O Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021 mostra como a Toscana consegue combinar fruta, acidez e evolução sem transformar o vinho em algo pesado.
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O que mais me chama atenção é o conjunto: Sangiovese majoritária, 24 meses de amadurecimento, notas de cereja e couro e uma pontuação expressiva de Luca Maroni.
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Vinho tinto italiano – Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
Volume: 750 ml
Região: Toscana, Itália — Chianti DOCG
Safra: 2021
Produtor: Castellani S.p.A. — linha Borgofino
Boca: Cereja e couro, taninos macios e estruturados, acidez viva e final longo e persistente
Nariz: Frutas vermelhas maduras, nuances terrosas, vegetação rasteira e bosque
Uvas: Sangiovese majoritária, complementada por Canaiolo e Ciliegiolo
Teor Alcoólico: 12,5% vol.
Serviço: 18 °C
Potencial de guarda: Até 2031, quando conservado em condições adequadas
Visual: Vermelho-rubi com reflexos granada
Amadurecimento: 24 meses em barricas da Eslavônia
Tipo de fechamento: Rolha
Classificação: Seco
Harmonização: Carnes de caça, carnes vermelhas, massas com molho de tomate, pizzas, assados e queijos curados
Premiações/Pontuações: 95 pontos Luca Maroni; a oferta também destaca os selos “Vinícola Sustentável” e “Vinícola Centenária”
Gradação de 0 a 10
Doçura: 0
Tanino: 8
Acidez: 8
Frutado: 6
1. O estilo do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
Estamos diante de um vinho tinto tranquilo e seco, com 12,5% de álcool. Sua estrutura aparece mais na acidez, nos taninos e na persistência do que na força alcoólica.
Esse equilíbrio deixa o vinho gastronômico e versátil. Ele apresenta a vivacidade esperada de um Chianti, mas ganha camadas terrosas e textura mais polida graças ao período prolongado de amadurecimento.
2. Notas de prova do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021

Na taça, sua coloração vermelho-rubi já apresenta reflexos granada. Essa tonalidade sugere um vinho que começou a desenvolver características de evolução sem perder completamente o brilho da fruta.
No nariz aparecem frutas vermelhas maduras, bosque e nuances terrosas. Com alguns minutos de contato com o ar, o conjunto tende a revelar melhor seus detalhes.
Em boca, cereja e couro dividem espaço com taninos macios, boa estrutura e acidez viva. O final é longo, persistente e deixa uma sensação agradavelmente seca.
3. Origem do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
O vinho nasce na Toscana, dentro da denominação Chianti DOCG. A linha Borgofino é desenvolvida em parceria com a Castellani, produtora familiar com mais de um século de ligação com a vitivinicultura toscana.
A apresentação da Evino relaciona o rótulo aos tradicionais solos de Galestro e Alberese. Também destaca o emprego de métodos tradicionais e práticas agrícolas sustentáveis.
4. Uvas do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
A Sangiovese ocupa o papel principal no corte, acompanhada por pequenas parcelas de Canaiolo e Ciliegiolo. As proporções exatas não são divulgadas na ficha consultada.
A Sangiovese entrega cereja, acidez e tensão. A Canaiolo contribui para arredondar o conjunto, enquanto a Ciliegiolo amplia a sensação de fruta e ajuda a tornar o vinho mais convidativo.
Essa combinação respeita a tradição regional: as regras do Chianti estabelecem presença mínima de 70% de Sangiovese e permitem a participação de outras variedades autorizadas.
5. Vinificação do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
O principal dado divulgado sobre sua elaboração é o amadurecimento de 24 meses em barricas da Eslavônia. A ficha não informa detalhes como temperatura de fermentação ou duração da maceração.
Esse estágio prolongado ajuda a integrar os taninos e acrescenta complexidade ao vinho. As notas de couro, terra e vegetação rasteira surgem ao lado da fruta, sem eliminar completamente a identidade da Sangiovese.
Em comparação com um Chianti jovem, o Riserva costuma apresentar menos domínio da fruta imediata e maior presença de aromas evoluídos, profundidade e persistência.
6. Serviço do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
A temperatura indicada é de 18 °C. Em dias quentes, alguns minutos na geladeira antes do serviço evitam que o álcool pareça mais evidente e preservam a sensação de frescor.
Uma taça de bojo médio ou grande favorece a abertura dos aromas. Cerca de 20 a 30 minutos de aeração costumam ser suficientes para uma garrafa em boas condições.
O vinho já se encontra em uma fase interessante de consumo, mas a ficha da oferta indica potencial de evolução até 2031. A guarda exige temperatura estável, pouca luz e ausência de vibrações.
7. Harmonização do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021

A acidez viva encontra um ótimo parceiro em pratos preparados com tomate. Lasanha, pizza artesanal, nhoque ao ragu e massas com molhos encorpados são combinações muito naturais.
Para carnes, boas escolhas incluem bisteca bovina, cordeiro assado, javali, carne de panela e pappardelle com ragu de caça. A acidez limpa a gordura, enquanto os taninos acompanham a proteína.
Queijos curados, como Grana Padano e pecorino, também funcionam muito bem. Uma lasanha de berinjela com molho de tomate oferece uma alternativa sem carne e igualmente interessante.
8. Pontuação do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
A safra 2021 é anunciada pela Evino com 95 pontos Luca Maroni. É uma pontuação que reforça o apelo do rótulo para quem acompanha avaliações de vinhos italianos.
Os destaques “Vinícola Sustentável” e “Vinícola Centenária” também aparecem na oferta. Eles descrevem características do produtor e não devem ser confundidos com medalhas concedidas ao vinho.
9. Comparações com o Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
É importante não confundir este rótulo com um Chianti Classico. O Borgofino pertence à denominação Chianti DOCG, enquanto Chianti e Chianti Classico seguem regulamentações distintas.
“Classico” não é apenas um adjetivo de qualidade, mas a identificação de outra área delimitada. Já “Riserva” indica uma proposta baseada em maior evolução e amadurecimento.
Quando comparado ao Borgofino Chianti de perfil jovem, o Riserva apresenta caráter mais terroso, taninos mais integrados e maior profundidade. O Chianti jovem prioriza fruta e consumo descomplicado.
10. Por que escolher o Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
Este rótulo faz sentido para quem procura um tinto italiano seco, gastronômico e com sinais claros de evolução, mas sem excesso de álcool ou madeira dominante.
Ele entrega tipicidade toscana, longa maturação, boa capacidade de harmonização e potencial para continuar evoluindo. Também pode agradar quem deseja conhecer um Chianti Riserva antes de avançar para exemplares mais austeros.
11. Oferta do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
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Perguntas frequentes sobre Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021
1. Qual é a uva do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
O vinho é elaborado principalmente com Sangiovese, complementada por Canaiolo e Ciliegiolo, variedades tradicionais da Toscana.
2. O Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021 é seco ou suave?
É um vinho tinto seco. Apresenta acidez viva, taninos macios e estruturados, sem doçura perceptível no paladar.
3. Quais são os aromas do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
Seus aromas lembram frutas vermelhas maduras, bosque, vegetação rasteira e nuances terrosas. Com aeração, as notas evoluídas ficam mais evidentes.
4. Como é o sabor do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
Em boca, traz notas de cereja e couro, taninos integrados, boa acidez e final longo. É equilibrado, gastronômico e persistente.
5. Qual é o teor alcoólico do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
O rótulo possui 12,5% de teor alcoólico. Essa graduação contribui para um estilo elegante, sem deixar o vinho excessivamente pesado.
6. Qual é a temperatura ideal para servir o Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
A temperatura recomendada é de aproximadamente 18 °C. Em dias quentes, vale resfriar a garrafa por alguns minutos antes de servir.
7. É necessário decantar o Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
A decantação não é obrigatória, mas uma aeração de 20 a 30 minutos pode favorecer a abertura dos aromas e suavizar ainda mais os taninos.
8. Com quais pratos o Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021 harmoniza?
Combina com carnes vermelhas, cordeiro, carnes de caça, massas com molho de tomate, pizzas, assados e queijos curados.
9. Por quanto tempo o Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021 pode ser guardado?
Quando armazenado em local escuro, fresco e com temperatura estável, pode evoluir até aproximadamente 2031. Também já está pronto para consumo.
10. Como ocorre o amadurecimento do Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021?
O vinho amadurece por 24 meses em barricas da Eslavônia. Esse período contribui para integrar os taninos e desenvolver notas de couro e terra.
11. O Borgofino Chianti Riserva DOCG 2021 recebeu alguma pontuação?
Sim. A safra 2021 é divulgada com 95 pontos atribuídos por Luca Maroni, crítico conhecido por avaliar vinhos italianos.
12. Borgofino Chianti Riserva é o mesmo que Chianti Classico?
Não. Chianti DOCG e Chianti Classico DOCG são denominações distintas, com áreas e regulamentos próprios. “Riserva” indica uma proposta de maior amadurecimento e complexidade.
Sobre a vinícola Castellani S.p.A.
A Castellani S.p.A. foi fundada oficialmente em 1903, embora sua história tenha começado no fim do século XIX. Em Montecalvoli, Alfredo Castellani passou de viticultor a produtor que engarrafava e comercializava os próprios vinhos.
Duilio e Mario conduziram a primeira expansão, enquanto Giorgio iniciou as exportações. Após a enchente de 1966, Roberto Castellani entrou no negócio e impulsionou a presença internacional da família.
O ano de 1982 marcou outra transformação. Depois de um incêndio em Santa Lucia, a empresa incorporou a Tenuta di Campomaggio e recebeu Piergiorgio Castellani, responsável por intensificar pesquisas vitícolas e experimentações tecnológicas.
Atualmente, as propriedades da família somam mais de 250 hectares de vinhedos na Toscana. O portfólio percorre áreas como Radda in Chianti, Crespina, Terricciola, Palaia e as Colinas Pisanes.
A Tenuta di Campomaggio possui 32 hectares de vinhas entre 280 e 480 metros de altitude. Poggio al Casone reúne 40 hectares orgânicos, enquanto Burchino ocupa cerca de 37 hectares em Terricciola.
Entre suas coleções e linhas mais conhecidas estão Castellani 1903, Famiglia Castellani, Collesano, St. Giorgio e Guadalmare, além dos vinhos ligados às propriedades Campomaggio, Ceppaiano, Burchino e Poggio al Casone.
Em 2024, a companhia informou mais de 23,5 milhões de garrafas vendidas e 94% do volume destinado à exportação. A organização possui certificações Equalitas, BRCGS e IFS e segue sob forte participação da família.
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