves.
4. Quais são os aromas do DV Catena Tinto Histórico 2023?
O vinho apresenta aromas de cerejas, frutas negras, flores, alcaçuz e especiarias secas. Também podem surgir notas de pimenta-branca, nuances balsâmicas e madeira bem integrada.
5. Como é o sabor do DV Catena Tinto Histórico 2023?
Em boca, é suculento, vibrante e frutado, com taninos finos e acidez equilibrada. Possui corpo de médio a encorpado e termina com boa persistência e sensação de frescor.
6. Com quais pratos o DV Catena Tinto Histórico 2023 harmoniza?
Combina muito bem com carnes vermelhas grelhadas ou assadas, cordeiro, massas com ragu e risotos de cogumelos. Queijos curados e hambúrgueres artesanais também são boas opções.
7. Qual é a temperatura ideal para servir o DV Catena Tinto Histórico 2023?
A temperatura recomendada fica entre 16 e 18 °C. Servi-lo excessivamente quente pode destacar o álcool e diminuir a percepção de frescor e definição aromática.
8. É necessário decantar o DV Catena Tinto Histórico 2023?
A decantação não é obrigatória, mas uma aeração de 20 a 30 minutos pode beneficiar o vinho quando jovem. Esse tempo ajuda a revelar melhor as frutas, flores e especiarias.
9. O DV Catena Tinto Histórico 2023 pode ser guardado?
Sim. Quando conservado em local escuro, fresco e sem variações de temperatura, pode evoluir por mais de dez anos. Com o tempo, tende a desenvolver aromas mais complexos e textura mais polida.
10. O DV Catena Tinto Histórico 2023 passa por barricas de carvalho?
Sim. O vinho amadurece entre oito e 14 meses em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro uso. A madeira contribui com textura e especiarias sem esconder a fruta.
11. Qual é o teor alcoólico do DV Catena Tinto Histórico 2023?
O teor alcoólico informado para a safra 2023 é de 13,5% vol. Esse nível favorece um conjunto equilibrado, com boa presença em boca sem perder vivacidade.
12. Quais pontuações o DV Catena Tinto Histórico 2023 recebeu?
A safra recebeu avaliações na faixa de 91 a 93 pontos, dependendo da publicação e do cadastro consultado. Entre os críticos associados ao rótulo estão James Suckling, Vinous e Wine Advocate.
Sobre a vinícola Catena Zapata
A história da Catena Zapata começou em 1902, quando o imigrante italiano Nicola Catena plantou seu primeiro vinhedo de Malbec em Mendoza. Desde então, quatro gerações conduziram a propriedade familiar.
A grande transformação aconteceu sob a liderança de Nicolás Catena Zapata. Inspirado por experiências na Califórnia, ele passou a estudar regiões mais frias e vinhedos de elevada altitude, desafiando antigas certezas da viticultura argentina.
Essa busca levou ao desenvolvimento de áreas como o Adrianna Vineyard, em Gualtallary, próximo dos 1.500 metros. A altitude, as noites frias e os solos calcários tornaram-se pilares da identidade moderna da casa.
Em 1995, Laura Catena juntou-se ao pai e criou a estrutura de pesquisa que daria origem ao Catena Institute of Wine. Hoje, ela atua como diretora-geral e trabalha nas seleções e nos cortes ao lado de Alejandro Vigil e Luis Reginato.
A vinícola trabalha com seis propriedades históricas: Angélica, La Pirámide, Nicasia, Domingo, Adrianna e Angélica Sur. Cada uma oferece combinações próprias de altitude, clima, solos e material vegetal.
Entre suas linhas mais conhecidas estão Catena, Catena Appellation, Catena Alta, D.V. Catena, Angélica Zapata e os vinhos de parcela do Adrianna Vineyard. Os ícones incluem Nicolás Catena Zapata e Malbec Argentino.
A Catena chegou ao primeiro lugar entre as marcas de vinho mais admiradas do mundo em 2025, segundo a Drinks International. A casa também foi reconhecida como o melhor vinhedo do mundo pelo ranking World’s Best Vineyards em 2023.
Mais do que uma produtora histórica, a Catena Zapata ocupa hoje uma posição de referência para o vinho argentino. Sua força está em combinar tradição familiar, pesquisa científica e uma leitura precisa dos diferentes terroirs de Mendoza.
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